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OS TRATAMENTOS SUGERIDOS NÃO DISPENSAM A INTERVENÇÃO DE TERAPEUTA OU MÉDICO ASSISTENTE.

ARTE

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

RABINDRANATH TAGORE - AMOR PACÍFICO E FECUNDO










http://www.homeoesp.org/livros_online.html

PEDRO HOMEM DE MELLO - ALELUIA
















CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - AS SEM-RAZÕES DO AMOR










MÁRIO CESARINY - EM TODAS AS RUAS TE ENCONTRO











JOÃO ROIZ DE CASTELO BRANCO - CANTIGA, PARTINDO-SE




EUGÉNIO DE ANDRADE - URGENTEMENTE




EDGAR ALLAN POE - ANNABEL LEE




(Tradução de Fernando Pessoa)

FLORBELA ESPANCA - SER POETA




MÁRIO DIONÍSIO - UMA MULHER QUASE NOVA




WILLIAM BLAKE - O JARDIM DO AMOR




(Tradução de Hélio Osvaldo Alves)

LI BAI - SEPARADOS E DISTANTES




(Tradução de António Graça de Abreu)

MICHELANGELO BLUONARROTI - SE PELO OLHAR O CORAÇÃO SE VÊ




(Tradução de David Mourão Ferreira)

MARIA TERESA HORTA - SEGREDO




TORQUATO TASSO - VIDA DA MINHA VIDA




(Tradução de Jorge de Sena)

BOCAGE - MORTE, JUÍZO, INFERNO E PARAÍSO




FILINTO ELÍSIO - QUANDO EM MEU DESVELADO PENSAMENTO




VITORINO NEMÉSIO - ARREPENDO-ME DE A METER NUM ROMANCE




OLIVIER DE MAGNY - EU AMO-A MUITO




(Tradução de Jorge de Sena)

MANUEL LARANJEIRA - NA RUA




FEDERICO GARCIA LORCA - E EU TE BEIJAVA




(Tradução de Oscar Mendes)

ÁLVARES DE AZEVEDO - SONETO




PEDRO HOMEM DE MELLO - ÚLTIMAS VONTADES




ANTÓNIO BOTTO - QUANTO, QUANTO ME QUERES




CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - MEMÓRIA




MANUEL ANTÓNIO PINA - COMPLETAS




GAIO VALÉRIO CATULO - VIVAMOS, MINHA LÉSBIA




(Tradução de Maria Helena Vieira)

JOSÉ GOMES FERREIRA - DÁ-ME A TUA MÃO




ALMADA NEGREIROS - HOMEM TRANSPORTANDO O CADÁVER DE UMA MULHER




GOMES LEAL - O AMOR DO VERMELHO




FRANCISCO QUEVEDO - SONETO AMOROSO DEFENDENDO O AMOR




(Tradução de José Bento)

SOPHIA DE MELLO BREYNER - TERROR DE TE AMAR




ÁLVARO DE CAMPOS - SONETO JÁ ANTIGO

DANTE ALIGHIERI - PARECE TÃO GENTIL




(Tradução de Vasco Graça Moura)

MÁRIO QUINTANA - AMAR




FLORBELA ESPANCA - AMAR




IBN SAFAR AL-MARINI - QUANDO O SOL DECLINAVA




(Tradução de David Mourão-Ferreira)

JOÃO DE LEMOS - NÃO TE ENTENDO CORAÇÃO




CORREIA GARÇÃO - AMOR, QUE MIL CILADAS ME TRAÇAVA




D. FRANCISCO MANUEL DE MELO - ESCUSA-SE AO CÉU COM A CAUSA DO SEU DELÍRIO




PEDRO HOMEM DE MELLO - CANÇÃO À AUSENTE




FERNANDO PESSOA - DÁ A SURPRESA DE SER




ANTÓNIO FEIJÓ - EU E TU




EDGAR ALLAN POE - O CORVO



(Tradução de Fernando Pessoa)

JORGE DE SENA - AMO-TE MUITO, MEU AMOR




DAVID MOURÃO-FERREIRA - SONETO DO CATIVO




DELFIM GUIMARÃES - FEITICEIRA




TEIXEIRA DE PASCOAES - ELEGIA DO AMOR




JOHN CLARE - A MARY




(Tradução de Jorge de Sena)

CATARINA DE LENCASTRE - UMA PAIXÃO




ANTÓNIO PATRÍCIO - O QUE AMAR?




