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OS TRATAMENTOS SUGERIDOS NÃO DISPENSAM A INTERVENÇÃO DE TERAPEUTA OU MÉDICO ASSISTENTE.

ARTE

domingo, 29 de maio de 2011

RENASCIMENTO (FILOSOFIA)



Surgiu na Itália, na primeira metade do século XIV, um movimento denominado Renascimento. Este, é um verdadeiro regresso à cultura grega e latina, por oposição ao obscurantismo da Idade Média.

A filosofia grega era pesquisa, liberdade indagatória, busca da verdade. A filosofia da Idade Média, estribava-se fundamentalmente na verdade revelada, criando fortes amarras à liberdade investigatória essencial ao conhecimento filosófico, já por si limitado pelas imperfeições da razão.

Com o Renascimento há uma nova concepção do mundo, que não a aristotélica. Naturalistas – v.g. Bruno –, platónicos – v.g. Nicolau de Cusa – e cientistas – v.g. Copérnico –, são disso um exemplo. Pode afirmar-se que o pensamento moderno tem os seus fundamentos ou, se se quiser, o seu início neste período.




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ESCOLÁSTICA (FILOSOFIA)



ESCOLÁSTICA define a especulação filosófica e teológica que teve abrigo nas múltiplas escolas eclesiásticas e nas universidades da Europa a partir do século IX e até ao Renascimento. Durante este período procurou conciliar-se a razão com a fé, com o apoio da filosofia grega – em especial a de Aristóteles.

Em São Tomás de Aquino, Deus é o “Ele que é” do monoteísmo judaico. É o Ser, uma das questões metafísicas mais obscuras e de difícil resposta. O Ser é o acto em função do qual a essência é. Retomando o conceito de causa última, sendo assim suprema, Deus é o ente em que existência e essência coexistem, o que o leva a afirmar que “todos os seres pensantes conhecem implicitamente Deus em toda e qualquer coisa que conhecem.” Segundo Étienne Gilson, São Tomás foi tão longe quanto possível em metafísica, opinião que não é partilhada por Bertrand Russel.

Depois de S. Tomás, realcemos as figuras de Rogério Bacon – representante do experimentalismo científico do século XIII –, Duns Escoto e Occam – último grande filósofo da Escolástica –, sem que olvidemos o misticismo de Mestre Eckhart.



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PATRÍSTICA (FILOSOFIA)



PATRÍSTICA é a filosofia dos Padres da Igreja, que termina em meados do século VIII – com João Damasceno e Beda o Venerável. Dedica-se essencialmente ao estudo das relações entre filosofia e teologia, ao conhecimento da existência de Deus e da sua essência, ao mistério da Trindade e á criação do mundo.

A gnose resultou num ataque contra o cristianismo. Mais do que a fé, é conhecimento, pesquisa filosófica, condição essencial à salvação. Recebeu uma influência determinante das doutrinas dos filósofos gregos.
É evidente que as teorias gnósticas afrontavam e colocavam em risco a harmonia doutrinal do cristianismo. Aí, surgem pensadores cristãos que polemizam contra a gnose, vendo-se obrigados a uma elaboração doutrinal mais refinada, do que a assumida pelos padres apologetas dos primórdios da Patrística.

O século VI sofreu a influência de três grandes homens: Justiniano – pelas leis –, S. Bento – pela organização das ordens monásticas – e Gregório Magno – pelo incremento do poder papal.

O conhecimento da obra de Santo Agostinho dá-nos um acesso seguro à filosofia cristã do primeiro período e a toda a pesquisa que tenha a alma por objecto. Para o Santo, Deus é a substância única que tem uma existência própria, que existe por si só. Por outro lado, o mundo, tudo o que por exclusão não é Deus, e cuja existência deste depende.


