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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

ONDE INVESTIR OU GUARDAR O NOSSO DINHEIRO



            "DINHEIRO DEBAIXO DO COLCHÃO"


                         DESSE - empresa inovadora



A DECO afirma que as aplicações realizadas nos bancos em Portugal "significam perder dinheiro", considerando que "em 10 bancos é preferível" colocá-lo "debaixo do colchão". - análise efectuada pela revista Proteste Investe.


Para salvar os bancos, os portugueses já contribuíram com cerca de 12 mil milhões de euros. Os bancos e uma "tropa fandanga" que os gere, quantas vezes em proveito próprio e dos seus "amigos".
Desde o ano de 2007 a ajuda pública ao sector financeiro equivale sensivelmente a 7,3% do PIB.
BPN, BES, BPP, capitalização da CGD - que andou por aí a absorver perdas de outros bancos e instituições financeiras.
E agora o BANIF em que o Estado fica com cerca de 3 mil milhões "empatados". Provavelmente bem mais de 85% deste montante recairá nas "costas" dos contribuintes.
Já vamos em 15 mil milhões de euros e ainda nos faltam as perdas astronómicas com o Novo Banco.
Tudo culpa de quem? Governos, políticos, banqueiros, Banco de Portugal?... Não, dizem eles!
Então, não sendo de ninguém, que seja minha, já que profetizo novas "fandanguices"...

    

Pessoalmente, face à falta de confiança na governação e no sistema bancário, sugiro que guardemos as nossas economias em cofres alugados nos bancos.
Sugiro ainda que algum investidor crie um cofre-forte colectivo onde mediante remuneração os depositantes possam usufruir de toda a segurança possível na guarda das suas poupanças, evitando assim a depreciação ou perda do capital – quem sabe, um óptimo negócio… (permitam-me a ironia).



***


Perguntam-me alguns amigos que conhecem o meu trabalho na nete são muito poucos, já que a maioria dos meus leitores e “pacientes” não são portugueses -, porque não me apuro a escrever mais sobre política, justiça e finanças públicas, sendo as duas últimas a minha especialidade de dezenas de anos, e não a Homeopatia a que me dediquei algo tardiamente – para além de outras ciências ou matérias que desde sempre fizeram parte dos meus interesses culturais.

Mas, em bom rigor, editei no início do ano de 2012, um texto escrito em finais de 2011,


que gerou alguma polémica e vozes discordantes nalguns meios, tendo sido apreciado como extremamente “pessimista” por alguns especialistas – cujos nomes não irei mencionar por se tratar de considerações que me foram feitas pessoal e respeitosamente. Esse estudo foi escrito quando os então governantes, parlamentares e partidos no poder apregoavam aos ventos da ignorância o fim da crise num prazo de dois anos; pessimista segundo uns, pouco realista segundo outros, era assim que o rotulavam.


Aí alertámos para a mentira crónica e manifestamente dolosa dos dirigentes políticos. Declarámos com a solenidade possível, estar o país num “beco sem saída”, dando os primeiros passos numa crise de longa duração. A morte do Estado Social. Estimámos em três décadas o período de crise muito antes do FMI na pessoa da Senhora Lagarde ter admitido uma crise de duas décadas e o erro sobre o efeito de veneno letal da austeridade em países como a Grécia e Portugal. Senhora Lagarde que já preconizava um novo sistema bancário para obviar à futura falência dos bancos na zona euro.


Exortámos os governantes a olvidar os interesses partidários e pessoais, enfrentando a realidade e advertindo com honestidade os eleitores da verdadeira crise.

Infelizmente as nossas previsões confirmaram-se à revelia do pensamento mais optimista dos nossos colegas e críticos – no melhor dos sentidos da palavra.



Governado por “ignorantes, incompetentes, estúpidos e vigaristas”, o povo mais não tem sido do que "uma prostituta que se vende por baixo preço".


E quer queiramos quer não, quando terminar a recessão terá perdido 30 anos de direitos e salários.


Hoje, voltam as promessas e com elas as usuais mentiras.
Sucedem-se as “falências” bancárias. A confiança nas instituições e no investimento está minada, a desmotivação dos trabalhadores obsta à produtividade. Quando questionamos potenciais investidores, que ainda pautam a sua conduta pela integridade e pela ética, sobre a eventual aplicação produtiva de capitais neste pobre país, recebemos invariavelmente a mesma resposta: “nesta terra nem um cêntimo…”

E agora fala-se abundantemente de confiança e investimento, como quem fala do tempo que faz, da chuva e do sol…
Portugal um dos países mais pobres da União Europeia, que o continuará a ser e com a pobreza a aumentar.


