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OS TRATAMENTOS SUGERIDOS NÃO DISPENSAM A INTERVENÇÃO DE TERAPEUTA OU MÉDICO ASSISTENTE.

ARTE

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

UMA OUTRA VIDA




tétricos e eternos horrores     provações deste mundo nas caves encarvoadas que suspiram lágrimas
farrapo velho a vaguear nos penhascos do descuido
palavras solitárias das montanhas nevadas 
              tão fúteis            tão calmas
                           tão calvas

nada és para além da lembrança

se viver uma outra vida hoje e aqui
terei a carne na carne divina e a alegria na alegria da chuva de uma tarde fria

ó nostalgia que a inspiração ata na fúria da tormenta e os bandos de flores desata na luz lânguida das cores





CHUVA DE ESTRELAS




roça a seda nas franjas da rapariga adornada     recolhida nas nuvens de seus olhos a virgindade
vento e chuva pelejam onde brilha o riso do vil pecado     leões de guarda ao diadema de prata     os campos cobriram-se de carne mortal no regato banhado por veias de cristal
para quê invocar os santos e anjos quando o senhor guiou moisés nas águas?
roupagens de poeira que se encarde de sangue
rostos de fogo no amor fazer ali onde repousam os cem mil corpos     barro e cinzas     ventura que cresce nas ondas que dançam irreverentes ao cantar do galo

os vermes

o fedor das faixas neonatais 

a sórdida propaganda de corvos ancestrais

nasce um sussurro sobre os meus umbrais      ali se sentaram as dores da vida e as misérias do mundo inteiro
legiões de espectros famintos     quem vos irá ouvir
faces trémulas aos beijos atrozes dos traidores

pobres manjares

pensamentos-cascas-de-noz

lenda poética trazida pela brisa do mar

noite sem luzeiros nem leito

chuva de estrelas no meu peito






UMA MÃO-CHEIA DE CRISTÃOS-SUBMARINOS




o carrasqueiro antigo

não há quem queira ser velho
se os trapos o são porque razão não o seremos nós também

vegeta a desídia no tempo     narcotizam-se raízes no espaço

mães que concebem filhos para a insipiência do trabalho e efemeridade da ambição

amanhã é domingo
fato com ténue olor a naftalina
dia de banho na aldeia
a vitalina arejou a igreja
cravos rosas e crisântemos
mimos depositados em jarras
e uma mão-cheia
de cristãos-submarinos





QUARTA NOITE NA CASA DE INVERNO




quarta noite na casa de inverno

nas paredes de granito e pinho o emudecimento     esta paz incompreensível

sacarinos são os pomos da escuridade

espírito que se derrama
beatitude que a si mesma se alumia

mesmo que o destino seja amargo e o sonho pesadelo subo à minha torre onde os sinos têm dobres de alegria

longe de ti não há caminho





COMPREI UM LIVRO DE POEMAS




comprei um livro de poemas     mais um que irei depositar na biblioteca municipal
sou avesso à acumulação de bens materiais     à obstipação emocional e à subserviência

desisto do café às onze horas     piranhas velhas malquistadas
os desaguisados ensombram o paladar

há pouco um momento em que tudo parecia brilhar mais
mesmo assim não paro de me assoar

no telhado dois trabalhadores negros discutem copiosamente a disposição das telhas     pobres trolhas

o p… j… enviou-me mais um texto para corrigir     teologia dogmática pura
o deus dos afectos 

não sou de ninguém     espreito o meu coração     ainda bate
e a flor no caminho     pouco tarda para que murche
tudo emurchece





MENDIGO DO CÉU




esta necessidade de solidão e de olhar para dentro transformou-se numa obsessão

busco uma pátria distante no que de mais perto atinjo
ermo é o lugar onde mais ninguém cabe

templo cingido por fino véu     na noite escura do mundo em hesitação

peregrino do além
mendigo do céu





O QUE ESTÁ PERTO NEM SEMPRE ESTÁ DESCOBERTO




o que está perto nem sempre está descoberto

uma ave marítima cruza o tejo pensando que dá a volta ao mundo

um ancião passeia-se na praceta em círculos

para quê ir mais longe 
quando o mundo nos foge?