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FILOSOFIA CRISTÃ



A história do pensamento ocidental, a partir dos finais da Antiguidade, é fortemente influenciada pelo cristianismo. A filosofia cristã teve a sua existência iniciada pelos Padres da Igreja – v.g. Orígenes –, passando por Santo Agostinho, S. Tomás e outros, até ao Renascimento. O primeiro período é dominado por Santo Agostinho e o segundo por São Tomás de Aquino, que tal como os seus sucessores adoptou a filosofia aristotélica. Curiosamente, diga-se, que entre Boécio – nascido em 480 – e Santo Anselmo – nascido em 1033 – decorreram mais de cinco séculos, e se algum filósofo se destacou, foi Escoto Erígena.
O período compreendido entre 600 e 1000, ficou conhecido como Idade Obscura. No entanto, na China é a época da dinastia Tang, florescente e pródiga fundamentalmente no domínio da poesia. Também a civilização islâmica floresceu neste período.

Com a filosofia cristã, estabeleceu-se o princípio de que a verdadeira vassalagem do homem é para com Deus, e não para com a autoridade do Estado.
Se a filosofia grega é procura e liberdade, a filosofia cristã começa por se ater à revelação. Mas, não se cinge única e exclusivamente à “verdade” dogmática, antes procura compreender para a poder realizar, a mensagem de Jesus.
Para atingir os seus objectivos, não deixou de recorrer à filosofia grega, em especial à do seu último período, profundamente imbuída de conceitos religiosos. O aproveitamento destas doutrinas, ocasionou não em poucas especulações, resultados contraditórios ou até absolutamente incompatíveis com os dogmas e princípios fundamentais do cristianismo. O teólogo Dean Inge, afirma que não é possível separar o platonismo do cristianismo, sem que este seja dilacerado, e que São Tomás sofreu maior influência de Platão do que de Aristóteles – esta opinião no tocante à maior influência de Platão do que de Aristóteles em São Tomás não tem a anuência da maior parte dos historiadores da filosofia. Não olvidemos, que a influência de Plotino – último dos grandes filósofos da antiguidade e fundador do neoplatonismo – na teologia cristã, se dá por intermédio de Santo Agostinho.

A pesquisa está limitada na maior parte dos filósofos aos ensinamentos e determinações da Igreja. E aqui, ou se sabe para crer ou se crê para saber. Vive-se na certeza da existência de Deus, da imortalidade da alma, da criação do mundo e da providência divina.
Na filosofia cristã deparamo-nos com um conceito metafísico absorvente: o de Deus, o deus do monoteísmo judaico, que se transforma no Deus do monoteísmo cristão.
Os Evangelhos são os alicerces de toda a estrutura do pensamento desta época. Os judeus ainda aguardam o Messias, enquanto que os cristãos já o tiveram na pessoa de Jesus Cristo, que é o Logos da filosofia grega – veja-se o Evangelho de João, onde Jesus é identificado com o Logos platónico e estóico.

Tenha-se em consideração que o Inferno não é uma crença de origem cristã, mas baseia-se em crenças ancestrais.

Ver neste blogue, os artigos, PATRÍSTICA e também, ESCOLÁSTICA


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FILOSOFIA ANTIGA



Quase todas as hipóteses e questões da filosofia moderna foram pensadas pelos gregos.

Os PRÉ-SOCRÁTICOS são audazes e espontâneos. Com eles, o pensamento organiza-se e pressagia-se uma nova era na história da humanidade. Procuraram explicar o mundo utilizando um método que qualificaremos ainda que com alguma imprecisão científico, por oposição à explicação mítica da realidade. Daí a sua imensa importância no panorama do pensamento.
Conhecemos os seus pensamentos, quer por fragmentos das suas obras – alguns recolhidos e transcritos por autores que lhes aditaram indevidamente interpretações meramente pessoais – quer fundamentalmente pelos escritos de filósofos posteriores, que vão de Platão – século IV a.C. – e Aristóteles, a Simplício – século VI d.C. –, realçando-se para além dos citados, Teofrasto, Plutarco, Sexto Empírico, Clemente de Alexandria, Hipólito e Diógenes Laércio – historiador da filosofia grega, viveu no século III d.C., e escreveu “Vida, Doutrinas e Sentenças dos Filósofos Ilustres”. Atente-se, que da filosofia grega, apenas Platão, Aristóteles e Plotino têm as suas obras preservadas quase que integralmente.

