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ARTE

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terça-feira, 28 de julho de 2009

PROVÉRBIOS ESCOLHIDOS - (O)






O abuso das riquezas é pior que a falta delas.

O abuso ensina o verdadeiro uso.

O acaso é pai dos grandes acontecimentos.

O acaso é uma palavra inventada pela ignorância.

O amor cria o mundo, o dever governa-o.

O amor de um estudante não dura mais que uma hora.

O amor dos asnos entra aos coices e sai aos bocados.

O amor é a mais forte das paixões, porque ataca ao mesmo tempo a cabeça, o coração e o corpo.

O amor é como a Lua: quando não cresce mingua.

O amor é na mocidade o que a mocidade é na vida, o que a vida é na eternidade, isto é, um relâmpago.

O amor e o menino começam brincando e acabam chorando.

O amor faz passar o tempo e o tempo faz passar o amor.

O amor não tem lei.

O anão quanto mais alto sobe menor parece.

O animal mais inimigo do homem é o outro homem.

O arrependimento é a primavera da virtude.

O asno aguenta a carga, mas não a sobrecarga.

O ausente a cada dia que passa afasta-se mais um pouco.

O autoconhecimento é uma virtude cuja conquista exige árdua luta.

O avarento não tem e o pródigo não terá.

O avarento onde tem o tesouro tem o entendimento.

O avarento por um real perde um cento.

O bacalhau quer alho.

O bem e o mal se harmonizam de tal modo que deles resulta a renovação e perpetuidade do mundo.

O bem que se faz por temor não tem duração nem valor.

O bezerrinho manso mama o seu e o alheio.

O bocado é para quem o come e não para quem o faz.

O bocado está guardado para quem o há-de comer.

O boi pelos cornos, o homem pela palavra.

O bom da viagem é quando se chega a casa.

O bom filho à casa torna.

O bom fruto vem da boa semente.

O bom gosto não se ensina.

O bom juiz ouve o que cada um diz.

O bom julgador por si julga.

O bom ladrão antes de roubar faz oração.

O bom nadador é que se afoga.

O bom pai ame-se e o mau sofra-se.

O bom passarinho ama o seu ninho.

O bom saber é calar até chegar o tempo de falar.

O bom vinho arruina o pobre e o mau estômago.

O Brasil é inferno dos negros, purgatório dos brancos e paraíso dos mulatos.

O brasileiro não sofre de falta de persistência, mas sim de persistência na falta.

O burro adiante para que se não espante.

O burro não é tão burro como se pensa.

O burro sempre vai na frente.

O cabra bom já nasce feito.

O cachaceiro passa mais tempo sem beber água que o camelo.

O caminho de Damasco.

O cântaro tantas vezes vai à fonte até que se quebra.

O canto do cisne.

O cão com raiva seu dono morde.

O cão é meu amigo, meu inimigo a mulher e o filho meu senhor.

O cão velho quando ladra dá conselho.

O carneiro quanto mais recua maior é a marrada.

O caro é barato e o barato é caro.

O casamento é como a gripe: descobre todas as doenças.

O castanheiro, para plantar, deve ir na mão, o carvalho às costas, o sobreiro no carro.

O céu dos pardais é a barriga dos gatos.

O ciúme depende mais da vaidade que do amor.

O começo é a parte mais importante de qualquer trabalho.

O comerciante e o porco só depois da morte se sabe o que têm.

O comer e o coçar vai do começar.

O coração alegre torna o semblante agradável.

O corno é o último a saber.

O costume faz lei.

O cu deve dizer com as calças.

O cu nada tem com as calças.

O demasiado rompe o saco.

O desejo é uma árvore folhuda, a esperança um arbusto em flor e o gozo uma árvore com fruta.

O dever acima de tudo.

O dia de amanhã ainda ninguém o viu.

O Diabo ajuda os seus.

O Diabo dá, o Diabo tira.

O Diabo depois de velho fez-se ermitão.

O Diabo faz com uma mão e desfaz com a outra.

O Diabo não quis nada com garotos.

O Diabo reza também.

O Diabo se fez homem de bem quando ficou velho.

O Diabo tece-as.

O Diabo tenta o homem e o ocioso o Diabo.

O dinheiro abre todas as portas.

O dinheiro cala a verdade.

O dinheiro cega a razão.

