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ARTE

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terça-feira, 28 de julho de 2009

PROVÉRBIOS ESCOLHIDOS - (A)






A abóbada celeste é órbita sem fim.

A abundância e a necessidade, arruína muitos.

A abundância não deixa dormir o rico.

A açorda faz a mulher gorda.

A actividade duplica a força.

A actividade é a mãe da prosperidade.

A actividade faz mais fortuna do que a prudência.

A afeição cega a razão.

A água corre para a água.

A água corrente esterco não consente.

A água corrente não mata gente.

A água que no verão há-de regar em Abril há-de ficar.

A água silenciosa é a mais perigosa.

A água lava tudo.

A água tudo lava, menos quem se louva e as más línguas.

A alegria é uma careta, a felicidade um sorriso.

A alma do negócio é o segredo.

A amar e a rezar ninguém se pode obrigar.

A ambição é uma doença que só encontra remédio sob alguns palmos de terra.

A ambição enche a cabeça e cerra o coração.

A anarquia tem por castigo e por correctivo a tirania.

A apressada pergunta, vagarosa resposta.

A arte de saber descer até aos mais pequenos é o mais seguro meio para se igualar com os grandes.

A arte é ocultar a arte.

A árvore conhece-se pelo fruto.

A avareza é madrasta de si mesma.

A azeitona e a fortuna, umas vezes muita, outras nenhuma.

A balança quando trabalha não conhece ouro nem chumbo.

A beleza depressa se acaba.

A beleza está nos olhos de quem a vê.

A beleza exterior inspira amor, a da alma estima.

A boa árvore te chegarás e boa sombra terás, mas se ela for má não te chegues para lá.

A boa caridade começa em casa.

A boa cepa Maio a deita, porém Maio couveiro não é vinhateiro.

À boa fome não há mau pão.

A boa ou má acção fica com quem a pratica.

A boa vida é a mãe de todos os vícios.

A boa vontade faz do longe perto.

À boca da barra se perde o navio.

A boca do ambicioso só se enche com a terra da sepultura.

A boca dos aduladores é um sepulcro aberto.

A boca que mente mata a alma.

A boda nem a baptizado não vás sem ser convidado.

A boi velho chocalho novo.

A bom entendedor meia palavra basta.

À bonança segue a tormenta.

A bondade é a força do fraco.

A bondade e o perdão só fazem ingratidão.

A brincar, a brincar é que o macaco fez um filho à mãe.

A brincar muitas verdades se dizem.

A burro velho capim verde.

A cada dia basta sua pena.

A cada dia dá Deus a sua alegria.

A cada dia sua pena e sua alegria.

A cada doido sua mania.

A cada feira vai um tolo.

A cada um o que lhe é devido.

A caixa menos cheia é a que mais chocalha.

A campo fraco lavrador forte.

A cão fraco acodem as moscas.

A cão mordido todos mordem.

A cara é o espelho da alma.

A cara que vai pedir não é a que vai pagar.

A caravana passa e os cães ficam a ladrar.

A caridade começa em casa.

A caridade dos outros connosco é gostosa; a nossa para os outros é custosa.

A casa do rico irás se fores requerido e à do necessitado sem seres chamado.

A casa e o ninho o mais pequenino.

A causa ruim palavras sem fim.

A cavalo dado não se olha o dente.

A certeza da vida é a morte.

A César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

A cólera é má conselheira.

A consciência é o melhor conselheiro.

À conta dos ciganos todos roubam.

A continuação do cachimbo faz a boca torta.

A contradição é sempre de mau tom.

A conversa do português acaba sempre na merda.

A coragem é meia batalha ganha.

A corda da mentira é muito curta.

A corda parte sempre pelo lado mais fraco.

A credulidade dos tolos é o património dos velhacos.

A criança é o pai do homem.

A crítica é fácil, a arte difícil.

A culpa é sempre dos ausentes.

A desculpas de mau pagador olhos de mercador.

A desgraça de quem pede é ser sujeito a quem tem.

A desgraça de uns é o bem de outros.