No período anterior a Sócrates, a palavra Deus não tem uma conotação religiosa idêntica à dos períodos subsequentes – deus como objecto de culto. Os filósofos pré-socráticos poderiam ter desenvolvido a teologia natural, até aos seus fins últimos, mas como ensina Étienne Gilson, não o fizeram porque não queriam perder os seus deuses.
Nas tradições religiosas em que abundam muitos deuses, cada ente divinizado representa uma energia positiva ou negativa, criativa ou destrutiva. Os deuses gregos são dinâmicos, verdadeiras entidades viventes, tal como o homem. No entanto, não são atingidos pela morte – por isso, também eram denominados Imortais – e influenciam o destino dos mortais, dependendo estes da sua graça ou da sua desestima. Mas, com o nascimento da filosofia, o homem religioso que também é filósofo, haveria de considerar que a causa primeira, ou se quisermos “princípio”, é a explicação válida para a existência do todo, ou seja, do que existiu, do que existe e do que existirá no porvir. Como bem anota Hobbes – Da Natureza Humana –, “O Ser que existe com o poder de produzir, se não fosse eterno, deveria ter sido produzido por algum Ser anterior a ele e este por um outro Ser que o tivesse precedido. É assim, que remontando de causas em causas, chegamos a um poder eterno, ou seja, anterior a tudo, que é o poder de todos os poderes e a causa de todas as causas. É isso que todos os homens concebem pelo nome de Deus, que encerra eternidade, incompreensibilidade, omnipotência”.
Tales e os que se lhe seguiram eram filósofos e procuraram o primeiro princípio, independentemente da existência de múltiplos deuses, que também dominavam o panorama religioso ao tempo de Sócrates, Platão e Aristóteles. No Timeu, Platão concede à divindade um carácter politeísta, dela participando vários deuses, cada um com funções e domínios específicos – o demiurgo é apenas o seu superior hierárquico.
E quer queiramos quer não, também o nosso mundo está repleto de deuses...
Anote-se, apesar de tudo, que enquanto os filósofos gregos se debatiam com a questão dos seus deuses e do seu lugar no mundo, o povo judeu já havia encontrado a resposta às suas inquietações: o seu Deus e Senhor era único e apresentara-se a Moisés como Javé, “Eu sou o que sou”.

Segundo Simplício, alguns filósofos, nomeadamente Anaximandro, Demócrito, Leucipo e no período tardio da filosofia grega, Epicuro, imaginaram mundos incontáveis que nasciam e morriam ad infinitum, alguns nascendo sempre e outros morrendo.

Muito antes das descobertas científicas iniciadas com Galileu e Copérnico, já os gregos expunham hipóteses absolutamente verosímeis: Enópides, que viveu no tempo de Anaxágoras, descobriu a obliquidade da elíptica; Heraclides do Ponto, nascido em 388 a.C., descobriu que os planetas Vénus e Mercúrio giram em torno do Sol e que a Terra gira sobre o seu próprio eixo, com uma rotação completa a cada 24 horas; Aristarco de Samos, nascido em 310 a.C., afirmou que todos os planetas giram à volta do Sol, incluindo a Terra, que tem um movimento de rotação de 24 horas; Arquimedes afirmou, por seu turno, que quer as estrelas fixas quer o Sol não se movem e que a Terra gira em volta deste. A hipótese de Aristarco apenas foi defendida na Antiguidade, por Seleuco, que floresceu por volta do ano 150 a.C, e tida por errónea até Copérnico – custa-nos a acreditar que este a desconhecia.

