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ARTE

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sábado, 12 de outubro de 2013

O AMOR DISPENSA A MORAL




silêncio     a aldeia dormita
      um cão ladra     
quando no relógio da torre baterem duas horas as luzes irão apagar-se 
        repouso absoluto das almas
na mesquinhez avara da crise  


penso nela     
pensar nela é via de mortificação     o apego mata     não deveria pensar em ninguém     em nada      
como cigarra que se limita a cantar para plebe e soberano

sem apegamento não há lamento
eu     que cinge com sua túnica de imaculabilidade a vida integral     
vigília     sonho     sono profundo


uma guitarra no canto da sala no lugar do velho piano

uma estátua viva na ombreira do pardieiro enevoado

a imagem da vénus doirada estirada no leito     mas é tão nova

um corpo nu retorce-se em sucessivos orgasmos     corpo para te ter

sois tantas
qual escolher

louco é o afecto da ilusão     querer dar ouvidos à razão     o que bem ou mal está

     o amor dispensa a moral





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