A desgraça do pobre é querer imitar o rico.

A dissimulação nos negócios é como a liga nas moedas: pouca, é necessária; em excesso, desacredita.

A doença é o celeiro do médico.

A doença entra às braçadas e sai às polegadas.

A dúvida é a sala de espera do conhecimento.

A eloquência parlamentar é uma campainha que se toca quando chega a hora do jantar.

A erva ruim não a seca a geada.

A esmola quando é grande o pobre desconfia.

A esperança é o pão dos infelizes.

A esperança é sempre a última a morrer.

As estrelas brilham atrás das nuvens.

A excepção confirma a regra.

A experiência é a mestra da vida.

A experiência vale mais que a ciência.

A fama tem asas.

A fatia do pobre cai sempre com a manteiga voltada para baixo.

A fé remove montanhas.

A felicidade está onde nós a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos.

A felicidade tem asas como o tempo.

A ferrugem come o ferro e o cuidado o coração.

A fome é inimiga da alma.

A fome e o frio faz vir a lebre ao caminho.

A fortuna a alguns dá muito mas a ninguém dá bastante.

A fortuna é como o vidro: tanto brilha como quebra.

A fruta proibida é a mais apetecida.

A galinha que cacareja ou tem ovo ou chama galo.

A ganhar se perde e a perder se ganha.

A generosidade consiste em dar antes de ser solicitado.

A gente ganha dinheiro, mas o dinheiro não faz gente.

A gente hoje em dia não sabe de quem se fia.

A gente não deve ficar adiante do boi, nem atrás do burro, nem perto de mulher: nunca dá certo.

A gente pensa que se benze e arrebenta as ventas.

A gente sabe onde nasce, mas não sabe onde morre.

A gente só aprende quando é tarde de mais.

A gente só se lembra de Santa Bárbara quando troveja.

A grama que burro não comer não presta para gado nenhum.

A grandes personagens palavras poucas.

A grão e grão enche a galinha o papo e o velho o saco.

A gulodice tem morto mais gente do que a espada.

A homem pobre ninguém acometa.

A honra é bússola dos homens de bem.

A idade não perdoa.

A ignorância da lei não aproveita a ninguém.

A ignorância é a maior pobreza.

A importância exterior que afecta certas pessoas denuncia ordinariamente a sua interior insignificância.

A inveja está sempre em jejum.

A juventude é extravagante: salta por cima do riacho quando há uma ponte ao lado.

A lei deve ser como a morte: não exceptuar ninguém.

A letra mata, o espírito vivifica.

A liberdade de imprensa é a respiração do corpo social.

A língua do maldizente e o ouvido do que ouve são irmãos.

A língua tem poder de vida e de morte.

A língua volta-se sempre para o dente que dói.

A má companhia torna o bom mau e o mau pior.

A má nova corre ao longe.

À maior pressa maior vagar.

A maior ventura é a que menos dura.

A malícia tem vista fraca e memória forte.

A melhor palavra é a que está por dizer.

A mentira corre mais do que a verdade.

A mentira corre, mas a verdade apanha-a.

A moça da tua terra limpa-lhe a ramela e casa com ela.

A mocidade ociosa velhice trabalhosa.

A moda é o tormento dos sábios e o ídolo dos loucos.

A mordedura de cão cura-se com a baba do mesmo cão.

A morte a todos iguala.

A morte até matar mata.

A morte é para os que morrem.

A morte não escolhe nem reis nem pobres.

A morte não poupa nem o fraco nem o forte.

À morte o remédio é abrir-lhe a cova.

A muitos vereis queixar, mas nenhum vereis morrer de amores.

A mulher andeira diz de todos e todos dizem dela.

A mulher de cego para quem se enfeita?

À mulher de César não convém suspeitas.

A mulher é como o gato que mia quando namora, porém, assim que se casa logo põe as unhas de fora.

A mulher e o dinheiro dos outros é sempre melhor.

A navio roto todos os ventos são contrários.

A necessidade aguça o engenho.