GUILLAUME APOLLINAIRE - OS SINOS




(Tradução de Jorge Sousa Braga)

ANA HATHERLY - SEM AMOR




DE AMOR ESCREVO, DE AMOR TRATO E VIVO




MARIANA ANGÉLICA ANDRADE - SÓ POR TI




BOCAGE - NASCEMOS PARA AMAR




CECÍLIA MEIRELES - CANÇÃO DO AMOR PERFEITO




PIERRE DE RONSARD - BEIJA-ME MINHA AMANTE




(Tradução de Vasco Graça Moura)

ALFREDO CARVALHAIS - BEATRICE




ALEXANDRE O'NEILL - O AMOR É O AMOR




SOROR VIOLANTE DO CÉU - AMOR, SE UMA MUDANÇA IMAGINADA




SOARES DE PASSOS - ACASO ÉS TU





FERNANDO NAMORA - POEMA DE AMOR




quarta-feira, 18 de abril de 2012

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO - COMO EU DESEJO A QUE ALI VAI NA RUA




EUGÉNIO DE CASTRO - NOVO ANACREONTE




NATÁLIA CORREIA - O ESPÍRITO




CAMPOS MONTEIRO - A CONFISSÃO DE D. JOÃO TENÓRIO




VASCO GRAÇA MOURA - LAMENTO POR DIOTIMA




GUILLAUME APOLLINAIRE - ROSAMUNDO




(Tradução de Jorge Sousa Braga)

SAFO - IGUAL AOS DEUSES ME PARECE







(Tradução de David Mourão-Ferreira)

ALMEIDA GARRETT - NÃO TE AMO, QUERO-TE




MARQUESA DE ALORNA - EU CANTAREI UM DIA DE TRISTEZA




FRANCISCO RODRIGUES LOBO - QUE AMOR SIGO




ANTÓNIO BOTTO - DE SAUDADES VOU MORRENDO




BERNARDO DE PASSOS - PARA ALÉM DO CORAÇÃO




ANTÓNIO RAMOS ROSA - NÃO POSSO ADIAR O AMOR




CARLOS QUEIROZ - CANÇÃO GRATA




JOSÉ RÉGIO - SONETO DE AMOR





ANTÓNIO NOBRE - O TEU RETRATO




GUILHERME DE FARIA - MARIA




MIGUEL TORGA - AMOR






MARIA TERESA HORTA - MORRER DE AMOR




ÁLVARO DE CAMPOS - TODAS AS CARTAS DE AMOR SÃO RIDÍCULAS









BÍON - DEIXA-ME AINDA, AMOR




(Tradução de David Mourão-Ferreira)

EUGÉNIO DE ANDRADE - ADEUS




NATÉRCIA FREIRE - POEMA DE AMOR




ANTÓNIO FERREIRA - SE MEU DESEJO SÓ É SEMPRE VER-VOS




AL BERTO - OFÍCIO DE AMAR




CAMILO PESSANHA - INTERROGAÇÃO




ANDREJ MORSZTYN - SEM TI, AMIGA




(Tradução de David Mourão-Ferreira)

EGITO GONÇALVES - O TEU OMBRO




DÉCIMO MAGNO AUSÓNIO - À SUA MULHER







(Tradução de Jorge de Sena)

FERNANDO ECHEVARRIA - AMOR À VISTA




LUÍS DE CAMÕES - AMOR É UM FOGO QUE ARDE SEM SE VER




AGOSTINHO DA SILVA - MEU AMOR QUE TE FOSTE SEM TE VER




sexta-feira, 6 de abril de 2012

ALBERTO CAEIRO - FALAMOS EM VERSO NATURAL



Com o Last Poem terminamos a obra poética de Alberto Caeiro, com mais de um cento de poemas.