SÓCRATES, foi mestre de Platão e nas palavras de Cícero trouxe a filosofia do céu para a terra. Filosofa sobre o homem e o mundo que com ele interage, tendo adoptado a divisa délfica “Conhece-te a ti mesmo”.
Devemos o conhecimento dos seus ensinamentos a Platão.

É justo afirmar, que quer Platão quer o seu discípulo Aristóteles foram os filósofos mais influentes de todo o período filosófico até à idade moderna. Talvez Platão, tenha exercido uma maior influência do que o seu discípulo Aristóteles, já que a filosofia cristã até ao século XIII foi essencialmente platónica.

PLATÃO pensa tudo o que é pensável. Segundo Karl Jaspers – Iniciação Filosófica –, “atingiu uma culminância tal, que parece, ninguém poder subir mais alto nos domínios do pensamento. É dele que dimanam até hoje os mais profundos impulsos para a filosofia”. O mesmo filósofo afirma “que o futuro pensador assinala-se pela maneira como compreende Platão”.
Pode dizer-se que foi tão longe quanto possível. Não há nada que lhe seja indiferente. Quis que a pesquisa filosófica incidisse sobre “as figuras rectas ou circulares, as cores, o bem, o belo e o justo, todo o corpo artificial ou natural, o fogo, a água e todas as coisas do mesmo género, toda a espécie de seres vivos, a conduta da alma, as acções e as paixões de toda a espécie”.
Para Platão, o Universo foi arquitectado por um demiurgo que teve como imagem ou padrão o Bem.

ARISTÓTELES, discípulo de Platão, é indubitavelmente um dos fundadores da filosofia ocidental. Os seus ensinamentos tiveram uma fama imensa, quase “ditatorial” durante a Idade Média.
Em Aristóteles o Bem é imutável e o Universo tem uma tendência irresistível à sua imitação.

A ESCOLA PERIPATÉTICA nada trouxe de inovador aos ensinamentos do mestre Aristóteles. Destacam-se Teofrasto, que defendeu a teoria aristotélica da eternidade do mundo e Estratão, que não se socorre da divindade para explicar a criação do mundo.

As três grandes escolas pós-aristotélicas, que dominaram o panorama filosófico da antiguidade, são: o ESTOICISMO, o EPICURISMO e o CEPTICISMO. Evidentemente, que as mencionadas escolas não podem estar de acordo quanto aos seus pressupostos teóricos, mas nos fins a atingir ao nível prático, denotam uma curiosa concordância: prosseguem todas elas a felicidade do homem, que se obtém essencialmente pelo fim da inquietude e ausência de desejos e paixões.
O estoicismo desbravou o caminho para o cristianismo.

A época clássica da filosofia grega, reconheceu na pesquisa o seu valor fundamental. A investigação filosófica alicerça-se na razão, e não na tradição e na revelação, como ocorre com a teologia.

Com os filósofos tardios – contando-se entre eles os eclécticos – e o seu profundo interesse religioso, muito especialmente com os do denominado período romano – Séneca, Epicteto, Marco Aurélio –, quer a tradição quer a revelação tomam assento nas especulações, quase que pressagiando o aparecimento da filosofia cristã.

A filosofia antiga, termina com a figura ímpar de Plotino.


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sábado, 28 de maio de 2011

CASAMENTO, ESTUDO E TRABALHO



Casamento, estudo e trabalho, assemelham-se nas suas consequências: o estudante quer trabalhar, o trabalhador gostaria de voltar a ser estudante, os casados solteiros e os solteiros casados... Ou seja, os que estão dentro querem sair e os que estão fora querem entrar.


REZAR A DEUS E A SATANÁS...



Acautelai-vos com as orações extensas e despropositadas. O vosso deus deverá estar cansado e deprimido com tanta pedinchice. Suponde que o irritais; não se poderá virar o feitiço contra o feiticeiro?
Aproveitai quando rezardes na altura do “passamento”. Não estareis em condições de fazer exigências. Suplicai breve a Deus e a Satanás, pois não sabeis em que mãos ireis cair.