O dinheiro compra pão, mas não compra gratidão.

O dinheiro é a medida de todas as coisas.

O dinheiro é bom de gastar e mau de ganhar.

O dinheiro é passaporte para tudo, menos para a saúde.

O dinheiro não compra a felicidade.

O dinheiro será teu senhor, se não for teu escravo.

O dinheiro voa.

O discreto entende antes de ouvir.

O dito dito.

O dizer é nada, o fazer é tudo.

O doce nunca amargou.

O doido faz doidos, dana muitos e ensina a poucos.

O egoísta, amando só a si, de ninguém é amado; é, pois, o egoísmo um suicídio moral.

O elogio mais bem merecido é o do nosso inimigo.

O ente mais feroz da criação é uma alma humana sem piedade.

O erro do ignorante não é miséria.

O erro repetido passa por verdade.

O espectador vê melhor que o jogador.

O espírito humano não tem imunidade contra o absurdo.

O exercício regular e pormenorizado da imaginação devia ter precedência sobre todos os outros exercícios educativos.

O fácil de se dizer é difícil de se fazer.

O fanatismo é à religião o que a hipocrisia é à virtude.

O feitiço cai sobre o feiticeiro.

O feitiço virou-se contra o feiticeiro.

O fim da vida é triste, o meio nada vale e o começo é ridículo.

O fim justifica os meios.

O fraco de todos diz mal em segredo.

O fraco ofendido atraiçoa e o forte perdoa.

O freio do bom é o amor e do mau o temor.

O fruto proibido é o mais apetecido.

O futuro a Deus pertence.

O génio ouve um indivíduo e compreende centenas deles.

O hábito elegante cobre às vezes um tratante.

O hábito faz o monge.

O hábito não faz o monge.

O homem clarividente não é o que vê a montanha, mas aquele que distingue o que está por detrás da montanha.

O homem de juízo não diz o que faz, mas nada faz que não possa ser dito.

O homem é forte, a mulher é fraca, mas é ela quase sempre quem domina.

O homem é o único animal que chora quando nasce.

O homem é um canalha que traz a vara do Diabo entre as pernas.

O homem faz a mulher e a mulher faz o homem.

O homem faz-se por si.

O homem menos livre é aquele que tem mais escravos.

O homem não é propriedade do homem.

O homem nasce, vive e morre na escuridão: ao nascer cozem-no com trapos; durante a vida anda curvado no jugo de insensatas instituições e à morte pregam-no numa tumba para se reproduzir noutros bichos.

O homem nasceu para trabalhar como a ave para voar.

O homem que é homem é benevolente com todos os homens.

O homem que junta dinheiro não tem fé em Deus.

O homem que vive na taberna acaba por morrer no hospital.

O homem velho é médico de si.

O homem vive na desgraça alheia e morre na sua.

O ídolo das mulheres não é o marido, mas sim a moda.

O ignorante a todos repreende e fala mais do que menos entende.

O interesse é a escala ou mola real das acções humanas.

O invejoso emagrece de ver a gordura alheia.

O invejoso tem um no papo, outro no saco e chora pelo do prato.

O João Alguém só ouve o que lhe convém.

O ladrão cuida que todos são.

O leão é às vezes manjar de pequenas aves.

O leão pode precisar do rato.

O lobo com fome cardos come.

O mais difícil é ser simples.

O mal alheio dá conselho.

O mal de cornudo: ele não sabe e sabe-o todo o mundo.

O mal de nossos avós fizeram-no eles pagamo-lo nós.

O mal tem asas e o bem anda com passo de tartaruga.

O mar afumaçado adivinha bom tempo.

O matrimónio é um saco onde há noventa e nove víboras e uma enguia; quem lhe mete a mão pode apostar noventa e nove contra um que apanha víbora.

O medo da guerra é a maior garantia da paz.

O medo faz ainda mais tiranos que a ambição.

O medroso até da sombra tem medo.

O mel é pouco e os lambedores muitos.

O melhor bocado é o furtado.

O melhor das cartas é não se pegar nelas.

O melhor é inimigo do bom.

O melhor é o que fica por dizer.

O mentiroso é primo do ladrão.

O mesmo canivete me corta pão e dedo.

O milho plantado tarde dá pendão não dá espiga.

O milho sachado tarde não pode dar boa espiga.