A necessidade é mestra da vida.

A neve que em Fevereiro cai das serras poupa um carro de estrume às vossas terras.

A nobreza adquire-se vivendo, não nascendo.

A nódoa que põe a amora com outra verde se tira.

A noite é boa conselheira.

À noite todos os gatos são pardos.

A maior ignorância está em nos ignorarmos.

A ocasião faz o ladrão.

A ociosidade é a mãe de todos os vícios.

A paciência abranda a dor.

A paciência é unguento para todas as chagas.

A pai avarento filho pródigo.

A paixão cega a razão.

A palavra é de prata e o silêncio de ouro.

A palavra foi dada ao homem para disfarçar o seu pensamento.

A palavras loucas orelhas moucas.

A passo e passo anda-se por dia um bom pedaço.

A pé de pobre todo calçado serve.

A pena é um dos instrumentos mais difíceis de manejar.

A pena segue o crime como a sombra o corpo.

A pensar morreu um burro com orelhas e tudo.

A perder se ganha e a ganhar se perde.

A perseverança sempre alcança.

A pinta que o galo tem o pinto nasce com ela.

A poesia é a música da alma.

À porta do surdo bate à vontade.

A prática ensina mais que os livros.

A precaução vale mais que a cura.

A preguiça caminha tão devagar que a pobreza logo a alcança.

A preguiça morreu à sede andando a nadar.

À pergunta apressada resposta demorada.

À pergunta astuta resposta aguda.

À pergunta disparatada não se dá resposta.

À pergunta insolente resposta valente.

À pergunta tola não dês resposta.

A pressa é inimiga da perfeição.

A pressa só é útil para apanhar moscas.

A primeira mulher escova, a segunda senhora.

À primeira qualquer um cai, à segunda cai quem quer, à terceira quem é tolo.

A primeira tem graça, a segunda é chalaça.

A primeira vez engana o prudente, a segunda o inocente.

A quem aborrecem maldades fuja dos homens.

A quem bem me mantém chamo pai e mãe.

A quem caminha por atalhos nunca lhe faltam trabalhos.

A quem confiaste segredo fizeste-o senhor de ti.

A quem dói o queixal é que sabe do seu mal.

A quem é rico não faltam parentes.

A quem feio ama formoso lhe parece.

A quem muito se abaixa o rabo lhe aparece.

A quem nada deseja nada lhe falta.

A quem nasceu para ser pobre o ouro se torna em cobre.

A quem tem dinheiro não lhe faltam amigos.

A quem tem muito dão-lhe mais.

A quem tem mulher formosa, castelo na fronteira, vinha na carreira, nunca lhe faltará canseira.

A quem tem poder demais nunca lhe falta matilha.

A quietação do ânimo é o verdadeiro descanso do corpo.

A raposa não mata galinhas onde tem os filhos.

A razão das razões é a experiência.

A razão é fruta do tempo, as paixões são de todo o momento.

A razão nem sempre anda unida à justiça.

A religião é necessária ao homem feliz para não abusar, ao infeliz para não desesperar.

A rico não devas e a pobre não prometas.

A riqueza cria inveja e ódio.

A riqueza pertence a quem a come e não a quem a guarda.

A riqueza sem a virtude é mais desastrosa que a miséria.

À rola e ao pardal não engana o temporal.

A roupa suja lava-se em casa.

A ruim acção fica com quem a faz.

A ruim cagador as calças lhe fazem empacho.

A sabedoria consiste em não subir muito alto, nem descer demasiado.

A sabedoria não vem dos ricos, vem dos pobres.

A salada quer-se com vinagre deitado por um somítico, azeite por um pródigo e mexida por um tolo.

A santo que não conheço nem lhe rezo nem lhe ofereço.

A saudade é a companheira dos que não têm companhia.

A sebe dura três anos, o cão três sebes, o cavalo três cães, o homem três cavalos, o corvo três homens e o elefante três corvos.

A serenidade vence o furor.

A solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo.

A sombra do branco é igual à do negro.

À sombra do rico ninguém medra.

