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OS TRATAMENTOS SUGERIDOS NÃO DISPENSAM A INTERVENÇÃO DE TERAPEUTA OU MÉDICO ASSISTENTE.

ARTE

sexta-feira, 17 de março de 2023

HOLOCENO - ANTROPOCENO E SUICIDENO – A ERA DO SUICIDENO E A EXTINÇÃO DA HUMANIDADE


A ERA DO SUICIDENO



 

Ao HOLOCENO, período que se seguiu ao PLEISTOCENO seguiu-se o ANTROPOCENO, que teve início há poucos milhares de anos (5.5OO), segundo uns ou em finais do século XVIII, com a Revolução Industrial, segundo outros, em que podemos assacar à “erva daninha” que é o homo sapiens, quer o aumento da temperatura quer o aumento dos gases com efeito de estufa.


Como anota Sam Carana, enquanto nomeamos omnicidas maníacos que agem em desconformidade com as melhores análises científicas disponíveis, estamos a enfrentar um aumento de temperatura que parece conduzir à extinção, - com uma celeridade impensável - dos humanos por via do aumento abrupto da temperatura. Um autêntico suicídio de uma espécie ensandecida.

O homo arrogans, superpredador por excelência, é o próprio responsável, malévolo e ganancioso destruidor da humanidade.

 

Os humanos já estão funcionalmente extintos e entrámos numa nova era: O SUICIDENO com todas as calamidades que já se fazem notar e que irão aumentar exponencialmente nos próximos anos até que o planeta se torne num inferno para todas ou praticamente todas as espécies; calamidades que já anotámos noutros artigos do blogue mencionado infra e que não vamos repetir.


Para uma abordagem aprofundada desta temática, veja-se:

https://gaia-o-fim-da-humanidade.blogspot.com/


***


Aproveitemos os anos que nos restam com dignidade e amor. Saibamos viver o momento. Atingimos o ponto de não retorno.


Já nada mais há para dizer.


***


José Maria Alves


https://homeoesp.org/


https://josemariaalves.blogspot.com/



quinta-feira, 16 de março de 2023

ENVELHECIMENTO COM SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA - AUMENTAR A LONGEVIDADE

 

RETARDAR O ENVELHECIMENTO – AUMENTAR A LONGEVIDADE 


ENVELHECER COM SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA 





INTRODUÇÃO


Durante o processo de envelhecimento verificamos que se desenvolve uma espécie de inflamação generalizada do nosso corpo, que se fica a dever a múltiplos factores.

Como exemplo podemos referir o envelhecimento das células, que provoca o aparecimento de substâncias nocivas que agridem as saudáveis, causando múltiplas doenças, algumas fatais, interrompendo vidas prematuramente.


O envelhecimento é uma espécie de doença, que ao contrário do que temos pensado, pode ser controlado com o retardamento da morte.

Sabemos hoje – conhecimento que remonta ao ano de 2010 por via de um estudo da Royal Society –, que existe uma alteração celular ao nível molecular, que quando geneticamente inibida é capaz de retardar o tão temido envelhecimento, fazendo com que em vez de actuarmos sobre patologias que podem surgir na velhice, possamos obstar ao seu aparecimento.  


Não vamos teorizar, citando os artigos científicos e opiniões de cientistas que percorremos até atingir o protocolo que pode melhorar qualitativamente a saúde durante o processo de envelhecimento e promover a longevidade. 


Também não vamos disputar argumentos quanto à polémica que envolve os suplementos; se são ou não benéficos para a saúde ou se podem ou não minimizar os padecimentos causados pelo envelhecimento e promover a longevidade e se são necessários quando nos alimentamos de uma forma saudável. 

Adiantarei apenas, que tudo aponta no sentido de que necessitamos de suplementos – e não só, como veremos infra – se queremos ter uma velhice tranquila a todos os níveis e se queremos prolongar a nossa vida com qualidade. 

Aqueles que tiverem vontade ou possibilidade de fazer o protocolo, aplicado ao seu caso pessoal, por um período mais ou menos alargado dar-nos-ão as primeiras respostas a algumas das dúvidas e contradições da ciência. 


Não obstante deixo expressa uma ADVERTÊNCIA:

Ninguém deve iniciar um protocolo, seja ele qual for, sem consultar o seu médico assistente ou terapeuta qualificado. 

Cada organismo tem as suas peculiaridades e os suplementos, vitaminas, tipo de alimentação, jejum, devem ser tomados e realizados desde que não existam contra-indicações e o estado físico do indivíduo o permita. Do mesmo modo, o protocolo para cada indivíduo não será rigorosamente o mesmo e não abarcará todos os suplementos descritos.



***



SUPLEMENTOS



MONONUCLEOTÍDEO DE NICOTINAMIDA (NMN)




Esta substância é uma das mais importantes, senão a mais importante contra o envelhecimento.

Preferimos o NMN ao NR, tal como David Sinclair. Ao que parece o NR – ribosídeo de nicotinamida – não prolonga a vida útil.

É um precursor do NAD+. O NAD+ é uma molécula metabólica essencial a muitas proteínas, de modo a que exerçam adequadamente as suas funções, nomeadamente nos domínios da protecção e reparação do DNA e do epigenoma.

O epigenoma determina a identidade e a função de todas as nossas células tornando-se desajustado durante o envelhecimento, activando genes que deveriam estar inactivos e desactivando outros que deveriam estar activos – v.g. genes que podem provocar o cancro tornam-se activos quando deveriam estar inactivos e os que deveriam proteger do cancro tornam-se inactivos quando deveriam estar activos. 


Tomar de manhã segundo as indicações do laboratório. 


NOTA – Ver também VITAMINA B3 – NIACINA


GLICINA


O aminoácido glicina, que tem uma alta concentração de colagénio – proteína que constrói a nossa pele –, ocupa-se da limpeza das proteínas danificadas e da sua acumulação no organismo, principalmente nas células, o que faz com que não funcionem cabalmente. Tenha-se em consideração que esta acumulação é um dos factores de envelhecimento.

Melhora a saúde mitocondrial estimulando o epigenoma mitocondrial – este regula a activação e desactivação dos genes mitocondriais.


É importante na formação do antioxidante glutaniona, age ao nível da inflamação, melhora substancialmente a função muscular, evita a glicação, melhora a saúde da pele e promove um sono reparador. 

E o mais importante: aumenta a longevidade para além dos muitos efeitos benéficos para a saúde, nomeadamente agindo sobre a mente.


