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ARTE

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CHUVA DE ESTRELAS




roça a seda nas franjas da rapariga adornada     recolhida nas nuvens de seus olhos a virgindade
vento e chuva pelejam onde brilha o riso do vil pecado     leões de guarda ao diadema de prata     os campos cobriram-se de carne mortal no regato banhado por veias de cristal
para quê invocar os santos e anjos quando o senhor guiou moisés nas águas?
roupagens de poeira que se encarde de sangue
rostos de fogo no amor fazer ali onde repousam os cem mil corpos     barro e cinzas     ventura que cresce nas ondas que dançam irreverentes ao cantar do galo

os vermes

o fedor das faixas neonatais 

a sórdida propaganda de corvos ancestrais

nasce um sussurro sobre os meus umbrais      ali se sentaram as dores da vida e as misérias do mundo inteiro
legiões de espectros famintos     quem vos irá ouvir
faces trémulas aos beijos atrozes dos traidores

pobres manjares

pensamentos-cascas-de-noz

lenda poética trazida pela brisa do mar

noite sem luzeiros nem leito

chuva de estrelas no meu peito






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