PARA SER PRIMEIRO-MINISTRO



Palavras brandas, doces gestos, frases dóceis, ainda que manifestamente enganadoras, convencem sempre a populaça.
Não é preciso saber mais do que isto, para que se seja primeiro-ministro ou bispo de uma qualquer religião.


CADA FEIRA TEM UM TOLO



O povo da minha aldeia, sempre disse que cada feira tem um tolo que a identifica e distingue.
Em criança, identificava-o e logo sabia se estava no S. Bartolomeu, na Santa Eufemia ou na Senhora da Saúde.
Hoje, que esses felizes homens já desapareceram, continuo a identificá-las, não por um louco, mas por todos os asnos que as frequentam. E sinto saudades desses tolos. Homens bons, maltrapilhos, à escuta de um copo de vinho, de febra em quarto de trigo ou de uma sardinha. Homens sem maldade, inocentes tais crianças. Homens doidos, mas verdadeiros e belos nos seus andrajos sujos e esplêndidos.
E tenho saudades. As saudades que ninguém tem, porque nunca os souberam amar.


A BESTA MAIS MANSA É A QUE DÁ O MAIOR COICE


Acautelai-vos do homem cuja personalidade denota mansidão de espírito: “A besta mais mansa é a que dá o maior coice”.


O HOMEM É UM ACIDENTE NA EVOLUÇÃO DA VIDA



O homem é apenas um acidente na longa evolução da vida, cuja espécie dura há cerca de dois milhões de anos e está condenada ao desaparecimento, dando lugar a novas espécies num ciclo eterno e imperscrutável.


O QUE É O BIG BANG?





Não podemos considerar o big bang como o começo de tudo, daquilo a que chamamos um tanto impropriamente universo, já que apenas nos referimos a uma parte do todo e cujos limites desconhecemos. Um mundo num conjunto infinito de mundos.
O big bang é um dos momentos da eternidade, um fenómeno de continuidade dos infinitos mundos em constante dissolução e agregação, congregados numa eterna dança e luta cósmica.




O HOMEM E O UNIVERSO



Quando afirmamos que cabe nos desígnios do universo o objectivo de ganhar consciência de si mesmo através do cérebro humano, mais não fazemos do que valorizar o que pouco ou nenhum valor tem.
O homem é um pequeno conjunto de carvão impuro e água a arrastar a sua impotência sobre um planeta sem importância.
As aspirações do ser humano estribam-se nas mais estúpidas das ilusões.


INTRODUCTION - HOMEOPATHIC CLINICAL REPERTORY







In May 2008, we have edited in our personal site (www.homeoesp.org) a Clinic Homeopathic Repertory structured by pathologies.

Then writing in a introductory mode:
“A Homeopathic Repertory is essentially a compilation of certain elements, arranged so - usually by letter and chapters with specific characteristics – so that could be located so ease as possible.

The homeopathic repertory is an index of collected symptoms from toxicological trials records, both in healthy and healing clinical practice, which are reproduced and artfully arranged in a practical way, helping us to associate the symptom to a drug or group of them, which are cited in different degrees, with the aim of facilitating the rapid selection of a simillimum.

Some of this examples are the repertories of Boenninghausen, Kent, Barthel, Kunzli, Aldo Farias Dias, Favilla, Ariovaldo, among many others - look at this website to the Practical Homeopathic Symptoms Repertoire and the Practical General Homeopathic Symptoms Repertoire.

However, it soon emerged the so-called Clinical Repertories, the more questionable under Hahnemann's point of view, because they proceed a simplistic choice of remedy, involving certain remedies to certain diseases – regardless of the criticisms, we highlight some that present the possible perfection, the Boericke's and Clarke's.

In a clinical repertory, of general characteristics, such as that presented below - the most similar to a therapeutic index - the remedies should be described in accordance with the experience and use, depending on what else may agree to the treatment of listed diseases.