Ao que parece é um aminoácido que pode reverter o envelhecimento.


Se utilizar a Glicina em pó, tomar diariamente as gramas indicadas pelo laboratório – ex. 5 gramas, de preferência à noite e com o estômago vazio.

Em princípio, com a utilização de uma colher para agitar a suspensão consegue obter uma mistura homogénea e sem sedimentação.


RESVERATROL


Encontramos o resveratrol na casca das uvas em quantidades mínimas.

Segundo alguns estudos reduz a possibilidade de surgimento de doenças cardíacas, doenças neurológicas degenerativas e de cancro.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento, de manhã – ex. 120 mg.


Em vez do resveratrol há quem prefira o PTEROSTILBENO, encontrado em quantidades muito pequenas nos mirtilos, por ter melhor absorção, ser mais estável no corpo humano e ser mais eficaz como protector cardíaco, antidiabético e anticancerígeno.

 

Tomar por dia a dose indicada no suplemento, de manhã.


GLUCOSAMINA


Apesar de ser um suplemento usado para melhorar as cartilagens, tendões, ligamentos e ossos, existem evidências de que melhora o metabolismo mitocondrial e de que aumenta a longevidade dos que fazem uso dela.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento – ex. 1000 mg.


QUERCETINA


A quercetina limpa as células que vão envelhecendo, de substâncias nocivas por estas produzidas, que afectam o bom funcionamento de células normais.

Por outro lado é uma substância com efeitos anti-inflamatórios. 


Tomar por dia a dose indicada no suplemento – ex. 600 mg.


Há quem prefira a FISETINA, molécula semelhante à quercetina, por existirem estudos que demonstram o aumento da longevidade em animais.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento – ex. 100 mg.


Pode tomar os dois diariamente.


LÍTIO


Segundo alguns estudos, o lítio induz a autofagia.

É um suplemento que em doses baixas retarda o envelhecimento e melhora a qualidade de vida.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento – ex. 1000 mcg.



***



VITAMINAS



MULTIVITAMÍNICO DE QUALIDADE


COMPLEXO DE VITAMINA B – TAMBÉM DE QUALIDADE 

B1, B2, B3, B5, B6, B7, B8, B9 E B12.


VITAMINA D3


A vitamina D3 é fundamental para o bom funcionamento do organismo estimulando muitos genes e é um poderoso agente contra o envelhecimento e suas consequências, nomeadamente na prevenção da doença de Alzheimer, doenças auto-imunes, cardíacas e diabetes do tipo 2.

A dosagem não deve ser inferior a 4000 UI por dia.

A dosagem recomendada é muito inferior, mas em bom rigor, as necessidades eficazes de vitamina D impõem a toma de mais de 2000 UI por dia.

Independentemente dos valores de referência das análises confirmarem o equilíbrio desta vitamina, para que os níveis sejam eficazes não devem ser inferiores a 70 ng/ml.


A vitamina D deve ser tomada com a vitamina K2.


VITAMINA K2


A vitamina K2 tem as suas acções dirigidas para a saúde óssea, vascular e mitocondrial, melhorando muito a saúde da pele.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento – ex. 100 mcg

 

MAGNÉSIO EM PÓ


MALATO DE MAGNÉSIO

O Magnésio contribui para a síntese normal de proteínas, para o normal funcionamento do sistema nervoso, manutenção dos ossos, dos dentes e dos músculos.


Tomar como indicado pelo laboratório.


Pode optar pelo CITRATO DE MAGNÉSIO.

Tomar por dia a dose indicada no suplemento – 200 mg duas vezes ao dia.


ÓMEGA-3


A falta ou insuficiência de ómega-3 aumenta o risco de problemas neurológicos e psiquiátricos, doenças cardíacas, doença de Alzheimer e até de degeneração macular.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento.


VITAMINA C


A vitamina C tem um amplo campo de acção, sendo mais do que um simples antioxidante, tornando-se numa das essenciais em qualquer protocolo que venha a ser definido.

Tem efeitos epigenéticos, podendo melhorar o epigenoma, beneficiando a metilação ou a função das células-tronco, melhora a função mitocondrial e induz a autofagia.

A sua acção é reforçada pelo ALFA-CETOGLUTARATO.


Tomar 1 grama por dia.


VITAMINA B3 – NIACINA (também conhecida como Ácido Nicotínico)


A Niacina é uma das formas de vitamina B3, que pode substituir o NMN, por poder criar facilmente o NAD+.

A seu favor tem o preço comparativo – 120 cápsulas custam cerca de 15 euros versus cerca de 50 euros por 60 cápsulas de NMN (este um dos preços mais baixos que encontrei no mercado internacional) – e contra a possibilidade de existirem alguns efeitos colaterais, como rubor e aumento dos níveis da glicose.

 

Para evitar o Flush-Free pode optar pelo hexanicotinato de inositol, que é uma forma de niacina prezada pela sua boa absorção sem produzir rubor cutâneo, enquanto outras formas como o ácido nicotínico são caracterizados por apresentar este efeito colateral.


Tomar por dia a dose indicada no suplemento – ex. 500 mg.


***


Deve sempre recorrer à bula do laboratório onde adquirir o(s) medicamento(s) e obter o conselho do seu médico ou terapeuta qualificado.

Os valores indicados são meras referências. 



***



ALIMENTAÇÃO





A alimentação vai depender das necessidades específicas de cada um.

O ideal será aconselhar-se com um nutricionista.


A título de exemplo posso referir vários procedimentos alimentares:


- Comer duas refeições por dia restringindo a quantidade de alimentos ao essencial para as suas necessidades vitais. Há quem coma apenas uma, ingerindo ao longo dia pequenas porções de fruta, vegetais, frutos secos ou outros;

- Não comer carne vermelha ou apenas uma porção uma ou duas vezes por semana, evitando especialmente a processada;

- Comer bastantes vegetais frescos. Está demonstrado que as pessoas que optam por uma dieta maioritariamente à base de vegetais são mais saudáveis e vivem mais tempo;

- Não beber álcool ou apenas vinho tinto em quantidades moderadas e não beba leite;

- Beber 3 cafés diários;

- Beber 1,5 litros de água por dia – esporadicamente ou nos períodos de jejum, dissolva na garrafa de água uma colher de café de sal marinho integral, ou seja sal que não foi refinado, podendo usar, se preferir, sal dos Himalaias; 

- Beber de 3 a 5 chávenas de chá verde por dia;

Quando se toma NMN é imperativo que se tome chá verde;

- Comer 3 maçãs diariamente;

- Comer 3 ovos cozidos ou mexidos – usando neste caso óleo de coco ao invés do azeite, da manteiga ou margarina.



