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ARTE

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A FLOR DE BUDA




mesmo autenticando a inutilidade da palavra persisto em falar
lavrar impiedades no papel precioso quando vazio e improfícuo se preenchido de sinais burlescos

observo a flor em silêncio que mahakashyap olhou
só a flor existe na campina que a esgota e é por ela consumida
só mahakashyap compreendeu

louco porque razão tropeças nos teus próprios passos?


primeiros passos da criança-nova

evacuar a alma
emudecer a voz
não encalçar nada

depois com a mente desapossada de todas as inanidades voar sobre a ravina mortífera para além do próprio vazio planando nos céus sem opostos

e descoberto o buda mata-o     vai além      mais além     além para além do além 

a verdade num corpo e numa alma a ocupar e a consagrar amorosamente o universo

decisivamente





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