A sorte é como o raio: nunca sabe onde vai cair.

A sorte faz os parentes, a escolha os amigos.

A subir todos os diabos carregam.

A tentação nasce da ocasião.

A Terra não é senão um ponto no Universo.

À terra onde fores ter faz como vires fazer.

A teu filho, para ser amigo, pão e castigo.

A todo o tempo é tempo.

A três de Abril o cuco há-de vir.

A tristeza aperta o coração.

A tua fama longe voa e mais depressa a má que a boa.

A tudo se pode atrever quem tudo sabe sofrer.

A um burro carregado de livros também se chama doutor.

A um tempo soprar e sorver não pode ser.

A união faz a força.

A única porta bem fechada é a que se pode deixar aberta.

A uns morrem as vacas e a outros parem os bois.

A vantagem de quem sabe está na ignorância de quem não sabe.

A velhaco velhaco e meio.

A velhice é segunda meninice.

A velhice faz o homem prudente.

A velhice não presta, mas todos a querem.

A velho chegarás e de lá não passarás.

A ventura maior é a que menos dura.

A ver vamos, dizia o cego e cada vez via menos.

A verdade, ainda que amarga, se traga.

A verdade contenta-se com poucas palavras.

A verdade dispensa enfeites.

A verdade é clara, a mentira é sombria.

A verdade é como o azeite: vem sempre à tona d’água.

A verdade sai da boca das crianças.

A verdade só a diz um homem forte ou um tolo.

A verdadeira caridade começa em casa.

A verdadeira caridade não é dar um peixe, mas ensinar a pescar.

A vergonha de si próprio é o maior suplício da vida.

A vida como o fogo começa sem fumo e termina em cinza.

A vida deve ter uma corrente; a água estagnada corrompe-se.

A vida e a confiança só se perdem uma vez.

A vida é assim mesmo: um pau ensebado com uma nota falsa na ponta.

A vida é ruim, mas ninguém quer morrer.

A vida é um sono de que a morte nos desperta.

A vida é uma coisa que quanto mais estica mais curta fica.

A vida tem uma porta só, a morte tem cem.

A vingança do sábio desatendido ou maltratado é o silêncio.

A vingança é doce, mas os frutos são amargos.

A vingança sabe esperar.

A vinha escave-a quem quiser, pode-a quem souber e cave-a seu dono.

A virtude é feliz na sua desgraça, o vício infeliz na sua ventura.

A visita e o peixe ao terceiro dia aborrece.

A vista do dono aduba os campos.

A vontade move montanhas.

Abençoada a desgraça que vem só.

Abramos os olhos para que os outros não no-los abram.

Abre-se um olho para vender e outro para comprar.

Abril, águas mil; ainda a velha queima o carro e o carril e do que lhe sobrar em Maio o há-de queimar.

Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso fazem o ano formoso.

Abril frio, pão e vinho traz.

Abrir a alma à ambição é fechá-la ao sossego.

Acaba-se a amizade quando começa a familiaridade.

Acautela-te de quem te lisonjeia.

Aceita o que não tens e guarda o que já tens.

Acender uma vela a Deus e outra ao Diabo.

Aço que não serve enferruja.

Acompanha os bons e serás um deles; acompanha os maus e serás pior do que eles.

Acreditar em tudo é tolice; não acreditar em coisa nenhuma tolice é.

Adora o que queimaste e queima o que adoraste.

Afastamento, esquecimento.

Afoga-se mais gente em vinho do que em água.

Afogam-se mais homens no copo que no mar.

Afrontar a morte para viver na história é baratear a vida por um pingo de tinta.

Agosto amadurece, Setembro vindimece.

Agosto não caminhar, Dezembro não marear.

Água corrente não mata gente.

Água de lagoa nunca é boa.

Água de Maio e de três de Abril valem por mil.

Água de Março é pior que nódoa no pano.

Água de mina ou de nascente, fresca de Verão e no Inverno quente.

Água e conselho só se dá a quem pede.

Água fria lava e cria.

