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ARTE

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domingo, 18 de dezembro de 2011

A PARANÓIA DA VIDA




Nos passos do assombro
Arquitectam-se muros
Nos lilases que sonham

A Terra vê-a deambular
Na artéria de uma só direcção
No sem-sentido das horas vadias

Num quarto andar
Um pincel movimenta-se
Contraponto mágico
De azul descorado
Anémico

As luzes apagam a vida
Eroticamente

Resta-lhes a festa do sexo
Da lua de sexta-feira
A descer o Chiado

24 de Julho
O Rio
A sorver o empedrado
Tóxico
Como aqueles dois polícias
Com medo dos ladrões
(os polícias só servem para chatear garotos e multar condutores)

Uma última pincelada
O quadro desfaz-se em partículas atómicas
Destelhadas
Ilógicas

Paranóia
Que a vida não vê
E é


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