***



JEJUM


O jejum constitui-se como um método excelente para prevenir inúmeras doenças e aumentar a longevidade com uma substancial melhoria na qualidade de vida. 

Não faça jejum sem acompanhamento médico ou de terapeuta especializado apesar dos seus benefícios serem muitos.


Há quem comece por jejuar 12 horas sem qualquer dificuldade: não comer das 20 horas de um dia até às 8 do dia seguinte.

Aumentando gradualmente o período de jejum, não comem entre as 20 horas de um dia e o meio-dia do dia seguinte – quer neste quer no primeiro exemplo pode fazer-se um jejum em dias alternados, 1 ou 2 dias por semana, em conformidade com o estado físico e as orientações do médico ou terapeuta assistente. 

 

Para o jejum ser mais eficaz, jejua-se 3 dias na primeira semana do mês e 1 dia por semana (24 horas) nas 3 semanas seguintes.


O jejum de 3 dias é o mais eficiente: entramos numa situação de cetose ajustada, a autofagia aumenta substancialmente, as células-tronco e o sistema imunitário são reiniciados.


Há quem aconselhe para cada dia de jejum – jejuns de 24 a 72 horas – a ingestão de alguns gramas de potássio, 500 mg de magnésio, 1000 mg de cálcio e 2000 mg de sódio, electrólitos divididos em duas doses tomadas de manhã e à noite. 


No entanto, no período de jejum pode optar por beber água, chás de ervas, como camomila e cidreira, café preto num máximo de 5 chávenas diárias, tudo sem quaisquer aditivos.


Nos jejuns mais prolongados e que causam alguns distúrbios físicos ou mentais, prepare um litro e meio de água com uma colher de chá de sal marinho integral, ou seja sal que não foi refinado; pode utilizar, se preferir, sal dos Himalaias. 


***



ACTIVIDADE FÍSICA E MENTAL – MEDITAÇÃO


TAI CHI CHUAN


Deve exercitar-se em função das suas capacidades e do aconselhamento de profissional competente.


Dedique-se à leitura, à escrita, pintura, música ou a qualquer outra actividade que exercite a sua mente.


Aprenda e pratique técnicas de relaxamento e de meditação.


***


SUPLEMENTOS QUE NÃO RETARDAM O ENVELHECIMENTO


Tenha em consideração que existem no mercado alguns suplementos que não retardam o envelhecimento, não obstante alguns o afirmem categoricamente. Entre eles podemos destacar o ácido alfa-lipóico, na sua quase totalidade os antioxidantes, o betacaroteno, a coenzima Q10, o hormônio de crescimento, a nicotinamida (NAM), outra forma diferente de vitamina B3 para além da NIACINA, que apenas pode melhorar a vida útil, o NR ou ribosídeo de nicotinamida e a testosterona.


***


Um exemplo – atente-se que se trata de um mero exemplo – de PROTOCOLO relativamente acessível financeiramente:


- Glicina;

- Glucosamina;

- Niacina;

- Quercetina;

- Multivitamínico e minerais com dosagens mais elevadas do que o recomendado, já que na sua maioria as doses diárias oficialmente recomendadas são muito baixas e não produzem o efeito desejado.

- Complexo B – (B1, B2, B3, B4, B5, B6, B7, B9 e B12) – tenha também em consideração a necessidade das dosagens serem mais elevadas do que o oficialmente recomendado.

- Vitamina D3;

- Vitamina K2;

- Magnésio – na forma de malato;

- Ómega 3;

- Vitamina C.


Podem ainda ser adicionados dois suplementos, caso se considere necessário e forem indicados pelo terapeuta assistente:


- MACA

A Maca é conhecida por auxiliar o desempenho físico, mental e sexual e por manter o sistema reprodutor masculino saudável.

Nas mulheres, na pós-menopausa, age ao nível ósseo.


- ASHWAGANDHA

É um suplemento com propriedades adaptogénicas, que tem qualidades múltiplas. 

Age ao nível mental, inclusivamente dos idosos, diminuindo o stress e controlando as suas sequelas, na angústia, na ansiedade, sono, apoiando o relaxamento e o bem-estar mental.

Age também ao nível físico melhorando o nível energético e a vitalidade, para além de ser um apoio para a função sexual masculina.


***


O médico ou terapeuta que elabore o protocolo determinará os períodos de medicação e pausa e as necessárias alterações na suplementação.



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José Maria Alves


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quinta-feira, 26 de maio de 2022

CORONAVÍRUS – NOVAS PANDEMIAS – AQUECIMENTO GLOBAL E SEXTA EXTINÇÃO EM MASSA – UM HOSPÍCIO A CÉU ABERTO





Vivemos num mundo de mentira, ódio e loucura, com a comunicação social manipulada por governantes idiotas e imaturos e por organizações decrépitas.

Comunicação social que inunda as mentes de um povo incapaz de distinguir factos de argumentos, de analisar com espírito crítico o que lhe “vendem” repetitivamente até à exaustão, enlouquecendo-o, ora com notícias da pandemia ora com a guerra. 

O planeta é hoje um HOSPÍCIO A CÉU ABERTO.

Podemos estar à beira de uma terceira guerra mundial - conflito armado convencional, que se pode transformar num conflito nuclear, quer pelo desespero quer pelo erro de um qualquer dos contendores.

Uma guerra nuclear que ninguém deseja. Matematicamente podemos afirmar que um conflito com tão desastrosas consequências equivalerá à expressão: 1 + 1 = 0.

Se todas as guerras não têm verdadeiramente nem vencedores nem vencidos, uma guerra nuclear só terá vencidos: o planeta, a humanidade e todas as outras espécies que o habitam.


Se uma guerra nuclear é algo que ninguém no seu perfeito juízo deseja, o povo continua alheio às alterações climáticas e à temível recessão económica que já prepara os seus primeiros passos na Europa e na América e que irá permanecer vários anos entre nós, provavelmente na forma mais grave de depressão económica, com uma inflação selvagem gerando situações de extrema pobreza com os inevitáveis e múltiplos conflitos globais - guerras, fome, carência de bens essenciais tais como os relativos à energia, inflação generalizada, a costumeira especulação de empresas e indivíduos sem escrúpulos, alterações psiquiátricas de vulto nos habitantes do planeta, aquecimento global, poluição dos oceanos e da atmosfera, etc.

