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terça-feira, 19 de maio de 2009

FREUD, JUNG E ADLER


Freud, na 1ª tópica, elaborou a doutrina de que a comunicação entre o inconsciente e o pré-consciente/consciente é regulada pela censura, geradora do mecanismo do recalcamento.
Estava convencido de que a tomada de consciência pelo paciente da sua neurose o libertaria dos sintomas nefastos. Mas, pela análise do caso de Anna O. entendeu que não era efectivamente assim.
Na 2ª tópica, identificou o id - domínio das pulsões que funciona segundo o princípio do prazer –, o ego – regulador do conflito entre as pulsões e as exigências do mundo exterior, realizada através dos mecanismos de defesa e funcionando segundo o princípio da realidade – e o superego – formado pela interiorização das interdições e proibições impostas pela realidade exterior ao indivíduo.
Entendeu que a cura só pode ser promovida, caso o paciente reviva e resolva o conflito que foi anteriormente mal resolvido, o que é conseguido pela livre associação de ideias e pela transferência do problema para o terapeuta –
o paciente revive as situações desfavoráveis e transfere-as para o psicanalista, e não para os entes ou circunstâncias causadoras da perturbação efectiva.
Jung, discípulo de Freud, rejeitou a teoria deste, da origem sexual das neuroses, interpretando a libido como energia vital geral e não apenas sexual.
Na sua perspectiva, o inconsciente colectivo – os famosos arquétipos –, articulando-se com o consciente e o inconsciente individual, estruturam a personalidade do indivíduo.
Já Adler, que também foi discípulo de Freud, se afastou da sua teorização, dando prevalência aos complexos de inferioridade – na maior parte das vezes de natureza inconsciente –, de que todos padecemos e que são causados por situações de inferioridade física ou mental.
Serão estes a causa directa do desenvolvimento da personalidade numa determinada direcção, tendo em consideração um processo de compensação mais ou menos complexo.

As teorizações sobre a personalidade do ser humano e da origem do seu padecimento psicológico, são manifestamente insuficientes, limitadas e praticamente inúteis. Mesmo complementando-as num sincretismo produtivo, os resultados são insatisfatórios.
O autoconhecimento para além de não ter fim, não pode em caso algum ser sistematizado.
JOSÉ MARIA ALVES

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