Como ele mesmo escreveu:

“Só a prosa é que se emenda. O verso nunca se emenda. A prosa é artificial. O verso é que é natural. Nós não falamos em prosa. Falamos em verso. Falamos em verso sem rima nem ritmo. Fazemos pausas na conversa que na leitura da prosa se não podem fazer. Falamos, sim, em verso, em verso natural – isto é, em verso sem rima nem ritmo, com as pausas do nosso fôlego e sentimento.
Os meus versos são naturais porque são feitos assim...
O verso ritmado e rimado é bastardo e ilegítimo.”

Os versos de Caeiro devem ser ditos. Simplesmente ditos com as pausas do nosso fôlego e sentimento.
Não devem ser discursados enfaticamente, porque se o forem, é porque a nossa fala é rebuscada e patológica e já não é fala nenhuma...




http://www.homeoesp.org/livros_online.html


LAST POEM

TAMBÉM SEI FAZER CONJECTURAS

PRIMEIRO PRENÚNCIO DA TROVOADA DE DEPOIS DE AMANHÃ

HOJE DE MANHÃ SAÍ MUITO CEDO

NÃO BASTA ABRIR A JANELA

DIZEM QUE EM CADA COISA UMA COISA OCULTA MORA

DIZES-ME, TU ÉS MAIS ALGUMA COISA

VIVE, DIZES, NO PRESENTE

GOSTO DO CÉU PORQUE NÃO CREIO QUE ELE SEJA INFINITO

SIM, EXISTO DENTRO DO MEU CORPO

NÃO TENHO PRESSA

GOZO OS CAMPOS SEM REPARAR PARA ELES

ENTRE O QUE VEJO DE UM CAMPO E O QUE VEJO DE OUTRO CAMPO

DUAS HORAS E MEIA DA MADRUGADA

O CONTO ANTIGO DA GATA BORRALHEIRA

AH, QUEREM UMA LUZ MELHOR QUE A DO SOL

PASTOR DO MONTE

TU, MÍSTICO, VÊS UMA SIGNIFICAÇÃO EM TODAS AS COISAS

VERDADE, MENTIRA, CERTEZA, INCERTEZA

CRIANÇA DESCONHECIDA E SUJA

O QUÊ? VALHO MAIS DO QUE UMA FLOR

ONTEM O PREGADOR DE VERDADES DELE

O QUE OUVIU OS MEUS VERSOS

TODAS AS OPINIÕES QUE HÁ SOBRE A NATUREZA

A GUERRA, QUE AFLIGE COM OS SEUS ESQUADRÕES O MUNDO

SEJA O QUE FOR QUE ESTEJA NO CENTRO DO MUNDO

QUANDO ESTÁ FRIO NO TEMPO DO FRIO

A NOITE DESCE

O UNIVERSO NÃO É UMA IDEIA MINHA

NO DIA BRANCAMENTE NUBLADO ENTRISTEÇO QUASE A MEDO

CREIO QUE IREI MORRER

DE LONGE VEJO PASSAR NO RIO UM NAVIO

A CRIANÇA QUE PENSA EM FADAS

A MANHÃ RAIA

SEMPRE QUE PENSO UMA COISA, TRAIO-A

LERAM-ME HOJE S. FRANCISCO DE ASSIS

TODAS AS TEORIAS, TODOS OS POEMAS

FALAS DE CIVILIZAÇÃO

É NOITE

SE DEPOIS DE EU MORRER, QUISEREM ESCREVER A MINHA BIOGRAFIA

quinta-feira, 5 de abril de 2012

QUANDO VIER A PRIMAVERA

SE EU MORRER NOVO

QUANDO TORNAR A VIR A PRIMAVERA

A ESPANTOSA REALIDADE DAS COISAS

PEQUENOS POEMAS DE "POEMAS INCONJUNTOS"

O QUE VALE A MINHA VIDA?