O próximo Inverno poderá ser na Europa uma réplica do Inferno, com a economia dos EUA a colapsar e com os países pobres a ficarem cada vez mais pobres, aumentando substancialmente no mundo o número de desvalidos, à imagem do que ocorreu em 1930.

Mais uma vez esperamos sinceramente que as nossas previsões não se concretizem...

No entanto, o planeta parece estar a ser gerido por meia dúzia de gaiatos e o poviléu desassisado continua alheio a tudo o que não seja o seu próprio "umbigo", ou seja, até que não consiga sobreviver com o seu parco rendimento.

Sendeiros!


***


ADITAMENTO – 1 DE AGOSTO de 2022 


ESTAREMOS NO LIMIAR DE UMA TERCEIRA GUERRA MUNDIAL?


O mundo está em guerra.

Esteve sempre em guerra.

Como já escrevemos noutro texto, “Desde que os primeiros homens 'desceram' das árvores há algo em que têm sido muito eficazes: matarem-se uns aos outros.”

Ver –

https://homeoesp.org/livros-online

BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO O QUE ME INTERESSA


Espero sinceramente que se existir um conflito nuclear se restrinja à utilização das armas nucleares tácticas ou quando muito se consubstancie num ataque estratégico; nunca a uma guerra total que levaria à destruição precoce da humanidade. 


Veja-se com interesse:

https://cnnportugal.iol.pt/videos/agostinho-costa-sobre-ucrania-estamos-no-limiar-de-uma-terceira-guerra-mundial/6337fba60cf2ea367d50d00c


***


Por outro lado, a pandemia de Covid-19 ainda não tem fim à vista e já se vislumbram novos surtos de doenças. 



 

O AQUECIMENTO GLOBAL está intimamente ligado ao aparecimento de novas pandemias e epidemias.

Estamos a verificar um crescendo de doenças e da mortalidade das espécies, incluindo a humana: Pandemias, epidemias, novos vírus, novas bactérias, bactérias resistentes, microrganismos “adormecidos” que retornam como consequência do DEGELO e do desaparecimento do PERMAFROST;

A forma como vivemos e consumimos determinados alimentos, a destruição do planeta, nomeadamente por efeito da actividade industrial, faz com que apareçam mais vírus e bactérias e pela sua replicação, mutantes que escapam à imunidade natural, aos tratamentos com antibióticos, e às vacinas, e que podem gerar epidemias ou pandemias catastróficas.

O Aquecimento Global influenciará de modo abrupto a SEXTA EXTINÇÃO EM MASSA NO PLANETA e o consequente FIM DA HUMANIDADE em décadas.



Se o planeta Terra tivesse consciência e poder, já há muito teria exterminado uma espécie mesquinha, presunçosa, gananciosa, avara e destrutiva: a do Homo sapiens, que de sapiens nada tem.

 

***


De momento o tema é a guerra.


Esquecemos a Pandemia.


Mas no dia 23 do corrente, PORTUGAL voltava a ser referenciado pela negativa:

- O PRIMEIRO país da União Europeia com mais novos casos de SARS-COV-2 por milhão de habitantes (com referência aos sete dias anteriores);

- O SEGUNDO país do mundo com mais novos casos;

- O PRIMEIRO país da União Europeia com maior média de MORTES;

- O SEGUNDO país a nível mundial com maior média de MORTES.


Será de estranhar?

É evidente que com um SNS (Serviço Nacional de Saúde) falido e vergonhosamente inoperante, não há nada para estranhar.


Tenha-se em consideração que alguns dos países que tiveram uma postura exemplar no combate à doença, - à excepção da China que mantém uma política eficaz de combate à pandemia -, acabaram por “relaxar” as medidas implementadas, estando hoje a encabeçar as listas negras. 

É o preço que pagamos quando a ânsia de vitória excede as nossas capacidades defensivas. 

Os "afrouxamentos" irreflectidos podem causar danos irreparáveis. Um mundo desprevenido com uma população descuidada e com uma resposta tardia de autoridades de saúde ineptas, pode ser confrontado com uma nova estirpe cuja letalidade seja superior ao que possamos imaginar, de tão habituados estarmos a uma variante pouco agressiva. 


***


E foram tantos os políticos (PR, PM, MS) e seus subordinados (DGS), médicos, comentadores, especialistas de ocasião, um verdadeiro CLUBE DE ASNOS, que confundiram um povo acrítico e enlouquecido.

Agora voltam a recomendar o uso das máscaras, quando deveriam ter sido parcimoniosos na redução das medidas de protecção. Enfim…



Usem, mas assim não…


Escrevi o primeiro artigo quando a pandemia se circunscrevia praticamente à China, em Janeiro de 2020 – veja-se a listagem dos artigos anteriores em Homeopatia e Covid-19 - Prevenção e Tratamento. 


Começámos mal.




Pedimos desculpa de editarmos dois vídeos “sarcásticos” – o da directora geral da saúde e a do então vice-almirante, responsável pela vacinação –, mas não conseguimos encontrar os originais. Não precisamos de explicar porquê…


Se começámos mal tudo parecia ter terminado bem. O homem ultrapassou em muito o Peter’s plateau.

Tal foi o desejo de vitória, que acabou por fazer uma triste figura.





***


Para que possamos ter acesso a uma pequena síntese dos continuados disparates dos decisores e comentadores, vejam-se os artigos anteriores editados neste blogue – primeiro os mais recentes.




Continuamos a insistir para que a população em geral REFORÇE O SEU SISTEMA IMUNOLÓGICO e se assim o entender faça o PROTOCOLO constante do artigo –

HOMEOPATIA E COVID-19 - PREVENÇÃO E TRATAMENTO



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José Maria Alves


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sábado, 21 de maio de 2022

SEXTA EXTINÇÃO EM MASSA - EXTINÇÃO EM MASSA DO ANTROPOCENO - O FIM DO HOMEM


O FIM DA HUMANIDADE

EXTINÇÃO EM MASSA DO ANTROPOCENO

SEXTA EXTINÇÃO EM MASSA






Em finais do século XVII, já se alertava para o risco das mudanças climáticas induzidas pelo homem.