Água mole em pedra dura tanto dá até que fura.

Água quente, nem a são nem a doente.

Água quente saúde para o ventre.

Águas mansas não fazem bons marinheiros.

Águas passadas não movem moinhos.

Ainda cheira aos cueiros em que nasceu.

Ainda contra ti, jamais faltes à verdade.

Ainda está para nascer o que agrade a todos.

Ainda não nasceu, nem há-de nascer, quem em Maio o Sete-Estrelo há-de ver.

Ainda não tem cueiro e já quer ter calças.

Ainda ninguém cantou glória que não acabe chorando.

Ainda que na desgraça, jamais te humilhes.

Ainda que não nos falemos, bem nos queremos.

Ainda que negros, gente somos, alma temos.

Ainda que no pobre haja fingimento, a esmola não perde merecimento.

Albarda nova em burro velho, matadura pela certa.

Alentejanos, algarvios e cães de caça é tudo a mesma raça.

Alma que vai não volta.

Ama a quem te ama e responde a quem te chama.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Ama os teus amigos para que te amem e os teus inimigos para que te não difamem.

Amanhã é um novo dia.

Amar é dar a alguém o poder de nos causar sofrimento.

Amemo-nos na indigência, porque na opulência todos nos amarão.

Amigado com fé casado é.

Amigo certo, conhece-se na hora incerta.

Amigo de Deus inimigo do padre.

Amigo de meu amigo meu amigo é.

Amigo de meu compadre, porém mais da verdade.

Amigo de um, inimigo de nenhum.

Amigo diligente é melhor do que parente.

Amigo disfarçado, inimigo dobrado.

Amigo é: o braço e o aço.

Amigo na necessidade é amigo de verdade.

Amigos, amigos, negócios à parte.

Amigos e livros, querem-se poucos e bons.

Amigos, nem muitos nem nenhuns.

Amigos que se desavêm por um pão de centeio, ou a fome é muita ou o amor pequeno.

Amigos reconciliados, inimigos disfarçados.

Amizade dada é amor.

Amizade de menino é água em cestinho.

Amizade reconciliada, chaga mal cicatrizada.

Amor adquirido a pau nunca é bom, sempre é mau.

Amor, amor, pouca honra e muita dor.

Amor ausente amor para sempre.

Amor de rameira, carícias de cão, amizade de frade e convite de estalajadeiro hão-de custar dinheiro.

Amor de viúvo é o mais baboso.

Amor e bexiga só dá na gente uma vez.

Amor e morte, nada é mais forte.

Amor é sede depois de ter bebido.

Amor materno é flor que perfuma mesmo em pleno Inverno.

Amor não tem lei.

Amor primeiro, amor verdadeiro.

Amor que nasce de súbito mais tempo leva a curar.

Amor verdadeiro não envelhece.

Amor verdadeiro não quer parceiro.

Amor verdadeiro não sofre coisa encoberta.

Anda direito se queres respeito.

Anda em capa de letrado muito asno disfarçado.

Anda meio mundo a enganar o outro meio.

Anda o carro adiante dos bois.

Andar no mundo por ver andar os outros.

Andar para trás como o caranguejo.

Andorinha por fora não tarda a chuva uma hora.

Andorinha rasteira, sinal de ventaneira.

Ano chuvoso bom para o diligente e para o preguiçoso.

Ano de nevão, ano de pão.

Ano novo, vida nova.

Antes a ruim estrada que o ruim companheiro.

Antes anoitecer sem ceia que acordar com dívidas.

Antes asno que me leve que cavalo que me derrube.

Antes asno ser que com asno contender.

Antes atravessar um perigo que estar sempre com receio.

Antes bom burro que ruim cavalo.

Antes bom rei que boa lei.

Antes calar que com doidos altercar.

Antes calar que mal falar.

Antes causar inveja que dó.

Antes cautela que arrependimento.

Antes com bons a furtar do que com maus a rezar.

Antes cresça do que falte.

Antes dar um olho ao Diabo que uma mão ao amor.