O ADVOGADO DE DEUS




leio algumas passagens de leibniz

eis o advogado de deus 

se eu tivesse fé     dele precisaria e só dele
queimaria os livros sagrados as representações de santos os templos

não viveria em mim     viveria nele

não seria eu     seria ele

morreria por não morrer
sem ego para sempre viver





ALMA PASSIVA




um cão malhado coça-se à porta da cafetaria
será pulga ou alergia ao humano?

um carro encarnado em cravo passa com um preto a distribuir ruidosa música

uma gaivota sobrevoa o pontão onde dois jovens se beijam     misterioso é o florescimento da escuma nos corações

o pensamento não está presente
nem a rebentação das ondas acossa a melancólica quietude

a alma está passiva





EU SOU AQUELE QUE SOU




a noite vem     o tempo passa     arrasta-se
o meu olhar demora-se no candelabro de cem velas

esta interioridade basta-me     de nada nem ninguém alimento saudade
como poderei ter saudades quando abarco o mundo no meu sôfrego engenho 

duas doutrinas ancestrais aos pés da cama     desprezo-as

uma estranha vibração percorre os meus tecidos
o aposento aquieta-se     eu sou aquele que sou
pouco mais para além dos seis sentidos





MOMENTO




raios de sol reflectidos na mansidão das águas virulentas

um homem de enormes sobrancelhas coça o nariz

três jovens sorriem à voz esganiçada de uma varina     

algés

no outono esfria o tempo

uma mulher mostra os seios     provocatório decote

as pedras dos molhes parecem gemer em uníssono enquanto a brisa de sueste me roça a face

sozinho na multidão espúria     corpos sem espírito     
vida que é morte     poeiras da incúria      vida só a é a eterna na perpetuidade do momento

olho para dentro de mim     explosão     movimento

santo amaro de oeiras





quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O TEMPO PÁRA




uma locomotiva azul

mangualde

as bagagens comprimem-se na plataforma

um velho de samarra observa curioso o nosso trem reflectido nos seus olhos aguados
saudade de quem já não tem para onde ir
nem forças para partir

são belas as suas rugas     talvez o sejam também as suas memórias
os botins quase desfeitos pelo tempo batem alternados no solo

é assim que os pobres aquecem os pés

um silvo     partida
o tempo pára





EMPOBRECER ALEGREMENTE




o céu acinzenta-se

nuvens altas matizam o tecto do mundo
em terra uma amálgama de árvores e mato

alguns pinheiros curvam-se à moléstia
    
uma povoação     casas amontoadas com cores garridas     algumas por rebocar
apenas a igreja se destaca     haverá alguém a rezar?

choupos solitários num ribeiro sujo
campos lavrados e por lavrar

na casa velha da colina deve estar um lavrador
alfarelos     pouco gente     quem sabe
o lavrador que empobrece alegremente





SENHOR TENHO CONTAS A AJUSTAR CONTIGO




despedaçou-se 
a rijeza serrana
duas lágrimas 
correram na face enlutada


senhor
tenho contas a ajustar contigo 
consintas ou não
venhas ou não
terás de me ouvir


as ruínas da paisagem
arruinaram a criação

sem beleza a viagem
sem fim é a peregrinação

procuro uma nação distante
um paraíso em gestação

uma paz que seja constante
um novo coração para amar

tenho tanto para dar
pouco importa receber

e mesmo que tenha de sofrer
com a alma rasgada de amor

receber-te-ei nessa alegre dor
que a vida dá ao próprio morrer

porque quem desse modo morre
para o eterno júbilo há-de nascer


quer queiras ou não
terás de me ouvir





PEGADAS QUE NÃO DESAPARECEM




à beira-mar estás
corda de lira retesada
corpo prateado de luar
em vela enfunada

longínqua e surda
uma onda desperta
e o forte adormece
nas rochas azuladas
que escurecem

caminho para ti
nas dolorosas pegadas 
que não desaparecem





sábado, 23 de novembro de 2013

CIDADE SUJA




a cidade está suja     o fumo cai na nudez das estátuas
trabalhadores estéreis     homúnculos sem cabeça 
braços de vidro acotovelam-se como ratos cariados nos esgotos putrefactos     sepulcros da vida vagueiam alheados nas ruas pavimentadas a patético suor

há um fogo aceso em cada corpo fedente

as igrejas parcimoniosas estão dissimuladas a sacrossantos ícones
apenas umas máquinas japonesas de fazer imagens distorcidas escorraçam os pombos enfermos e as prostitutas do entardecer 
as frontarias desérticas lembram o cristo antigo nas chagas das pedras amarelecidas de nicotina

sórdida mudez clama por parceria 
ninguém desce ao inferno sozinho 
há sempre um anjo por companhia

