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ARTE

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domingo, 26 de outubro de 2014

DOENÇA DA ALMA



não gosto de labregos pategos asnos      irritam-me os sendeiros nos cafés na venda da aldeia berrando como bodes ao compasso das cartas de jogar e dos copos cheios e por encher de vinho reles        abomino políticos e o hemiciclo bolorento      homens de são bento advogados magistrados imberbes       tudo o que sejam ladrões encartados e por diplomar            o ás de copas o trunfo de paus o duque de espadas os médicos essa corja de cangalheiros os padres a corrupção e a mentira os concílios o vaticano
gosto de mulheres dos vícios e do delito que não é pecado da serra do mar dos que vivem e sofrem neste mundo tão mal arquitectado

dança do espírito      gostar ou não gostar

não posso suspender as minhas preferências como quem abandona a casa paterna o porto seguro da inquietude a protecção do medo e do conflito      aniquilar os mitos e os condicionamentos despedaçar o inconsciente

esta a doença da alma de que nem sequer conheço a existência

terei de a buscar incessantemente como um anel de noivado em gigantesco fardo de palha

negar a vida para percorrer a via      repudiar os hábitos limosos de séculos renunciar ao convívio e à visão das mil e uma coisas
não é certamente este o húmus que faz frutificar os pomares da iluminação

entender as dez mil coisas na sua essência      aprofundar o seu sentido       
as águas dos oceanos escondem riquezas incontáveis seres nunca antes vistos sereias e monstros marinhos
as montanhas vivem ao sonido das estrelas das constelações entrançadas na estrada de são tiago dos cantares claros das cascatas
montanhas onde nasce a seiva dos mares





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