Antes de calcular o preço da compra deves calcular o preço da venda.

Antes de casar arranja casa para morar, terras para lavrar e vinhas para podar.

Antes de curar os outros cura-te a ti mesmo.

Antes de escarnecer do coxo, vê se andas direito.

Antes de falares pensa duas vezes.

Antes de ires para a guerra reza uma vez, antes de embarcar reza duas e antes de casar três.

Antes descarado que homem de duas caras.

Antes desejado que aborrecido.

Antes dobrar que quebrar.

Antes errado que mal emendado.

Antes fazer que mandar.

Antes filho de pobre que escravo de rico.

Antes mau concerto que boa demanda.

Antes merecer honra e não a ter do que tê-la sem merecer.

Antes morte que má sorte.

Antes morte que desonra.

Antes morte que vergonha.

Antes o mundo te conheça como pecador do que Deus te conheça como hipócrita.

Antes o necessário que o útil.

Antes pobre e honrado do que rico e ladrão.

Antes pobre honrado que rico injuriado.

Antes pouco do que nada.

Antes prevenir do que remediar.

Antes que cases olha o que fazes; depois de casado ser olha o que tens de fazer.

Antes que conheças nem louves nem ofendas.

Antes saber do que ter.

Antes sê-lo do que parecê-lo.

Antes ser e não parecer que parecer e não ser.

Antes só do que mal acompanhado.

Antes sofrer o mal do que fazê-lo.

Antes sofrer que morrer.

Antes um redondo “não” que um “veremos” ou um “talvez”.

Antes uma santa ignorância do que uma falsa ciência.

Antes viver pobre que morrer rico.

Antiguidade é posto e posto é galão.

Ao afortunado até os galos põem ovos.

Ao amigo ama-o com o seu vício.

Ao amigo que pede não se diz “amanhã”.

Ao avarento tanto lhe falta o que tem como o que não tem.

Ao bem busca-o e ao mal espera-o.

Ao bobo muda-lhe o jogo.

Ao boi pelo corno e ao homem pela palavra.

Ao cabo de um ano tem o criado as manhas do amo.

Ao Diabo e à mulher nunca falta que fazer.

Ao doido doideiras digo.

Ao faminto dá alimento e Deus te dará sustento.

Ao Fevereiro e ao rapaz perdoa-se quanto faz, contando que o Fevereiro não seja Verão nem o rapaz ladrão.

Ao ignorante sempre aborrece o sabedor.

Ao invejoso seca-se a cara, incha-se o olho.

Ao lavrador descuidado os ratos lhe comem o semeado.

Ao melhor galgo escapa a lebre.

Ao menino e ao borracho põe-lhe Deus a mão por baixo.

Ao mentiroso convém ter boa memória.

Ao mestre a reverência e aproveita a sua experiência.

Ao perdido perder-lhe o sentido.

Ao pobre até os cães lhe mijam nas botas.

Ao pobre falta muito e ao avarento tudo.

Ao que muitos burros toca sempre algum lhe fica para trás.

Ao que tem fome dá o teu pão, mas ao triste dá-lhe o coração.

Ao quinto dia verás o mês que terás.

Ao ruim não há mal que lhe chegue.

Ao velho muda-lhe o ar, vê-lo-ás acabar.

Ao vilão se deres o pé tomar-te-á a mão.

Ao vivo tudo falta e ao morto tudo sobra.

Aonde a razão se não ouve, doido é quem não se cala.

Aos mortos e aos ausentes nem os insultes nem os atormentes.

Aos parvos aparecem os santos.

Aos peixes não se ensina a nadar.

Aos quarenta ou vai ou arrebenta.

Aos seis se senta, aos sete adenta, ao ano andante, aos dois falante.

Apanha com o cajado quem se mete onde não é chamado.

Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.

Apenas nascemos, choramos e cada dia nos diz porquê.

Apenas tens de arranhar um homem para encontrar o animal.

Apieda-te daqueles que fingem ter encontrado a felicidade.

Após a pena vem o prazer e após o prazer vem a pena.