as saias curtas os calções rasgados da moda provocatória os olhares impotentes da senilidade poisados nos seios quase descobertos 
finos odores de corpos prostituídos

o coração das fachadas descompassado
as almas dos templos ausentes     pedras que carpem a grosseria dos tempos

no rio uma brisa húmida arrefece o batel     a cidade asperge ilusória beleza quando a luz das lâmpadas amarelas alastra às águas sombrias oprimidas pela enchente

o cacilheiro ilumina-se
lá dentro os últimos operários do sono

alguém abre a bolsa-do-fel num cunhal pombalino aos pés de um cabaré 
acena a um táxi     o motorista ignora-o
um outro pedaço de lixo aguarda o alvorecer num vão de escadas alagado de quimeras

o cais deserto
último trem para cascais





ABISMO




foi na morada da serra nascida do gelo e amamentada pelos torgais que das alturas mergulhei pela primeira vez nos abismos

meia-dúzia de chalés no lugarejo
um charco iluminou-se ao som da lua     naquele local haviam uivado tristes tísicos nas noites plantadas de frígidas estrelas

ao amanhecer um manto de neve cobria todas as emoções sentimentos e afectos     os pensamentos escorriam nas falanges regeladas

no vale das éguas um silêncio sepulcral e as penhas douradas ainda orvalhadas projectavam sombras vivas na lagoa de cristal

ali estava o meu oceano as caravelas de antanho os velozes veleiros do algodão com seus capitães ferozmente tisnados pelo sol dos mares embravecidos do sul

canibais vestidos de azul

na vila submissa ajoelhada aos pés dos cumes graníticos bebia-se o sangue da terra negra esventrada por nossos avós 

um garimpeiro de almas abrira as portas do campanário deserto     a casa ao lado habitada por giestas e por bem-nascido silvado estava à venda
ninguém comprava nada     o pároco só     no confessionário

deus tinha andado por ali naquele vazio inóspito de floreiras murchas e de vasos despedaçados     afastara-se entediado     a senhora t… da casa da águia asseverou que andava por assedasse 
se por lá andasse – como se eu acreditasse – já teria sido visto
observador de raios criadores e trovões demolidores como era sou e o ignoro

os degraus da sala desciam por um portal semiaberto
daí haviam partido em pânico e sufoco todos os descobridores de monstros e animais fantásticos
mares de olhos negros onde rugiam cravos mágicos
nos rochedos do firmamento ouviam-se os cânticos do sangue coalhado

um quadro a óleo na parede virgem
- a música é um modelo para a pintura – 
uma fenda no tabique     do lado de lá da realidade o mais belo de todos os tesoiros
nem pratas nem oiros nem pedras preciosas

na escuridão amorosas ninfas subterrâneas
um vazio     um nada 
queda vertiginosa no vórtice do sonho





terça-feira, 5 de novembro de 2013

AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA - UM MÉTODO EXPEDITO




NOTA PRÉVIA – 

O texto que se segue é sensivelmente o mesmo que está editado no blogue »

(AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA)

Download do texto integral em »
(SITE PESSOAL)




AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA – UM PROCEDIMENTO EXPEDITO



INTRODUÇÃO


Temos verificado que os pacientes têm alguma dificuldade em produzir o seu isopático segundo as explicações ainda que bastante detalhadas constantes do capítulo anterior e isto independentemente da sua simplicidade.
Após várias experimentações isolámos um método “expedito” de fácil e rápida execução, cujos resultados se aproximam dos do procedimento homeopático nesse artigo supramencionado.


Nesta perspectiva, optámos por neste anexo resumir e adaptar tal método, acessível a todo o tipo de pacientes, o que obriga evidentemente à repetição de algumas passagens do dito artigo – evitando que os interessados sejam obrigados a fazer uma cópia total do texto, antes fazendo-a apenas deste capítulo .


Não obstante, julgamos que os usuários devem ler atentamente os restantes artigos, munindo-se assim de conhecimentos que os irão auxiliar no processo de cura e na sua compreensão.




PRINCÍPIOS GERAIS


A Auto-Isopatia Energética é uma "terapêutica" vocacionada para a autocura.
É um processo lógico e revolucionário de cura.

Mas deve ser sempre considerada uma "terapia" que complementa a determinada pela medicina convencional ou alopática, onde esta é em regra exercida. Deste modo, em caso algum o paciente deverá abandonar as prescrições e determinações do seu médico assistente, seja alopata, homeopata ou outro.
A eficiência da terapêutica conducente à aniquilação ou minimização dos sintomas fará com que este venha eventualmente a restringir ou retirar a medicação, quando e se por desnecessária.