O moço por não querer e o velho por não poder deitam muita coisa a perder.

O momento foge como um relâmpago.

O momento que passa é gota de vida que não volta a cair.

O mundo acaba para quem morre.

O mundo é uma bola e quem anda nele é que se amola.

O mundo é uma escadaria: sobem uns, descem outros.

O mundo fala de tudo.

O mundo para ser bom precisa de se fazer outro.

O nabo e o peixe debaixo da geada crescem.

O nascimento desiguala, a morte iguala a todos.

O néscio está bem em toda a parte, o sábio nunca melhor que no retiro e solidão.

O número dos tolos é infinito.

O objectivo da arte não pode ser o sonho mas a vida.

O olho do cego é na mão.

O olho do mestre é régua.

O óptimo é inimigo do bom.

O orgulho almoça com a fartura, janta com a pobreza e ceia com a vergonha.

O país do amor não tem fronteiras.

O pano desça! A comédia acabou!

O pau entorta no cu do rico e quebra no do pobre.

O peixe que foge do anzol parece sempre maior.

O perigo não conhece amigos.

O pesar sem lágrimas sangra interiormente.

O pior cego é o que não quer ver.

O pouco basta ao sábio, muito menos ao santo.

O povo tem o governo que merece.

O precisar ensina a rezar.

O prestígio pela força das armas é o desprestígio da razão pela força.

O primeiro erro é endividar-se, o segundo é faltar à verdade.

O primeiro milho é dos pardais.

O primeiro parvo pode escrever; o primeiro de cada dois parvos pode fazer crítica literária.

O primeiro passo para o bem é a abstinência do mal.

O proibido aguça o dente.

O prometido é devido.

O público e notório não carece de prova.

O pudor é a virtude que o vício menos procura imitar.

O que a chuva faz num dia o sol não desmancha em dois.

O que a escola rejeita a prisão aproveita.

O que a um cura a outro mata.

O que aborrece nas antiguidades é que elas se vendem pelos preços de hoje.

O que abusa do poder perde-o tarde ou cedo.

O que aguenta mais peso neste mundo é pau em pé e mulher deitada.

O que aperta é o que segura; o que dói é o que cura.

O que arde cura e o que aperta segura.

O que arma a esparrela cedo ou tarde cai nela.

O que berço dá só a cova tira.

O que cair na rede é peixe.

O que cedo amadurece cedo apodrece.

O que cresce não faz falta.

O que custa é descobrir e inventar e não imitar.

O que dá fama dá desdém.

O que dá para receber enganado deve ser.

O que de nada duvida nada sabe.

O que deveras queremos cedo ou tarde alcançaremos.

O que dinheiro não fizer neste mundo nada mais faz.

O que é bom acaba-se depressa.

O que é bom é para se ver.

O que é bom nunca é demais.

O que é bom por si se gaba.

O que é dado esquece, o que é emprestado sempre lembra.

O que é de paz cresce por si.

O que é demais aborrece.

O que é demais mal não faz.

O que é esperado é que não é agradecido.

O que é mal adquirido pela mão escorrega.

O que é novo depressa envelhece.

O que é raro é caro.

O que é verdade diz-se.

O que é vivo aparece.

O que em tua vida não fizeres de teus herdeiros não esperes.

O que está feito feito está.

O que está feito não tem remédio.

O que está na massa do sangue não se pode negar.

O que eu comi nunca o verei; o que praticar lá o encontrarei; o que eu trabalhar cá o deixarei.

O que existe na gente existe nos outros.

O que fala com os olhos fechados quer ver os outros enganados.

O que faz bem ao bofe faz mal ao fígado.

O que faz bem ao fígado faz mal ao baço.

O que faz bem ao fígado faz mal ao bofe.

O que faz o doido à derradeira faz o sisudo à primeira.

O que foi e já não é é o mesmo que nunca fosse.

O que há mais neste mundo é pau torto e gente besta.

O que há mais neste mundo é mulher feia e homem sem palavra.

O que Joãozinho nunca aprendeu, João nunca mais aprende.

O que lá vai lá vai.

O que mal começa mal acaba.

O que me repreende das más línguas me defende.

O que não lembra ao Diabo lembra aos miúdos.

O que não mata engorda.

O que não mexe enferruja.

O que não ouve senão um som não sabe mais que um tom.

O que não tem remédio remediado está.

