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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ALI-BÁBÁ




Olho para as gentes dos casais em ajuntamento de festa ruidosa Copos cheios copos vazios de mil enganos A mesma parvoeira de todos os anos enxutos
Não há espelho em que se enxerguem na máscara estridente da chacota
Vão e voltam no tormento e na alegria dos ais da romaria onde a consternação é trocada por vinho avinagrado
Nos pratos pintados fragmentos de frango assado
Nos copos com sarro restos de vinho descuidados
Dançam ridentes os aleijados Mancos marrecos desconjuntados
Já são pó
Terra negra
Lodo
Excremento
Terracota
O funesto rosto da mentira
Envenenada
Como carta de amor por saltimbancos declamada
Por Deus tantos aldrabões enrodilhadores vigaristas-cata-vento ali estão suados como negros escravos ao Sol
Sinto inveja Sim uma inveja ressequida e corrosiva do Ali-Bábá que só com quarenta ladrões lidou
E não com milhões


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