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sexta-feira, 26 de março de 2010

PEDRO KILKERRY (1885-1917) - O VERME E A ESTRELA





Agora sabes que sou verme.
Agora, sei da tua luz.
Se não notei minha epiderme...
é, nunca estrela te supus
mas, se cantar pudesse um verme,
eu cantaria a tua luz!

E eras assim... Por que não deste
um raio, brando, ao teu viver?
Não te lembrava. Azul-celeste
o céu, talvez, não pôde ser...
Mas, ora! Enfim, por que não deste
somente um raio ao teu viver!

Olho, examino-me a epiderme,
olho e não vejo a tua luz!
Vamos que sou, talvez, um verme...
estrela nunca te supus!
Olho, examino-me a epiderme...
Ceguei! Ceguei da tua luz!

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