O que necessitas é conseguir encontrares-te a ti mesmo um pouco todos os dias.

O que nós somos fala mais alto do que o que dizemos.

O que o berço dá a tumba o leva.

O que o olho não veja o coração não deseja.

O que o sábio guarda no coração tem na boca o beberrão.

O que os olhos não vêem o coração não sente.

O que se acaba pelo fundo é rede, velho e panela.

O que se aprende no berço dura até à sepultura.

O que se contenta com pouco tem mais que quem mais deseja.

O que se faz de noite de dia aparece.

O que se há-de pedir aos santos peça-se a Deus.

O que se leva desta vida é a vida que a gente leva.

O que se prometer tem de se cumprir.

O que se tem de fazer num dia não se deixe para outro dia.

O que se viveu é como o que se perdeu: jamais se pode reaver.

O que separa a senhora honrada da meretriz é uma cortina muito transparente, um fiozinho de seda, um risco de giz.

O que te disser o espelho não to dirão em conselho.

O que tem a ver o cu com as calças?

O que tem de se empenhar se venda logo.

O que teme sofrer começa a sofrer o que teme.

O que torto nasce tarde se endireita.

O querer é tudo na vida: é a vontade que move montanhas.

O rabo sempre cheira ao que larga.

O racismo engendra o racismo.

O reconhecimento é a memória do coração.

O rei vai nu.

O relógio das paixões nunca regula certo.

O rogado é mais caro que o comprado.

O rouxinol não canta na gaiola.

O ruim tem raiva do bom e do ruim; o bom tem pena do ruim e do bom.

O saber é para a alma o que a saúde é para o corpo.

O saber não está todo numa cabeça só.

O saber não ocupa lugar.

O sábio sabe que não sabe e o néscio cuida que sabe.

O sacrifício nada é quando compreendemos por que o fazemos.

O sandeu trata do alheio e deixa o seu.

O sangue puxa ao sangue.

O segredo melhor guardado é o que a ninguém é revelado.

O seguro morreu de velho.

O senso comum não é comum.

O ser humano por mais inteligente que seja ao nascer só a instrução o tornará sábio.

O serviço do menino é pouco e quem o perde é louco.

O servilismo é a ambição das almas baixas.

O seu a seu dono.

O silêncio é a alma do negócio.

O silêncio é às vezes mais eloquente que os discursos.

O Sol aquece igualmente o rico e o indigente.

O Sol é a capa dos pobres.

O Sol quando nasce é para todos.

O soldado paga com o sangue a fama do capitão.

O sono é a imagem da morte.

O sono é irmão da morte.

O sorriso reduz as distâncias.

O sucesso do trabalho reside no sucesso do descanso.

O surdo faz falar o mudo.

O talento não tem sexo, pátria, idade ou cor.

O tempo corrói o ferro, quanto mais o amor.

O tempo cura tudo.

O tempo e a maré não esperam por ninguém.

O tempo é o mestre de tudo.

O tempo tudo cura menos velhice e loucura.

O trabalho do menino é pouco mas quem se ri dele é louco.

O último a rir é o que ri melhor.

O último cálice é que deita um homem abaixo.

O último que vem que feche a porta.

O velho por não poder e o moço por não saber deitam muita coisa a perder.

O veneno sendo pouco não mata.

O ventre sacia-se, os olhos não.

O vício alheio desagrada até aos viciosos.

O vício é o tirano de si mesmo.

O vilão morde a mão que o afaga.

O vinagre e o limão são meio cirurgião.

O zombar não tem resposta.

Ocupação e fadiga destroem a melancolia.

Ocupamo-nos muito connosco e com os outros por amor de nós.

Olha para ti e fica-te por aí.

Olhar como boi para palácio.

Olho por olho, dente por dente.

Olho que tudo vê a si não vê.

Olho vivo e pé ligeiro.

Onde a razão não fala, doido é quem se cala.

Onde a suspeita entrar raramente sai.

Onde canta o galo não manda a galinha.

Onde come um comem dois.

Onde entra o beber sai o saber.

Onde Judas perdeu as botas.

Onde muitos mandam e ninguém obedece tudo fenece.

Onde não chega o homem chega a sua fama.

Onde todos ajudam nada custa.

Onde ventura falta diligência é escusada.

Oração breve depressa chega ao céu.

Orvalho não enche poço.