Falava-se então, da Teoria da Seca ou dessecamento, que relacionava o desaparecimento do tecido vegetal com a diminuição da pluviosidade e das reservas de água no solo. A destruição exaustiva das florestas seria o factor determinante das secas e consequente desertificação.

Esta teoria foi estudada com maior rigor, em princípios do século XVIII, em Cambridge por John Wood e Stephen Hales. 


Em 1827, em França, foi determinado o Efeito Estufa – a existência de gases na atmosfera que aprisionam o calor do planeta em vez de o deixar escapar para o espaço. 


George Perkins Marsh, nascido em 1801 e falecido em 1882, é considerado o primeiro de todos os ambientalistas da América, que reconheceu abertamente o impacto negativo das actividades humanas sobre o planeta. 

No ano de 1847 discursou na Sociedade Agrícola do Condado de Rutland, Vermont, onde anotou que muitas das alterações climáticas se ficavam a dever à desarborização e à drenagem de pântanos. 

Disse nesse seu discurso: “O homem não pode, arbitrariamente, comandar a chuva e o Sol, o vento, a geada e a neve, mas é certo que o próprio clima, em muitos casos, foi gradualmente alterado e melhorado ou deteriorado pela acção humana. As florestas afectam a evaporação da terra e como consequência a quantidade média de humidade do ar. As mesmas causas alteram a condição eléctrica da atmosfera e o poder da superfície de reflectir, absorver e irradiar os raios do Sol, influenciando consequentemente a distribuição da luz e do calor, a força e a direcção dos ventos. Também dentro de estreitos limites, os incêndios domésticos e as estruturas artificiais criam e difundem o aumento do calor, a ponto de afectar a vegetação. A temperatura média de Londres é um grau ou dois mais alta do que a do país à sua volta, e Pallas acreditava que o clima de um país tão pouco povoado como a Rússia foi sensivelmente modificado por causas semelhantes.”


Em 1878 foi fundada a Organização Meteorológica Internacional. E no ano de 1947, foi criada, pela convenção de Washington, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), como entidade sucessora da Organização Meteorológica Internacional.


Em 1890, Olof Arrhenius demonstrou que a queima de combustíveis fósseis levaria ao aquecimento do planeta. O efeito estufa foi relacionado com o CO2 procedente da combustão do petróleo e do carvão mineral - cuja aplicação teve o seu auge na indústria com a Revolução Industrial.

 

A partir do ano de 1968, as questões atinentes ao meio ambiente focaram-se na preparação da Conferência de Estocolmo, especialmente consagrada a esse tema.

Em 1971, na Cidade do México, o investigador Miguel Ozório demonstrou grande preocupação com os efeitos do aumento da temperatura na Terra.

A Conferência de Estocolmo foi realizada no ano de 1972, tendo sido criadas instituições especializadas, como a Secretaria do Meio Ambiente, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e um Fundo das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Entre 1975 e 1986 as diversas organizações dedicaram-se ao estudo das medidas possíveis para evitar os riscos referentes ao Aquecimento Global e à Camada de Ozono.


O climatologista James Hansen lançou o alerta na década de 80.

 

Depois de 1986 foi criado um grupo de trabalho incumbido de preparar as negociações de um tratado mundial, a fim de enfrentar o problema do aquecimento global, assim como de realizar as reuniões mundiais sobre o clima.

Em 1988 realizou-se em Toronto a Primeira Conferência Climatológica Mundial.

Aí, considerou-se na generalidade, que a emissão de gases criadores do efeito de estufa deveria ser controlada.

Em 1990, na cidade de Genebra, ocorreu a Segunda Conferência Climatológica Mundial, que não foi propriamente um êxito, já que o acordo continha cláusulas reservadas à protecção dos interesses de países que se recusassem a aceitar restrições à sua política na matéria, globalmente considerada, países como a Rússia, os Estados Unidos e os produtores de petróleo do Médio Oriente.

Os interesses económicos de alguns dos países mais industrializados relegaram – como ainda relegam, mesmo que dissimuladamente – para segundo plano a preservação dos recursos naturais e o equilíbrio climático. 


Hoje, mais do que ontem, são muitos os movimentos que buscam uma alteração na mentalidade dos senhores deste mundo. 

Movimentos estribados nas melhores das intenções, encabeçados por investigadores mundialmente famosos e escorados na melhor ciência, mas sem grandes resultados práticos, estando alguns deles imbuídos de uma dose considerável de ingenuidade.


A Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento –  conferência de Chefes de Estado  – também conhecida por ECO-92, foi realizada no Rio de Janeiro, em Junho do ano de 1992, tendo como objectivo debater e solucionar os problemas ambientais e sociais causados pela destruição do planeta.


Durante um curto discurso proferido na dita conferência, o então líder cubano, Fidel Castro, alertou sobre o caos ambiental que anunciava a destruição do planeta.

De nada valeu, mas vale a pena ouvir o que todos ouvimos nessa altura, unanimemente aplaudido e logo esquecido.

Três décadas depois, as suas palavras são completamente actuais:





No ano de 2005 calculava-se que 1/3 de todos os corais de recifes, um terço de todos os moluscos de água doce, 1/3 dos tubarões e raias, 1/4 de todos os mamíferos, 1/5 de todos os répteis e 1/6 de todas as aves estavam a caminho do extermínio.


O dito James Hansen, num artigo publicado em 2017, referiu que a temperatura média global da altura era a mais elevada alguma vez sentida pela nossa espécie. 

O mesmo cientista que já tinha advertido no ano de 2006, que teríamos menos do que uma década para evitar passar o ponto sem retorno. 


Pelo menos desde 2007, que Guy McPherson vem alertando para o fenómeno das alterações climáticas e suas consequências, fundamentalmente por via da queima de combustíveis fósseis.

Em 2008, num artigo publicado na National Academy of Sciences, Are We in the Midst of Sixth Mass Extinction? A View from the World of Amphibians, David Wake e Vance Vredenburg levantavam a questão da Sexta Extinção em Massa. 

Os anfíbios – rãs, sapos, tritões, salamandras – que estão no planeta desde o tempo dos dinossauros estavam já a desaparecer, sendo eles que correm o maior risco de uma grande extinção. Uma taxa de 45.000 vezes superior à taxa de extinção de fundo. 


Uma maioria de especialistas mundiais, na sequência dos interesses de governos e outras organizações, continuam a defender acerrimamente a meta de 2º C proposta em 1977 pelo economista William Nordhaus.

Hoje temos mais conhecimentos do que os de Nordhaus em 1977, sem prescindir do facto de se tratar de um economista.


