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segunda-feira, 8 de março de 2010

DANTE GABRIEL ROSSETTI (1828-1882) - SONETO IX - HORAS ALADAS





Cada hora até ao nosso encontro é como um pássaro
Que esvoaça desde longe o seu caminho lento sobre
A copa adejante da minha alma – a canção dele
É mais trilada ainda entre folhas fundamente agitadas;

Mas na hora do nosso encontro, uma palavra clara
É a única nota que canta na própria fala do Amor;
E tu sabes, amor, que o doce tom sofre ofensa, -
Com a luta dos nossos beijos que mal se ouvem.

E como será essa hora quando, por fim, por causa dela
Nenhuma asa voe até mim, nem canção possa fluir?
Quando, errando pela minha vida desfolhada, veja

As penas ensanguentadas espalhadas no pântano,
E pense como, longe de mim, se com olhos iguais
Olhará ela por entre o ramo sem sons os céus sem asas?

Tradução de Helena Barbas

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