Os amigos e os caminhos se não se frequentam ganham espinhos.

Os amigos são para as ocasiões.

Os animais prendem-se pelas rédeas e os homens pelos votos.

Os bois conhecem-se pelos chifres e os homens pela palavra.

Os bons conselhos são sempre amargos.

Os bons dias de Janeiro pagam-se em Fevereiro.

Os bons espíritos encontram-se sempre.

Os cães ladram, mas a caravana passa.

Os cinzeiros e os ricos quanto mais cheios mais sujos.

Os conselhos só se pedem para não serem seguidos ou para haver a quem atribuir as causas de eventuais insucessos.

Os contribuintes são as modernas galinhas dos ovos de ouro, por isso convém cuidar bem deles para que vivam muitos anos.

Os costumes da casa um dia vão à praça.

Os credores têm melhor memória que os devedores.

Os dedos da mão são irmãos, mas não são iguais.

Os doidos inventam as modas e o povo as segue.

Os dois mais temíveis guerreiros são o tempo e a paciência.

Os extremos tocam-se.

Os factos corrigem as teorias.

Os filhos dizem ao soalheiro o que ouvem aos pais no fumeiro.

Os grandes fazem sem dinheiro o que os pequenos não podem fazer com ele.

Os grandes homens por vezes revelam fraquezas diante de circunstâncias que não seriam capazes de fazer recuar qualquer pobre diabo.

Os grandes ladrões enforcam os pequenos.

Os grandes rios fazem-se de pequenos ribeiros.

Os homens ensinam a temer a Deus, a natureza a amá-lo e a admirá-lo.

Os homens fazem o almanaque e Deus manda o tempo.

Os homens inteligentes mudam de opinião, os loucos não.

Os homens mostram a sua superioridade por dentro, os animais por fora.

Os homens mudam de opinião como de estado ou de condição.

Os homens não se medem aos palmos.

Os ignorantes, charlatães e pedantes fogem dos sábios como os animais nocturnos do fogo.

Os inábeis reformadores são verdadeiros destruidores.

Os juros são o perfume do capital.

Os loucos dão os banquetes e os avisados comem-nos.

Os louvores são sátiras quando não são sinceros.

Os mansos possuem o mundo.

Os ministros das Finanças sempre pensam mais na sua pasta do que na nossa pasta.

Os mortos aos vivos abrem os olhos.

Os nossos desejos são como as crianças: quanto maior a cedência, maior a exigência.

Os olhos comem mais que a barriga.

Os optimistas fazem metade do que dizem, os pessimistas não fazem nada.

Os ouvidos são mais infiéis que os olhos.

Os pais estranham nos filhos os defeitos que lhes transmitiram.

Os pais podem dar tudo aos filhos, menos a felicidade.

Os paus, uns nasceram para santos, outros para tamancos.

Os peixes não vêem a água.

Os prazeres são como os alimentos: os mais simples são os que menos enfastiam.

Os problemas dos outros são sempre fáceis de resolver.

Os problemas existem para se lhe dar soluções; quem não quiser defrontar os trabalhos de soluções deve evitar os problemas.

Os que se humilham serão exaltados.

Os sentimentos que nunca se riscam da memória são os nascidos na infância; as nossas primeiras afeições são sempre as mais agradáveis recordações.

Os tímidos raras vezes são tolos, mas têm a infelicidade de o parecer sempre.

Os tolos e os teimosos enriquecem os advogados.

Os últimos são os primeiros.

Os viciosos são liberais para a matéria e objecto dos seus vícios; avaros e tacanhos para tudo o mais.

Ou há moralidade ou comem todos.

Ou oito ou oitenta.

Ou vai ou racha.

Ouro velho, vinho velho, amigo velho; casa nova, navio novo, vestido novo.

Outubro nublado, Janeiro molhado.

Outubro quente traz o diabo no ventre.

Outubro resolver, Novembro semear, Dezembro nascer; nascer um Deus para nos salvar; Janeiro gear, Fevereiro chover, Março encanar, Abril espigar, Maio engrandecer, Junho ceifar, Julho debulhar, Agosto engravelar, Setembro vindimar.

Ouve e cala, viverás vida folgada.

Ovelhas não são para o mato.

Ovo é, galinha o põe.



JOSÉ MARIA ALVES
http://www.homeoesp.org



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