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sábado, 6 de março de 2010

WILLEM KLOOS (1859-1938) - EU LAMENTO AS FLORES







Eu lamento as flores em botão quebradas
Que uma manhã mortas no apogeu achou,
Lamento os amores que deram em nadas
E o meu coração que ninguém abrigou:

Chegaste, partiste – como eu o sabia...
Tive a ideia exacta, não abri a boca:
À eterna inércia duma dor sombria
Regressei, vencida essa fase louca.

Tal uma avezinha no calmo relento
De súbito acorda porque o céu clareou,
E entra em chilreios, julgando «isto é dia»,

Mas, inda os olhitos não bem descerrou,
Já de novo é escuro, e vem um lamento
Passar marulhando entre a ramaria.

Tradução de Fernando Venâncio


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