PASSAR A LIMPO A MATÉRIA

PARA ALÉM DA CURVA DA ESTRADA

O PASTOR AMOROSO PERDEU O CAJADO

TALVEZ QUEM VÊ BEM NÃO SIRVA PARA SENTIR

PASSEI TODA A NOITE

O AMOR É UMA COMPANHIA

TODOS OS DIAS AGORA ACORDO COM ALEGRIA E PENA

AGORA QUE SINTO AMOR

ESTÁ ALTA NO CÉU A LUA E É PRIMAVERA

QUANDO EU NÃO TE TINHA

quarta-feira, 4 de abril de 2012

METO-ME PARA DENTRO, E FECHO A JANELA

DA MAIS ALTA JANELA DA MINHA CASA

NUM DIA EXCESSIVAMENTE NÍTIDO

DESTE MODO OU DAQUELE MODO

UM RENQUE DE ÁRVORES LÁ LONGE

ACORDO DE NOITE SUBITAMENTE

ANTES O VOO DA AVE, QUE PASSA E NÃO DEIXA RASTO

PASSOU A DILIGÊNCIA PELA ESTRADA

NO ENTARDECER DOS DIAS DE VERÃO

PASSA UMA BORBOLETA POR DIANTE DE MIM

O MISTÉRIO DAS COISAS, ONDE ESTÁ ELE?

BENDITO SEJA O MESMO SOL DE OUTRAS TERRAS

COMO UM GRANDE BORRÃO DE FOGO SUJO

E HÁ POETAS QUE SÃO ARTISTAS

O LUAR ATRAVÉS DOS ALTOS RAMOS

ACHO TÃO NATURAL QUE NÃO SE PENSE

POBRES DAS FLORES NOS CANTEIROS

ONTEM À TARDE UM HOMEM DAS CIDADES

SE ÀS VEZES DIGO QUE AS FLORES SORRIEM

terça-feira, 3 de abril de 2012

SE QUISEREM QUE EU TENHA UM MISTICISMO

NEM SEMPRE SOU IGUAL NO QUE DIGO E ESCREVO

LI HOJE QUASE DUAS PÁGINAS

SÓ A NATUREZA É DIVINA, E ELA NÃO É DIVINA

ÀS VEZES, EM DIAS DE LUZ PERFEITA E EXACTA

AS BOLAS DE SABÃO QUE ESTA CRIANÇA

O QUE NÓS VEMOS DAS COISAS SÃO AS COISAS

O MEU OLHAR AZUL COMO O CÉU

COMO QUEM NUM DIA DE VERÃO ABRE A PORTA DE CASA

SE EU PUDESSE TRINCAR A TERRA TODA

O TEJO É MAIS BELO QUE O RIO QUE CORRE PELA MINHA ALDEIA

O LUAR QUANDO BATE NA RELVA

QUEM ME DERA QUE EU FOSSE O PÓ DA ESTRADA

A SALADA

QUEM ME DERA QUE A MINHA VIDA FOSSE UM CARRO DE BOIS

AS QUATRO CANÇÕES QUE SEGUEM

NÃO ME IMPORTO COM AS RIMAS

LEVE, LEVE, MUITO LEVE

OS PASTORES DE VIRGÍLIO

AQUELA SENHORA TEM UM PIANO

OLÁ, GUARDADOR DE REBANHOS

SOU UM GUARDADOR DE REBANHOS

segunda-feira, 2 de abril de 2012

NUM MEIO-DIA DE FIM DE PRIMAVERA

DA MINHA ALDEIA VEJO QUANTO DA TERRA SE PODE VER DO UNIVERSO

PENSAR EM DEUS É DESOBEDECER A DEUS

HÁ METAFÍSICA BASTANTE EM NÃO PENSAR EM NADA

ESTA TARDE A TROVOADA CAIU

AO ENTARDECER

O MEU OLHAR É NÍTIDO COMO UM GIRASSOL

EU NUNCA GUARDEI REBANHOS