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ARTE

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PARA PORTUGAL NÃO







Atraiçoaram-me
Desacertaram quando neste mundo
Me fizeram nascer

Mais errou e pecou
(mesmo que Deus tenha sido)
Quem quis que minha mãe
À luz me desse neste país

Crescem riquezas de favor
Suborno
Corrupção
E há
Criminosos a sorrir
Às portas dos tribunais
Ombro a ombro
Com seus pares
Circulares
Pais de hedionda governação


Geração apodrecida
Por si mesma protegida
Recompensada
Enquanto os justos
Vivem apedrejados

Tenho vergonha
De mim
Por vós
Por ser assim
Pacífico e quieto
Sim
Vergonha tenho
E por vezes
O alento de viver
Me falta
Num país
Onde a pobreza
É justificada
Pela riqueza encapotada

País definitivamente condenado

Impiedosamente rodeado
De iniquidade

Ouvi
Estou cansado
Farto
Da falta de coragem
Para com punhal matar
Um regime pelo esterco
Aspergido e subjugado
Farto
De cobardes palavras
Do erro
Da mentira
Da hipocrisia
Onde a palavra honra
Foi de morte ferida

Não sou português
Pertenço a um outro mundo
Meu o meu mundo
(que cada um tenha o seu se o quiser)
Indo para onde o vento galáctico me leve
Se bem
Se mal
Não sei

Mas por favor
Para Portugal
Não


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