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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CHORO E LAMENTO




Choro e não sei porque choro
(ou talvez saiba as razões)

Choro e lamento
Já fui forte
Hoje o não sou
Não me conformo
Em terra de ladrões

Choro

Porque há quem em segredo
Chore da alma
Com o rosto erguido e a face calma

Porque este mundo é bárbaro
Bruta fera em covil grosseiro
Vento agreste a arranhar pele de cordeiro

Porque os governantes são feitos de pedra dura
Que nenhuma compaixão perfura
Imunes à dor na carantonha disfarçada

Porque há crianças que morrem de fome
Porque há mulheres que morrem de amor
E homens que morrem de dor

Porque há mulheres maltratadas
Escravas Violadas
E crianças abusadas

Porque há homens a sofrer
O pão que outros comem e
Que eles haviam de comer

Porque há guerras que matam
Estropiam e decepam
Os que com ela nada têm a ver

Porque há tocas de oiro para os prestigiosos
Fortes e poderosos
E para os oprimidos masmorras

Porque há os que morrem de saudade
Num quarto de solidão da cidade
E são encontrados a apodrecer

Porque há crianças que morrem sem ter brincado
Sem ter reinado
Sem um único sorriso

Porque há Irmãos crucificados
Na justiça cruel e sem siso
Por crimes por outros cometidos

Porque há tristeza e ansiedade
Há melancolia depressão e agonia
Em gente miserável do dia-a-dia

Porque há quem noite e dia chore
E veja na cova funda
Seu maior consolo e alegria

Porque há poetas mortos
Que me dizem a chorar –
Ama e não queiras o mundo mudar

Porque no meio de tanto pecador
De tanto culpado
De tanto criminoso
Também eu o sou
Por consentir no pecado
Que me passa ao lado
E me provoca Dor


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