Após a tempestade a bonança.

Após grande secura, grossa chuva de pouca dura.

Aprende a obedecer, aprenderás a mandar.

Aprende a ser feliz que é o único bem que a fortuna não quis.

Aprende até morrer.

Aprende o barbeiro novo na barba do tolo velho.

Aquele que agradasse a todos morreu antes de nascer.

Aquele que aprende a ler no rosto dos homens raras vezes se engana.

Aquele que causa dano a outrem danifica-se a si próprio.

Aquele que despreza a sua vida é senhor da nossa.

Aquele que muito viveu sabe menos que o que muito viu.

Aqui é o Céu, aqui é o Inferno; aqui se faz, aqui se paga.

Aquilo que sucedeu não evitas tu nem eu.

Aranha fora do aranhal é sinal de temporal.

Aranha morta, dinheiro à porta.

Arco-íris contra a serra, chuva na terra; arco-íris contra o mar, tira os bois e põe-te a lavrar.

Arma-te de longe, chega-te de perto, farás tiro certo.

Arranja boa fama e deita-te a dormir.

Arrenda a vinha e o pomar se os queres desgraçar.

Arrufos de namorados são amores dobrados.

Árvore ruim não dá sombra.

Árvore ruim não dá bom fruto.

Árvore velha não se muda.

As árvores morrem de pé.

As bebidas fortes fazem os homens fracos.

As coisas não são como são mas como nós as vemos.

As contas adiantadas saem sempre furadas.

As conversas são como as cerejas.

As desgraças do Brasil
De duas passaram a três:
é formiga “cabeçuda”,
italiano e português.

As economias não se conseguem ganhando muito dinheiro, mas sabendo bem administrar aquele que se ganha.

As enfermidades vêm a cavalo e retiram-se a pé.

As fábulas e alegorias do Oriente invadiram e conquistaram o Ocidente.

As fronteiras separam nações, mas não os homens.

As grandes alegrias merecem partilha.

As grandes dores são mudas.

As injúrias são as razões dos que as não têm.

As lágrimas que nos esforçamos de ocultar são as que mais comovem.

As lágrimas são a muda linguagem da dor.

As leis inúteis enfraquecem as leis necessárias.

As madrastas o Diabo que as arraste.

As mãos lavam-se uma à outra e as duas lavam a cara.

As más línguas dizem e as boas aprovam.

As moscas apanham-se com mel.

As moscas magras são as mais impertinentes.

As mulheres de certa idade nunca têm idade certa.

As obras mostram o que cada um é.

As paixões impetuosas tornam os homens meninos.

As paredes têm olhos e ouvidos.

As pessoas que padecem do coração não devem tomar banhos quentes.

As pressas dão sempre em vagares.

As promessas cativam as mulheres.

As pulgas vêm com as favas e vão com as uvas.

As telhas de um telhado encobrem muita miséria.

As tragédias dos outros são sempre uma banalidade desesperante.

Às vezes atrás da cruz está o Diabo escondido.

Às vezes muito ameaça quem de medroso não passa.

Às vezes são precisas muitas mentiras para sustentar uma.

Às vezes vem o bem de quem menos se espera.

As viagens fazem o sábio mais sábio e o tolo mais tolo.

Asneira puxa asneira.

Asno que tem fome cardos come.

Até a coruja acha os filhos bonitos.

Até ao lavar dos cestos é vindima.

Até aos quarenta bem eu passo, dos quarenta em diante “ai a minha perna, ai o meu braço”.

Até aos vinte evita a mulher, depois dos quarenta foge dela.

Até com a desgraça agente se acostuma.

Até lá morre o rei, o burro ou eu.

Até nas flores se encontra a diferença da sorte: umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte.

Até os sábios se enganam.

Atrás de mim virá quem bem de mim dirá.

Aurora ruiva ou vento ou chuva.

Avarento rico não tem parentes nem amigos.

Avô rico, neto pobre.

Azar ao jogo, sorte no amor.



JOSÉ MARIA ALVES
http://www.homeoesp.org




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