***


Não vamos ser exaustivos. Nas últimas décadas multiplicaram-se as Conferências, os Acordos, os Relatórios. E para quê? 

O metano é o segundo gás que mais contribui para o aquecimento global, a seguir ao CO2.

Em vez de o vermos reduzir vemo-lo a aumentar. 

Os níveis de metano na atmosfera aumentaram em todo o mundo no ano de 2021, 17 ppb – partículas por milhar de milhão –, superando os 15 ppb de 2020. Estamos perante os maiores aumentos anuais desde que começaram as medições – o que aconteceu em 1983. 

E como se não bastasse os níveis de dióxido de carbono continuam a aumentar significativamente pelo décimo ano consecutivo.

Para que é que servem os compromissos de redução de emissões de gases com efeito de estufa?


A Terra já está acima dos 2º C relacionados com o limiar do início da Revolução Industrial (1750) – como refere Sam Carana, se incluirmos ajustes adicionais ao aumento superior a 1º, o aumento da temperatura da época pré-industrial (anterior a 1750) até Março de 2022, pode atingir os 2,35º C, estando apenas a 0,65% dos 3º C, o que pode levar muitas espécies, entre as quais a dos humanos, à extinção.


O aquecimento global leva à crise já existente dos refugiados ambientais, com tendência a um crescimento insustentável.

Este aquecimento, com ondas de calor e secas globais, só pode ser explicado com recurso à acção perniciosa do homem.

E o ponto sem retorno já terá ocorrido há várias décadas. Algo que se tornou claro com o Escurecimento Global e suas consequências.


O aumento de 1,5º C é muito provavelmente o máximo que a Terra pode aceitar sem que proteste. A partir daí, enfrentaremos, melhor, já estamos a enfrentar, como resposta, o aumento de inúmeras calamidades, tais como secas, inundações, sismos, pobreza, fome e doenças. 

Tudo antes da extinção da humanidade que se avizinha não em milhões de anos, mas em décadas.


A Extinção Abrupta tem um caminho a percorrer, ainda que temporalmente muito escasso, quando confrontado com as outras extinções em massa ocorridas no planeta.

Esse “caminho” será uma grande fonte de sofrimento físico e psicológico para a quase totalidade das espécies incluindo a nossa. As consequências da crise climática são multissectoriais, cada vez mais frequentes, intensas e graves, verdadeiramente catastróficas.

Alguns exemplos:

- Temperaturas muito elevadas em determinadas zonas do planeta, tão elevadas que podem fazer sucumbir as espécies dessas mesmas zonas e fazendo com que aumentem exponencialmente as migrações ambientais;

- Ciclones tropicais, furacões, chuvas torrenciais, alternando com períodos em que a pluviosidade é praticamente nula, dando origem a secas prolongadas e a inúmeros incêndios florestais, inclusivamente na Sibéria, Alasca e Canadá;

- Actividade sísmica; 

- Aquecimento e acidificação dos oceanos, exterminando um grande número das espécies marinhas;

- Degelo e consequente subida do nível do mar; no Árctico o gelo do mar cobre apenas cerca de metade da área que cobria há 30 anos e daqui a cerca de 20 terá desaparecido completamente – daí o ano de 2040 ter um significado especial nos nossos cálculos. 

Degelo e aumento da temperatura na Antárctida.

- Inundações que vão atingir comunidades costeiras ou que vivem em regiões de baixa altitude;

- Um crescendo de doenças e da mortalidade, humana – pandemias, epidemias, novos vírus, novas bactérias, bactérias resistentes, microorganismos “adormecidos” que retornam como consequência do degelo e do desaparecimento do permafrost;

A forma como vivemos e consumimos determinados alimentos, a destruição do planeta, nomeadamente pelo aquecimento global, faz com que apareçam mais vírus e bactérias e pela sua replicação, mutantes que escapam à imunidade natural, aos tratamentos com antibióticos, e às vacinas, que podem eventualmente gerar epidemias ou pandemias catastróficas.

- A destruição de ecossistemas de outras espécies – terrestres, de água doce e oceânicas - originando extinções em massa irreversíveis;

- Impactos hostis nos regimes humanos, incluindo no acesso à água e na produção de alimentos, na saúde e na qualidade global de vida das populações; 

- Aumento exponencial das migrações originadas por motivos económicos e climáticos;

- Grandes dificuldades de adaptação na agricultura, na silvicultura, na pesca, energia e turismo – que são os sectores económicos mais expostos à crise climática;

- Um exponencial agravamento das crises humanitárias – fome, pobreza, carência dos mais elementares cuidados de saúde, etc.;

- Aumento de conflitos locais e internacionais, conduzindo em muitos casos a guerras, que afinal são uma constante na História do Mundo. Guerras altamente destrutivas face aos armamentos disponíveis: nuclear, químico e biológico.


A uma imensa e terrível sucessão de acontecimentos, calamidades provocadas pelo homem, ocorrerá a anunciada Extinção em Massa do Antropoceno – termo da autoria de Paul Crutzen, químico holandês que foi distinguido com o Prémio Nobel, com início não definido. Alguns identificam o seu começo com a fase final da última Idade do Gelo ocorrida há 11.700 anos, outros com o início da Revolução Industrial (1750) e ainda com o aumento demográfico vivenciado na década de 60 do século passado.


A Extinção em Massa do Antropoceno não é nada que não faça parte da história da Terra, com a diferença de ter sido provocada pelo homem, agente causador e vítima dos seus próprios actos. A “Erva Daninha”, que teve para infortúnio do planeta e das outras espécies, a habilidade nociva de transformar o ambiente ecológico, “suicidando-se” e arrastando consigo outros seres, alheios à ganância e estultícia de um superpredador.


O paleontólogo David Archibald, especializado em dinossauros, disse numa entrevista:

“O grande ensinamento dos dinossauros foi que a extinção é a regra; não a excepção. O que é normal na evolução é que as espécies se extingam.” 

99% das espécies que povoaram o planeta extinguiram-se mais tarde ou mais cedo. Nós e tudo o que vive hoje na Terra dependemos do restante 1%. 

Mas até ao momento todas as extinções em massa (no mínimo cinco) e extinções menores tiveram por causa acidentes naturais. 

Agora, pelas nossas próprias mãos, assistiremos à nossa morte anunciada. É tudo uma questão de tempo; nem milhões, nem milhares de anos, mas décadas.


