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domingo, 26 de julho de 2009

PRESCRIÇÃO E POSOLOGIA - HOMEOPATIA





Encontrado o “simillimum” , há que determinar a:

· Diluição;
· Dose;
· Frequência com que o remédio é administrado.

Nesta matéria, a prática do homeopata é a norma que o deve conduzir e as considerações que se seguem devem tomar-se como meramente indicativas.
Certos homeopatas usam quase que exclusivamente as baixas diluições, outros as altas – em regra os unicistas utilizam as altas diluições: 30 CH e mais. Neste campo, a experiência individual é que deve ditar as regras, embora existam certas regras básicas que não se podem esquecer:

· Quanto mais alta a diluição e maior a similitude do medicamento seleccionado, mais prolongada no tempo será a acção medicamentosa.

· Os pacientes idiossincrásicos são particularmente sensíveis a qualquer tipo de diluição homeopática, logo, as reacções adversas ou a acção medicamentosa susceptibilizam-se de perdurarem no tempo, inclusive nas baixas diluições e em circunstâncias de similitude imperfeita.

· O medicamento não deve ser repetido enquanto o paciente ainda estiver a beneficiar dos efeitos da dose anterior. Só quando a acção do remédio estiver esgotada, deve o mesmo ser repetido.

· As tomas sucessivas do medicamento só se devem processar mediante uma alteração – mesmo que moderada – da potência ou da dose.
§ 247 do “Organon”- A alteração das doses ou da potência nas tomas sucessivas em casos crónicos é fundamental. Explicamos agora, que a cada dose ingerida, o medicamento homeopático vai-se deparar com a força vital, não no seu estado original, mas sim alterada pela acção da dose anterior. Deste modo, uma dose do medicamento dinamicamente similar à anterior, não produzirá efeitos terapêuticos porque a força vital se encontra expectante face a nova potência ou dose. O quadro do paciente poder-se-á deste modo manter ou até mesmo agravar.

· A utilização simultânea de medicamentos não se traduz numa cura mais célere e pode atrapalhar a escolha da diluição, dose ou a frequência de administração.

· A frequência com que o medicamento é administrado, em regra é directamente proporcional ao número da diluição. Nas altas diluições o espaçamento entre a administração das doses deve ser aumentado


Na presença do “simillimum” , parece que todas as diluições são curativas, no entanto, quanto mais alta a diluição maior a probabilidade de uma cura permanente.

Atente-se que as altas diluições não devem ser ministradas a doentes incuráveis ou hipersensíveis. Os primeiros acabam por depauperar, enquanto os segundos adquirem os sinais patogenésicos do medicamento.
As mulheres e as crianças reagem geralmente bem aos medicamentos, pelo que devemos começar com baixas diluições. O mesmo se diga no que toca aos indivíduos hipersensíveis, propensos a fazer a patogenesia do medicamento ministrado.

Quando a similitude é grande, podem subir-se as diluições, mesmo nos quadros agudos, o que obriga ao espaçamento das doses – ex. 15 ou 30 CH. Na doença aguda podem preferir-se as baixas diluições ministradas a pequenos intervalos, inversamente proporcionais à intensidade dos sintomas – ex. de 24 em 24 horas; ½ em ½ hora; ¼ em ¼ de hora e até de 5 em 5 minutos –, espaçando-se as doses em função das melhoras. Tratando-se de uma doença aguda ou crónica com similitude muito imperfeita devem utilizar-se baixas diluições – ex.: 5 CH –. De qualquer modo, o conceito de alta e baixa diluição depende, como já foi referido, da experiência clínica do homeopata.
Nas doenças agudas as diluições baixas são tomadas várias vezes por dia.

Nos casos crónicos, podem ministrar-se altas diluições – ex.: 30CH; 200 CH –, aguardando-se que o efeito do remédio termine para eventual repetição – só se repetirá a dose caso os sintomas melhorem ou se mantenham inalteráveis. Caso surjam sintomas acessórios ou o quadro clínico agrave dever-se-á proceder à reavaliação da prescrição – ou então, uma diluição média de modo contínuo, aumentando-se progressivamente a potência ou a dose.
O efeito dos medicamentos homeopáticos no tempo, depende do próprio medicamento, do paciente e da diluição. Pode dizer-se, grosso modo, que em média as doses baixas – até 5 ou 6 CH – têm um efeito de cerca de 4 horas, as médias – 7 CH a 12 CH – de 1 ou mais dias, e as altas – superiores a 15 CH – de uma semana ou mais.

Na perspectiva da Escola Pluralista, em casos agudos – domínio orgânico ou lesional –, recorre-se a baixas diluições (5 ou 6 CH); nos quadros subagudos – domínio funcional – a diluições médias (7 a 9 CH); e nos casos crónicos – muito especialmente na esfera mental – empregam-se as altas diluições (superiores a 15 CH, muito especialmente a 30 CH).
Não há uma definição única classificatória das diluições.

