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ARTE

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sábado, 12 de outubro de 2013

A PERDA DA VIRGINDADE




enjeitando as raízes fulgura a débil planta

as candeias afoguearam a bezerra sacrossanta

avistámos hoje a filha dos céus     deusa da aurora     dos penitentes
atiçou o fogo dos mais deleitáveis manjares
e saiu na tipóia dos entes

radiosa a jazer no seu leito embriagado pelas faces brancas da brisa primaveril
revelou-nos a perda da sua virgindade
embrião enorme a varrer o pórtico do arco e flechas de terno amor

que frescura tinha o seu sorriso     esbelto seu sono
longos os doirados cabelos     nascimento de nova vénus

com as horas o galo cantou
sem tino     sem destino

canção de aventura no mar
voz límpida de água clara
fonte de harpa a tanger
a palavra amar





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