“Portugal é o país da Europa com mais dirigentes políticos e económicos na prisão, condenados a cumprir pena, com pena suspensa, à espera de recurso ou julgamento, arguidos, com termo de identidade e residência, com pulseira electrónica, sob investigação criminal… Primeiro-ministro, ministro, secretário de Estado, deputado, líder de grupo parlamentar, banqueiro, empresário, secretário-geral de ministério, director-geral, presidente e vice-presidente de instituto, subdirector geral, chefe de polícia, dirigente de serviços de informação, presidente da câmara, vereador… De todos estes cargos há pelo menos um, às vezes dois ou três exemplos vivos.” (António Barreto, A Justiça Oculta, no DN)


As polícias estão minadas, as magistraturas denegridas, os serviços de espionagem e de informações andam às avessas e prosseguem fins eticamente reprováveis, o segredo de justiça é uma anedota generalizada, os processos arrastam-se pelos tribunais e pelos órgãos de investigação criminal… Nunca se viu um país onde grassa uma multidão de crimes de corrupção, de branqueamento de capitais e de evasão fiscal com um número tão reduzido de condenados…
Um país onde se sucedem as “quedas” dolosas ou negligentes dos bancos, arrastando consigo depositantes e contribuintes.

São tantos os exemplos de políticos medíocres, desprezíveis e corruptos, que desconhecem os caminhos trilhados pelos governantes da Nova Zelândia e dos países nórdicos, entre outros, optando antes por um comportamento terceiro-mundista.  

Portugal não é confiável.
Para a maioria dos portugueses o sistema bancário é algo que se apresenta com roupagens de insegurança.
Quererá alguém de bom-senso investir neste país?
Quantos não irão acorrer aos bancos para retirar as suas poupanças face às “falências” sucessivas?
Valerá a pena colocar as poupanças nos bancos ou pelo menos nalguns deles?
- A DECO tem a resposta.

  
Continuamos num BECO SEM SAÍDA.
As gerações futuras estão endividadas com capital e juros de um sistema corrupto e degradante, gerido por banqueiros e políticos medíocres e bastas vezes "criminosos".
O rácio da dívida pública ronda os 130% do PIB, um dos maiores da Europa, e nesta crise quem sabe o que ainda nos poderá acontecer...



A política e os políticos não são tema que me agrade. Quase que faço minhas as palavras de Lobo Antunes – ele, um dos maiores escritores da língua portuguesa, que mo permita, a mim, que relativamente ao seu génio serei um mero aprendiz. Realmente escrever sobre políticos não é nada difícil. “Mas são tão reles que me enojam. Tinha de tomar banho após escrever.”  

A política é constituída por homens sem ideais e sem grandeza (Camus), onde nada é tão admirável quanto uma memória curta (Galbraith) e onde a maioria do povo, por estulta, incorre sempre nos mesmos erros, já que é da natureza dos políticos “enganar”: ou seja, dizer ao povo soberano que não irão roubar se forem eleitos (Bierce). Os nossos políticos têm sempre um programa extraordinariamente simples e compreensível: como Mussolini “querem governar”, e governar a todo o custo, tendo por “segredo” profissional a mentira. São uma praga, com a vantagem de se oferecerem a um povo que decide sobre o que não entende e que tem o que merece. Povo sem memória que chega a acreditar infantilmente em milagres que nem a própria religião tem a audácia de prometer.
Profissão para a qual não é necessário ter nenhuma preparação especial, bastando ser-se “falso e ranhoso” (Marco Aurélio).

Poderemos acreditar-nos nas suas boas intenções?
Podemos confiar no sistema financeiro? Até quando?
Para além dos 15 mil milhões de euros quantos milhões não irão ainda recair sobre os pobres contribuintes?
Eu prefiro manter as minhas poupanças a salvo…


E a contragosto escrevi sobre políticos e banqueiros.
Não me apetece escrever mais nada.

Quero apenas tomar um banho prolongado; um banho de imersão com sal.


Apenas um banho…