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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

POESIA ESPANHOLA - ANÓNIMO DO SÉCULO XVII - A CRISTO CRUCIFICADO






Não me move, meu Deus, para querer-te
o céu que me tens tanto prometido;
não me move o inferno tão temido
para deixar por isso de ofender-te.
Moves-me tu, Senhor; move-me o ver-te
cravado numa cruz e escarnecido;
move-me ver teu corpo tão ferido,
entre ofensas e morte conhecer-te.
Move-me o teu amor, de tal maneira
que, mesmo sem o céu, inda te amara,
e mesmo sem o inferno, eu te temera.
Nada tens que me dar pra que te queira;
pois, embora o que espero não esperara,
o mesmo que te quero te quisera.

Tradução de José Bento


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