Todos nós temos um demónio
Tal pedra de fogo na algibeira do casaco roto a esquadrinhar o fundo do lago
Gravura bizarra
Impressa no sonho de fim de tarde
Onde penetra um amigo acocorado no canto da sala vazia
Sem que tenha sido convidado para o fuzilamento
Uma águia na parede negra de lumes remotos poupada ao inferno das almas humanamente imbecis pressagia a chegada de moscas ferozes tristemente despeitadas no reino animal
Na fome do amor infinito iludiu-se o espírito no espaço ocupado pelo bosque da ravina de Satanás

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