Foi em 2006, no nosso site pessoal,


que editámos o livro “A Cura Pela Isopatia”, onde incluímos uma nova terapêutica: a Auto-Isopatia Energética. Este procedimento terapêutico passível de todas as críticas que o fundamentalismo possa imaginar, tem vindo a produzir resultados que se constituem como a sua própria legitimação. Daí que se justificou no nosso entender, a criação dum blogue específico e posteriormente a de um procedimento simplificado de execução, procedimento este que agora mais se simplifica. 

Permite-se assim que sejam os próprios pacientes a manipular o "medicamento" curador - ou ainda, um amigo, familiar ou terapeuta - utilizando um método de fácil preparação.


Interessante será verificar a sua acção na melhoria quase imediata do estado mental dos pacientes, corrigindo desvios, obviando ao sofrimento psicológico, cuja insuportabilidade supera múltiplas vezes o padecimento físico, seguindo-se-lhe a beneficiação progressiva de sintomas patológicos específicos do enfermo ou da enfermidade.

No entanto, mesmo perante sinais evidentes de cura, o paciente deve confirmar os resultados por intermédio de diagnóstico firmado pelo médico assistente, obviando assim a situações gravosas de obscurecimento sintomático. Do mesmo modo, diga-se, que os critérios de "alta" não são pessoais, mas dependem de avaliação especializada (médico assistente). 
Quando um indivíduo fica enfermo, é a força vital imaterial, activa e presente em todas as partes do corpo que sofre alterações determinadas pela influência dinâmica do agente mórbido hostil à vida, gerando nele sensações bastas vezes desagradáveis e manifestações irregulares a que chamamos doença. A cura homeopática é explicada pela imposição de uma doença artificial semelhante, mas mais forte do que a natural –  veja-se o parágrafo 29 do Organon. A “força vital”, tal como a entendemos é o fundamento base ou estrutura da vida e deve ser percebida como uma força em acção e reacção contínuas. 
No Cosmos tudo é energia apesar da inevitável variação de concentrações. Somos antes do mais uma substância complexa com um modelo energético específico tal como qualquer outra do universo, quer orgânica quer inorgânica. A doença resulta de alterações energéticas e estas modificações imateriais endógenas manifestam-se externamente e podem ser plasmadas em objectos externos, muito especialmente na água que pelos seus atributos é de uma plasticidade excepcional –  como já foi referido noutros artigos, quer do nosso blogue quer do nosso site pessoal. A imagem energética não molecular fica impressa na água com todos os seus desvios, desequilíbrios, variações de concentração, espelhando rigorosamente as influências dinâmicas do agente mórbido, entendido em sentido lato.  Existem hoje métodos de digitalizar tais imagens, percepcionando-se substanciais diferenças nos seres submetidos a observação.
Neste particular, quando plasmamos a informação energética de uma entidade viva, aqui sim, estamos a criar um medicamento que a agir, o vai fazer pela lei dos iguais –  igual cura igual  – e não pela da similitude – semelhante cura semelhante.


Este modelo energético representa o nosso aequale.


Com a diluição e dinamização do líquido vamos obter por ressonância no movimento extraordinariamente violento e caótico da agitação, a replicação da informação não molecular que tem a propriedade de pelo “efeito antídoto” reequilibrar todo o sistema energético do organismo e como sua consequência as forças físico-químicas dele estritamente dependentes. A Auto-Isopatia Energética toma em consideração tal como a Isopatia, em sentido amplo, a individualidade de cada paciente e utilizando as suas informações próprias, com uma determinada frequência ou ressonância, permite o justo equilíbrio da sua energia vital e concomitantemente da sua saúde.


O aequale vai bem mais longe do que o simillimum, mesmo o perfeito, porquanto nem lhe faltam nem se excedem sinais ou sintomas.



1 – DESCRIÇÃO SINTOMÁTICA


O paciente deve começar por inventariar os sintomas que mais o apoquentam, decompondo-os se possível em duas categorias distintas: por um lado os sintomas mentais e por outro os físicos –  englobando-se nesta categoria os que em homeopatia denominamos “gerais” –, discriminando-os num pequeno bloco de apontamentos, que facilmente poderá transportar em todas as ocasiões e enquanto durar a apreciação ou constatação dos incómodos e o processo de tratamento.