O iniciado na arte de curar homeopática, deve começar por ministrar doses baixas, ou médias, aumentando-as gradualmente em função do acumular da experiência clínica. Deve também estar atento ao facto de que a repetição continuada de uma substância pode gerar uma doença medicamentosa grave – iatrogénica –, cuja única possibilidade de cura ou minimização sintomática é o recurso a substâncias antídotas – podemos referir aqui, o caso de Kent, que se viu obrigado a antidotar continuadamente os efeitos perversos da toma continuada de um medicamento homeopático pela sua terceira mulher.

Aconselhamos o iniciado na prática homeopática, a começar com baixas diluições, aumentando-as progressivamente.
Assim, encontrado o “simillimum” ou o medicamento mais apropriado, o tratamento pode iniciar-se com uma dose de 6 CH – a menos propensa a agravamentos, segundo certos autores –, aumentada progressivamente logo que o seu efeito termine, para 12 CH ou 15 CH e, 30 CH.

Como já foi discutido no artigo referente aos medicamentos, estes podem apresentar-se sob a forma de gotas, grânulos ou glóbulos. Existem ainda as pomadas e os unguentos, estes de fabrico mais recente do que as outras formas medicamentosas.
Os grânulos são ministrados sublingualmente, em regra, três, longe das refeições.
Segundo o grau de dinamização-diluição, o pluralismo preconiza em regra:

- Se em 5 CH, duas, três ou mais vezes por dia;
- Se em 7 CH, três grânulos uma vez por dia;
- Se em 30 CH, três grânulos em dois ou três dias alternados.
É de referir que esta posologia é meramente indicativa e depende de todos os factores acima mencionados.

A dose de glóbulos – existente no mercado com tal denominação – pode ser substituída por 12 grânulos tomados de uma só vez:

- Se em 15 CH, uma vez por semana.
- Se em 30 CH, uma vez por mês.

As gotas são vertidas sublingualmente, ou dissolvidas em água pura – 1 gota por colher de água – , fazendo-se equivaler a cada glóbulo uma gota.

JOSÉ MARIA ALVES

http://www.homeoesp.org/


11 comentários:

Unknown disse...

Olá, tenho uma dúvida em relação as doses unicas.
Pois participei de um seminário referente a ausência olfato e gustação, com relato de pacientes
com este problema a mais de 10 anos, e que recuperaram esses efeitos com aurum metallicum 200CH - dose unica, com aumento a cada 2 meses, até aingir 1M. Este tratamento durou praticamente 1 ano e com evolições aos poucos até atingir 95% de resposta, que foi ótimo resultado em até mesmo em pacientes que tiveram traumatismo com perda de olfato.
Mas depois do seminário me surgiu dúvidas, pois estou passando isso com meu pai e quero ajudar desta forma, pois caiu de uma escada e bateu a cabeça, ele hj está ótimo fora a falta olfatótia e não sente cheiro, só os sentidos das papilas, doce, salgado etc.
Você poderia me ajudar a exclarecer como é adm a dose única, ele toma guti-guti o frasco todo, seria isso?
Obrigado

José Maria Alves disse...

Boa noite Amigo

Nem pensar.

Quando for adquirir o medicamento, peça expressamente ao farmacêutico que lhe forneça uma "dose única".

Um abraço.

Unknown disse...

Obrigado pela informação,
Pois liguei para uma farmácia de manipulação e eles não souberam me informar a quantidade da dose única, me sugeriram 20 ml, mas não manipulei pq queria melhores informações.
O que seria dose única na homeopatia então, quantos ml Dr.
Obrigado pela atenção.

José Maria Alves disse...

Boa noite

Dose única - faça apenas 20 gotas.

Se forem grânulos, o mesmo número.

(Não tome os 20 ml de uma vez só).

Um abraço e as melhoras.

Unknown disse...

Obrigado pela atenção Dr., agora ficou bem clara a dúvida.
Muito Grata

Thiago Coronato Nunes disse...

Saudações, sou brasileiro, Psiquiatra, e com alguma experiência em homeopatia. Gostaria de elogiar a excelente qualidade nas informações encontradas neste site. Parabéns pelo magnífico trabalho. Forte abraço! Thiago Coronato Nunes (thiagocoronatonunes@yahoo.com.br)

José Maria Alves disse...

Bem Haja Dr. Thiago.

Fico feliz pela utilidade dos meus escritos.

Um grande abraço.

Zé Maria Alves

E. Nigma disse...

Alves, existe dinamização mínima para a toma de doses únicas? Ou elas podem ser tomadas em qualquer dinamização.

E. Nigma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
E. Nigma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José Maria Alves disse...

Boa tarde Amiga

Em bom rigor podem ser tomadas em qualquer dinamização. Os homeopatas clássicos referem com razão, que encontrado o simillimum todas as diiluições são curativas.

No entanto, se estivermos perante o simillimum perfeito costumo iniciar o tratamento com uma 30 CH.
Quanto ao imperfeito, depende muito das circunstâncias - ex. 1.ª dose 6 CH, 2.ª 12 CH, 3.ª 30 CH... -, reavaliando o paciente constantemente.

Um abraço.