O homem teimou – e teima – em destruir o seu habitat. Somos a causa da extinção e uma das suas vítimas. 


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A nossa actividade no planeta, principalmente depois do início da Revolução Industrial (1750) traçou o nosso destino:


- Com uma actividade industrial em crescendo, de modo a acompanhar a sua ambição descomedida, o homem poluiu o ar, os oceanos e o solo; emissão de gases com efeito de estufa, poluição dos mares e envenenamento dos solos.


- O estudo do papel e da importância dos hidratos de metano no Árctico e na Sibéria Oriental têm vindo a ser examinados por um grande número de cientistas.

A eventual libertação de uma grande quantidade de metano (CH4), de várias Gigatoneladas – 50 Gt seriam catastróficas –, terá como consequência uma perda de habitat a curto prazo para os humanos. Mas não só. A libertação prolongada em níveis mais altos do que seriam de esperar, também põe em risco o nosso habitat.

Até ao ano de 2007 o metano teve um aumento muito pouco significativo na atmosfera, próximo do zero. A partir de 2007 começou a aumentar e a partir de 2014 teve um aumento de praticamente o dobro da taxa observada em 2007, aumentando significativamente a cada ano que passa e batendo novos recordes. 


- O espaço aéreo está repleto de aviões em trânsito. Mas o seu rasto, apesar de durar apenas algumas horas, devido ao número de aeronaves em circulação, provoca nessas horas, um aquecimento maior do que todo o dióxido de carbono emitido desde que a aviação teve o seu início, para além dos efeitos nefastos que provocam na circulação atmosférica, podendo ser um dos factores de extinção da vida na Terra.


- A perda de aerossóis na atmosfera tal como o degelo abrupto do Árctico podem conduzir ao aumento descontrolado das ondas de calor.

Um estudo revelou que o degelo no Árctico está relacionado com a emissão de aerossóis sólidos para a atmosfera, que modificam a formação das nuvens e o clima globalmente.


- Um Árctico sem gelo terá o efeito equivalente a 25 anos de emissões de dióxido de carbono.


- A Antárctida está a perder seis vezes mais gelo do que há 40 anos atrás. O seu gelo liquidificou em Dezembro de 2019, na taxa mais alta já observada, e vivenciou uma inusitada onda de calor em Janeiro de 2020.


- Muito provavelmente, os ecossistemas oceânicos irão colapsar ainda durante esta década.


- A acidificação dos oceanos está a acontecer a um ritmo demasiadamente perigoso. O aumento de CO2 na atmosfera conduz à acidificação dos oceanos, acidez que é a irmã perversa do aquecimento global e que leva, entre outros, à diminuição do plâncton. Diminuindo o plâncton diminuem as espécies marinhas e o nível de oxigénio na atmosfera.  


- Se as instalações de energia nuclear do mundo ficarem descontroladas é quase inevitável que poderemos enfrentar uma extinção abrupta.


- Uma provável guerra nuclear – nunca me quis acreditar nesta hipótese, mas neste momento tenho muitas dúvidas sobre tão desastrosa hipótese.


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Os seres humanos são mamíferos vertebrados. Como tal terão o mesmo fim do que os restantes mamíferos vertebrados que não são humanos.

Se ocorrer uma Extinção Abrupta, os humanos não sobreviverão. Havendo uma extinção abrupta toda a vida pode desaparecer, excepcionando-se quando muito os microorganismos resistentes, tais como bactérias e vírus.


Vejam-se as duas entrevistas de Guy McPherson, em especial a segunda, pela sua importância actual:

- Entrevista 1;


- Entrevista 2



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UM VERDADEIRO DILEMA





Só temos um meio para alterar a temperatura média global do planeta: a redução da actividade industrial.

Mas se reduzirmos a actividade industrial teremos de imediato uma redução no Escurecimento Global, na quantidade de aerossóis na atmosfera – o efeito de mascaramento dos aerossóis foi demasiadamente subestimado até há poucos anos atrás –, o que fará com que a temperatura aumente muito rapidamente. Uma redução de apenas 20% na actividade industrial pode levar a um aumento de 1° C na temperatura média global numa questão de dias ou de uma semana.


Se diminuirmos a actividade industrial diminuímos ou podemos perder grande parte do efeito de mascaramento dos aerossóis, o que significa a perda do habitat para os humanos e o fim da humanidade.

Para podermos estimar a energia que o sistema climático acumula num determinado período, teremos de considerar dois factores: Por um lado o aquecimento proveniente da emissão de gases de efeito estufa, por outro a radiação que é absorvida e reenviada para o espaço por via da maior ou menor concentração de aerossóis. 

- O dióxido de carbono (CO2) permanece na atmosfera por vários séculos após a sua emissão.

- O óxido nitroso (N2O) aproximadamente um século. 

- O metano (CH4) algumas décadas.

- Os aerossóis só permanecem na atmosfera por poucos dias ou semanas.


Se reduzirmos a emissão de aerossóis teremos como consequência, num curto espaço de tempo – dias ou semanas – a aniquilação da sua influência no clima. 




Os aerossóis são partículas sólidas ou líquidas suspensas num meio gasoso – em regra o ar, pelo que existem na atmosfera – e que têm consequências directas e indirectas no clima – esqueçamos por ora o seu efeito na saúde dos seres vivos que habitam o planeta.

Existem aerossóis naturais, como os que são produzidos pelas florestas, nomeadamente a Amazónia – o isopreno que é um composto precursor do ozono –, os que procedem dos oceanos, como os aerossóis de sal marinho, os do solo, na forma de pó, e existem os aerossóis de poluição gerados pela actividade humana.

Os aerossóis, em geral, reflectem a luz emitida pelo Sol para o espaço, arrefecendo o planeta. 

Outras partículas, como a fuligem, podem absorver a radiação solar. 


Quando os aerossóis são expelidos para a atmosfera podem passar algum tempo em suspensão antes de voltarem a cair na superfície terrestre ou serem arrastados por correntes de ar para outros locais, dando origem a alterações climáticas não só regionais, mas também globais.


A queima de combustíveis fósseis, principal fonte de emissões humanas de CO2, também consiste numa significativa fonte de emissão de aerossóis. Assim, a quantidade de energia acumulada pelo sistema climático, e consequentemente a taxa de aquecimento global, dependerá em curto prazo tanto das emissões de gases de efeito estufa quanto das emissões de aerossóis.