Um exemplo:

SINTOMAS MENTAIS

– Irritabilidade com inquietude
– Impaciência
– Medo de ter uma doença incurável
– Inveja
– Falta de memória
– Pressa, precipitação
– Depressão ao fim do dia
– Não gosta que o consolem
– Aprecia a solidão, mas não quer estar só
– Ansiedade por antecipação
– Pesadelos e sobressaltos enquanto dorme


SINTOMAS FÍSICOS

– Transpiração nocturna
– Sono pouco reparador (acorda mais cansado do que quando se deita)
– Agrava todos os sintomas quando ingere alimentos muito condimentados e carnes gordas
– Agrava também com as mudanças de tempo
– Fezes como bolas, semelhantes às das ovelhas 
– Dores nas articulações de mãos e pés em tempo húmido
– Alternância de diarreia com obstipação
– Bronquite
– Tosse intensa com predominância nocturna
– Resfriados constantes
– Cáries dentárias frequentes


 » No entanto, tenha-se em consideração que o mais importante será a discriminação ainda que desordenada, de todos os sintomas de que o paciente se quer libertar.


Nem sempre estamos atentos aos nossos padecimentos e enfermidades porque valorizamos em excesso uma determinada patologia –  o doente com síndroma de pânico concentra-se quase que exclusivamente nos sintomas decorrentes dos ataques de que padece  – ou estamos demasiadamente absortos nos problemas do quotidiano e não temos uma percepção real e inequívoca dos nossos estados de espírito –  com as inerentes deformações de personalidade e sentimentos negativos  –, dos nossos sofrimentos físicos –  em regra, desde que não se assumam como invalidantes. Por tal motivo esta observação de sintomas deverá ser paciente e se necessário corrigida antes de iniciarmos a preparação do medicamento, o que poderá durar alguns dias.

A anotação da sintomatologia é essencial para que o paciente possa avaliar a evolução da cura.

Nesse pequeno bloco procederemos a todas as notações úteis, como se de um diário se trate.



PREPARAÇÃO DO MEDICAMENTO – ACTOS PRELIMINARES

Preferencialmente, o medicamento deverá ser produzido pelo próprio paciente. Caso este esteja impossibilitado de o fazer por razões naturais –  animal, criança  – ou por invalidez –  inconsciência, paralisia, demência  –, deve ser substituído pelo terapeuta, pessoa de família ou amigo.



MATERIAL A UTILIZAR: 

Frasco de vidro com 30 ml, de preferência com pipeta conta-gotas, que servirá para preparar o remédio e que denominaremos frasco medicamento.
Este frasco será marcado sensivelmente a meio (15 ml) o que nos orientará no procedimento de dinamização. A marcação poderá ser feita com uma caneta própria para vidro ou com um pedaço de papel autocolante colado exteriormente.

• Proveta, seringa, ou qualquer outro instrumento que permita a medição mais ou menos rigorosa de líquido.

• Água bidestilada, destilada ou purificada. Em zonas carenciadas, na inexistência destas, a água deve ser proveniente da chuva ou ser fervida durante pelo menos vinte minutos.

Antes de serem usados, os frascos, mesmo novos, devem ser previamente lavados com água purificada, tal como o restante material a ser utilizado.



2 – PREPARAÇÃO PROPRIAMENTE DITA -


Determinados os sintomas, lavado ou esterilizado que esteja o material, com um instrumento de medição –v.g., seringa, proveta:


2.1. –  Retiramos cerca de 15 ml de água do seu recipiente e vertemos o líquido no frasco medicamento;
--------------------
2.2. –  Em ambiente de recolhimento seguramos na mão o frasco ou envolvemo-lo com as duas mãos, durante pelo menos uma hora, agitando-o várias vezes de quando em vez. Este procedimento poderá continuar por um período mais ou menos longo –  um ou dois dias -, muito especialmente durante os períodos de crise. O frasco pode e deve quando possível ser colocado no corpo do paciente em contacto com a localização do órgão doente.
Caso se trate de uma criança, de indivíduo mentalmente diminuído, não colaborante – obviamente, que não nos referimos a todos os que rejeitem o tratamento - ou de enfermos inconscientes, tentaremos encostar o frasco ao seu corpo durante o sono.
Nos animais podemos prender o frasco por intermédio de um adesivo ao corpo durante o período de repouso.
--------------------
2.3. –  Decorrido o dito período mínimo de uma hora, agitamos vigorosamente o frasco medicamento 100 vezes.

