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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

SANKARA - VIVEKA-CUDA-MANI






Sem que existam certezas, Sankara poderá ter nascido duma família brâmane, no século VII ou VIII da nossa era, em Kaladi, na Índia, e falecido numa aldeia dos Himalaias – há quem refira que nasceu em Kaladi, Malabar Ocidental, no ano de 686.

O pai morreu quando ainda era jovem. Consta que aos dez anos já era um verdadeiro prodígio na interpretação das Escrituras.

Tornou-se numa espécie de sannyasin – indivíduo que renuncia ao mundo na busca da libertação do ciclo de nascimentos e mortes e, na esperança de encontrar um significado para a existência -, errando por toda a Índia, por se ter apercebido da incúria espiritual da sociedade do seu tempo, absorvida nos seus anseios materialistas e prazeres terrenos.

Monge errante e metafísico, homem santo, poeta, filósofo, a sua vida é obscura e repleta de mistérios. Parece-nos tão obscuro o seu nascimento e morte, quanto a sua vida, tendo havido quem o considerasse uma encarnação de Shiva – um dos Deuses da Trindade Hindu.

Foi discípulo de Govinda-pada, conhecido como o “pensador”, que abordou o Hinduísmo vedanta com referência ao pensamento budista, daí advindo a sua posição advaita, ou seja, não-dualista.
A filosofia advaita é no nosso entender a mais importante de todas as escolas filosóficas do hinduísmo.
O Advaita Vedanta não é apenas uma filosofia, mas um caminho que conduz à compreensão da Verdade.

Sankara, que ainda muito jovem consegue atingir a realização, afirma o dualismo do mundo. No entanto, doutrina que tal dualismo não passa de mera aparência. E, não passa de mera ilusão, porquanto tudo é Brahman e o conhecimento que dele temos provém da compreensão de que somos apenas uma sua parte.
Poderíamos resumir o seu ensinamento à evidência que “só Brahman é real; o universo é irreal, e a alma individual mais não é do que a alma universal”.

Entre muitos outros, a sua doutrina, influenciou Ramanuja (1017-1137), Radhakrishnan (1888-1975) e Swami Vivekananda (1866-1968).

Uma das suas obras, “Viveka-Chudamani”, escrita em sânscrito e em versos, talvez com o intuito de facilitar a sua aprendizagem pelos discípulos, destinada a sannyasins, pode ser considerada a obra de referência do Advaita Vedanta – Vedanta não-dualista.
O texto começa com as saudações de Sankaracharya a Govinda, que tanto é Deus, quanto o seu próprio guru, Sri Govinda Bhagavatpada.
A obra, tem por objecto, o “caminho” a percorrer na direcção do Absoluto por intermédio do conhecimento.
Consta de 580 “versos”.

Morreu com apenas 32 anos, ao que parece, em Kedamath, nos Himalaias, não sem que tivesse produzido extensa obra e organizado algumas ordens monásticas.


Sankara, Shankara ou Sankaracharya, como tem sido chamado, instiga-nos à realização por intermédio da nossa própria experiência. Experiência directa no acesso à Verdade.


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