O tema foi explorado por um estudo de cientistas de universidades dos Estados Unidos, que calculou como as distintas regiões do mundo contribuíram para o acúmulo de energia pelo sistema climático. Tomaram em consideração os efeitos da quantidade acumulada de emissões de gases de efeito estufa e das emissões de aerossóis ao longo do período entre 1900 e 2017.




Os gráficos apresentam a evolução da quantidade de energia acumulada pelo sistema climático terrestre entre 1900 e 2017. 

No gráfico superior, que respeita ao mundo (World), a média global é identificada pela linha negra contínua, a média global sem o efeito dos aerossóis pela linha pontilhada compacta (Without aerosol) e a média global sem a contribuição das alterações na Terra pela linha pontilhada espaçada (Without Land Use Carbon).

 

Nos gráficos seguintes são analisadas diferentes regiões. 

Os resultados indicaram que três regiões mostraram um padrão de desenvolvimento histórico comum. Nelas, as emissões de gases de efeito estufa associadas ao processo de industrialização foram compensadas pelas emissões de aerossóis de sulfato.

Constata-se que em três das regiões analisadas, o arrefecimento causado pelo aumento dos aerossóis anulou temporariamente o aquecimento provocado pelo aumento exponencial dos gases de efeito estufa.


À medida que os governos passaram a regular e combater a poluição atmosférica, entre outros motivos, os níveis de aerossol caíram significativamente. Sem contar mais com os efeitos de resfriamento dos aerossóis, o sistema climático passou a acumular mais energia em resposta às emissões acumuladas de gases de efeito estufa.


Podemos deduzir que os aerossóis contribuem para mascarar o aquecimento global.


Quando na Europa e nos Estados Unidos da América se implementaram medidas contra a poluição acabou por se verificar uma aceleração da taxa de aquecimento global. 

O futuro da Terra já estava comprometido quando da realização do estudo. Mesmo que nessa altura (2017) as emissões de gases fossem completamente eliminadas, o aquecimento médio global não pararia de aumentar.


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Não temos capacidade para inverter a situação:


- Diminuir a actividade industrial, como já vimos, pode agravar o aquecimento do planeta em vez de o arrefecer;

- As chamadas energias renováveis ou energias limpas – que não são completamente limpas – não conseguirão resolver o problema atempadamente.

- A florestação em massa também o não consegue fazer, como já deixámos anotado num outro artigo.

- A geoengenharia não tem soluções válidas, eficazes e práticas.


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O ponto sem retorno é actualmente inquestionável.


A Humanidade tem o seu fim à vista. 

Serão décadas de grande sofrimento. Doenças, fome, inusitadas catástrofes naturais, violência de todo o género, guerras. Um sem fim de padecimentos físicos e psicológicos. 


Vivam o “agora” e saibam conviver com o sofrimento e com a morte, educando os vossos filhos e netos para a triste realidade de que todos somos culpados.


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UMA GUERRA NUCLEAR?

A DESTRUIÇÃO ANTECIPADA DO HOMEM E DO SEU HABITAT?






CÃES QUE LADRAM NÃO MORDEM

MANDAM MORDER E MORRER



Já não vos basta, insensatos, o anunciado Fim da Humanidade, em poucas décadas, como consequência das ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS, para andardes a “provocar” uma Extinção e um atroz sofrimento a curto prazo?


Alguns governos, televisões e jornais, inundados de imbecis, estão apenas a alimentar um eventual conflito à escala mundial.


Há quem ande pelos parlamentos mundiais a “pedir” uma terceira guerra mundial, secundado por um conjunto de idiotas que deviam estar mais preocupados com uma verdadeira dialéctica de Paz.

 

Goste-se ou não do Lula da Silva – não olhes para quem fala, mas ouve o que diz –, parece ter sido o único com coragem para dizer o óbvio:

“Zelensky quis a guerra. Se ele a não quisesse, teria negociado um pouco mais. É assim. Eu fiz uma crítica ao Putin quando estava na Cidade do México, dizendo que foi errado invadir. Mas eu penso que ninguém está a contribuir para a paz. As pessoas estão a  estimular o ódio contra o Putin. Isso não vai resolver! É preciso estimular um acordo. Mas há um estímulo ao confronto! 

(...)

Eu não conheço o presidente da Ucrânia. Agora, o comportamento dele é um comportamento um pouco esquisito, porque parece que ele faz parte de um espectáculo. 

(...)

Às vezes fico vendo o presidente da Ucrânia na televisão como se estivesse festejando, sendo aplaudido em pé por todos os parlamentos, sabe? Esse cara é tão responsável quanto o Putin."

- E fica sendo aplaudido quando está manifestamente a pedir a esses Estados uma intervenção que desencadearia fatalmente uma Guerra Nuclear. E não há quem tenha a coragem de lho dizer frontalmente e de o colocar no seu devido lugar...  - 


Muito mais poderia ser dito. Mas vivemos numa nova censura mundial, o que é muito mais grave do que as meras censuras impostas por regimes fascistas de outrora, como ocorreu em Portugal no tempo do Estado Novo, na Itália de Mussolini e na Espanha Franquista.

Eu já dei para esse peditório. 

Recuso-me a fazê-lo a favor dos Senhores da Terra, seja Putin, seja Biden, seja quem for - as grandes potências sempre cometeram as maiores atrocidades. Estão bem umas para as outras.


As duas novas armas testadas pela Rússia alteram por completo o panorama entre o Ocidente e Moscovo.

 

Um especialista em actividades militares lembra que ambas as tecnologias são indetectáveis e que uma é um míssil intercontinental capaz de atingir os EUA – sem ser detectado -, destruir a França, e com várias ogivas nucleares 50 vezes mais potentes do que a bomba lançada no Japão durante a Segunda Grande Guerra.

O Major-General lembra que o planeta tem estado dominado por “jogos florais” entre o Ocidente e a Rússia até ao dia em que “acordamos com uma nova Hiroshima, desta vez na Europa”.

“À noite vamos para o conforto das nossas camas, até ao dia em que despertamos com uma ogiva nuclear a rebentar na Europa”, disse o major-general –  alguém que se impõe pela sua própria palavra e reconhecida competência militar; um dos especialistas remetidos para horários pouco "nobres" e se possível, aos poucos afastados para que a informação não seja a real  – em tom de aviso.


E não terá a Rússia armamento de tecnologia desconhecida?

Cuidem-se os incautos.


Este é também O MEU ÚLTIMO AVISO. 



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José Maria Alves


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