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2.4. - Depois da agitação mencionada em 2.3. esvaziamos o frasco sacudindo o líquido que se encontra no seu interior, até que o interior do mesmo fique apenas húmido. Deve procurar-se esvaziar o frasco o mais que nos seja possível.
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2.5. - Deitamos 15 ml de água purificada no frasco que esvaziámos e voltamos a agitá-lo energicamente 100 vezes.

O medicamento está pronto para a sua primeira utilização.

A sucussão ou agitação rítmica do medicamento pode realizar-se do seguinte modo:
- envolvemos o frasco medicamento com a mão;
- com um movimento enérgico, mas não o suficiente para quebrar o frasco, projectamo-lo contra um objecto que não tenha dureza excessiva: podemos utilizar um livro de capa mole ou até a palma da nossa mão.

Anote-se que podem ser utilizados frascos com outras capacidades, respeitando-se as proporções indicadas.



TRATAMENTO

Nesta sede, irá valer a experiência do paciente.

Começará por tomar 3 gotas de 3 a 6 vezes dia, podendo aumentar as tomas em função das necessidades sentidas.

A cada toma agitará energicamente o frasco-medicamento de dez a 100 vezes, em conformidade com os resultados experimentados - mais uma vez, valerá aqui, a experiência do paciente, do terapeuta ou de quem está incumbido de o observar.
Volta então, terminado que esteja o medicamento ou caso sinta essa necessidade, nomeadamente pelo aparecimento de novos sintomas, a repetir o procedimento tendo em consideração o novo quadro clínico, somatório de todos os sintomas, que consta do seu bloco de anotações.
Para tal, esvazia o frasco medicamento (usa o mesmo frasco que após vazamento guarda uma quantidade minúscula de líquido) e procede em conformidade com o que acima ficou exposto, de 2.1. a 2.5. - estamos apenas perante uma simples repetição do procedimento.


O que aqui ficou explanado, deve ser entendido como mera sugestão de posologia.
Cada paciente responde à acção medicamentosa de forma particular e tem de ser o próprio – caso não esteja a ser aconselhado por terapeuta -, a avaliar a evolução do tratamento.

Logo que os sintomas mórbidos desapareçam ou melhorem substancialmente, o enfermo começará a espaçar as doses progressivamente.



TRATAMENTOS POSTERIORES


Sempre que subsistam sintomas, ocorra mudança ou surja uma nova doença, devemos aprontar um novo medicamento para combater os novos ou restantes sintomas.


Tratando-se de um 2.º tratamento - 3.º, 4.º, (...), 6.º, ou superior -, esvaziamos o frasco sacudindo vigorosamente o líquido que se encontra no seu interior, até que o mesmo interior fique apenas húmido.

De seguida, vertemos os 15 ml de água purificada no dito frasco e seguimos os procedimentos enunciados em 2.2. (nova transmissão do padrão energético ao líquido e, em consequência, do novo quadro clínico), 2.3. (agitação do frasco-medicamento 100 vezes), 2.4. (esvaziar de novo o frasco até que o seu interior fique apenas húmido) e 2.5. (verter novos 15 ml de água purificada no frasco que esvaziámos, voltando a agitá-lo energicamente 100 vezes).

Os 15 ml de medicamento estão agora preparados para serem utilizados.

O tratamento com a AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA pode e deve ser feito continuadamente.
Para além de ser extraordinariamente eficaz na maioria das patologias, pode ser utilizado como "preventivo" e para minimizar ou aniquilar determinadas deformações ou características de personalidade.



(AUTO-ISOPATIA ENERGÉTICA)



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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

LEMBRANÇA




lembro-me vagamente de quando aclamava o deus de jacob 
o verde dos lameiros brilhava ao sol matinal     as encostas da serra vestidas de ramarias eram menos agrestes e as velhas casas graníticas ruminadas pelos temporais mais acolhedoras
ressoavam trombetas pelos becos e vielas do lugarejo e os meus olhos estavam abertos às coisas renovadas pelo milagre dos dias
à cidade santa não se cerravam ouvidos e olhos     os ossos não mirravam na ruína das torres iluminadas pela sua face     
miseráveis na carne     abastados de alma
corriam-nos no sangue os milagres do egipto
vamos para a casa do senhor
gritávamos
saudades de sião
do alto dos céus pendiam anjos coloridos enquanto um único pastor com o seu rebanho espalhado pela colina colhia uma chuva de bênçãos
rei aclamado de moisés e aarão     clemente     compassivo     luz de verdade
o senhor dos exércitos
na minha conturbada mente
agora em debandada