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domingo, 26 de julho de 2009

ANTECEDENTES E BARREIRAS EM HOMEOPATIA





Já vimos no artigo referente ao Interrogatório, que os antecedentes do paciente assumem uma importância particular em Homeopatia.
O Homeopata tem o dever de instigar o enfermo à narração dos seus antecedentes patológicos. Não é raro, que alguém nos diga: “tudo começou quando adoeci gravemente de...” ou “tudo começou depois de uma vacina contra...”.

Referimos no artigo Efeitos dos Medicamentos, várias situações em que o paciente nem agrava nem melhora, sendo necessário aprofundar cautelosamente as inúmeras possibilidades atinentes à ausência de êxito. Nestes casos, o remédio homeopático foi bem seleccionado, mas não produz qualquer efeito relevante. A existência de barreiras medicamentosas ou infecciosas anteriores que impedem a acção do remédio, tais como, vacinação e blenorragia, foi uma das causas apontadas. Devemos desconfiar da existência de uma barreira sempre que não existe qualquer resposta do organismo que estamos a tratar e quando determinadas doenças reincidem num paciente submetido a tratamento.

O homeopata diligente deve pesquisar no paciente a presença de:
· Qualquer estado patológico, longo, depauperante, e que tenha feito o paciente sofrer em excesso.
· Vacinações. A vacinose tem como sintomas, as gripes de repetição, cefaleias frontais crónicas, furunculose e um estado de mal estar indefinido.
· Anestesias a que foi sujeito. Segundo Séror, o produto anestesiante assume um papel secundário, sendo antes o próprio sono anestésico, a própria perda de consciência, que é a génese dos transtornos, tal como ocorre nos traumatismos cranianos. A inconsciência provocada ou traumática é a causa profunda dos problemas, porquanto modificadora do fluxo normal da Força Vital.
· Traumatismos físicos ou psíquicos.
No que toca aos traumas de ordem psíquica, encontramos nos repertórios rubricas que poderão ser utilizadas como sintoma eliminatório – ex. transtorno por desgosto de amor, transtorno por cólera, vexação –.
Os traumatismos cranianos, quando seguidos de coma, devem ser sempre valorizados.


Quando o remédio que cobre a totalidade sintomática não age, procuraremos descortinar a barreira ou barreiras que o impedem, restabelecendo o fluxo da Força Vital. É imperativa a análise da matéria médica, de molde a conseguir isolar o medicamento que mais se assemelhe à individualização do paciente, e que elenque na sua patogenesia o transtorno a debelar. Heresia homeopática? Pensamos que não. Utilização da Isopatia ou da similitude imperfeita, em detrimento da perfeita, por inoperância temporária e oportunística desta.
No parecer de Séror, convém insistir na importância que tem nos nossos dias a causa occasionalis no aparecimento dos fenómenos mórbidos no homem. E quer queiramos quer não, a Isopatia tem um papel que não pode ser descurado em múltiplos padecimentos – ver o livro online “A Cura Pela Isopatia” – http://www.homeoesp.org

Desconhece-se o processo que desencadeia o fenómeno da “barreira”. Pode ocorrer por doença – hereditariamente transmissível, como a sífilis ou a tuberculose ou adquirida, como o sarampo, blenorragia –, vacina, anestesia – incluindo-se aqui as dentárias –, trauma – físico ou psíquico –, medicamento seja ele qual for – v.g. antibióticos, corticóides, tranquilizantes, antidepressivos –.

Para o levantamento das barreiras que envolvam substâncias homeopáticas, alguns autores preconizam três doses, uma por noite, sucessivamente de 9 CH, 15 CH, 30 CH.
Quanto aos isopáticos e bioterápicos, remetemos para os artigos correspondentes.
JOSÉ MARIA ALVES

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