In order to have a maximized efficiency, this type of repertory should be reported to specific Materia Medica. In our case, we have essentially two established works, sometimes enough for practical use by: Treaty of Homeopathic Materia Medica of Vannier and Poirier, and also the Materia Medica by William Boericke. Occasionally, we use the Dictionary of Practical Materia Medica of Clarke.

A Clinical Repertory, though short, can establish itself as a valuable help for beginners on the homeopathic art of healing - here, we can not forget to advise the use of Homeopathic Prescriptions - The disease, its symptoms and revenue of Medicine Homeopathic, John H. Clarke, Editorial Martins Fontes. However, nothing can replace the use of homeopathic repertory in a Kentish formulation, strongly suggesting to find a simillimum based upon the Materia Medica as result of the enumeration of all symptoms of a patient.

The remedies listed in each item, will only act in the patient if there is a close to perfect match, at least a relativistic imperfection between its pathogenesis and clinical and specific features. The choice of remedy requires the reading of Materia Medica (aforementioned), so that the therapist can match so much similarity as possible. Almost every remedies set out in items can be studied on the site – for differential diagnosis – (
www.homeoesp.org).

Just remembering that the valuable aid by Clinical Repertory or a Clinical Therapeutic Index cannot be a excuse to laziness, otherwise it becomes an instrument of error and negligence, destroying its purpose, especially for the initiated.”


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Later, I was adding to the Clinical Repertory, new items and specifying treatments according to the principles of complexist and pluralist schools. Aware of the difficulties inherent in the application of a Homeopathy Unicism, I edited in this blog, a set of relevant short articles to the homeopathic treatment of certain diseases.

There, in the article HOMEOPATHIC TREATMENT II, we wrote:

“In this blog, it included a set of articles relating to the homeopathic treatment of certain diseases and in some cases, symptoms”.

In each article, with no mention of specific symptoms and is potentially applicable to the clinical picture of the sick, the listed remedies require an analysis of its pathogenesis, by means of Materia Medica.

Now, we are editing a series of new articles, which will arise on the basis of studies that we have and we will be made available, either through our own research or by facing reviews with others authors. They have therefore, a logical ordering, and there may be several "summaries" referring to the same pathology. This fact advises the use of the researcher's blog.

We will focus on clinical indications and treatment protocols of recognized homeopaths, in particular, Banerji, Boericke, John H. Clarke, Levrat, Pigeot, Setiey, Tetau, Vannier, Poirier, Zimmermann, and some of which were used and clinically proven by us.

As in the initially published articles, we will not give the definition of diseases, because experience teaches us that the research is carried out by those already well informed about the symptoms, signs and other physiopathological peculiarities of those.

Oncology - generically identified, as cancer on the blog's labels covers extreme situations too - will have our immediate attention, which is perfectly understandable. The same is true of diseases that allopathic medicine does not give a satisfactory answer.

In these cases, treatment should still be continued for two or three months, to achieve a cure or a stabilization of disease, progressively reducing the dose, in the next six months. It may be necessary to continue treatment for another year - to prevent relapse - with substantial reduction in doses.

Strictly speaking, there are no rigid rules and each patient must be personally considered - a principle that applies to all diseases. Please note that the treatment is not limited to the primary tumor, and obviously it extends itself the course to possible metastases.

On the one hand, our training is Unicist, on the other hand, we know that in practice, the therapist should have - or the patient – a reliable index, although easier, which may promote the relief or cure the ills of their patients or themselves.

It will look seemingly strange that a unicist homeopath chooses to disclose treatment protocols or to indicate some “recipes”, a particular remedies for a particular disease. However, fundamentalism is not a virtue, and our desperate attempt to save our four-legged friend, "Brat John" - perhaps some day I find myself depressed, homesick and I will narrate the history of a recovery judged impossible - sent us by that way. Even tortuous and uncertain, it can lead to the minimization or elimination of the sufferings of millions of human beings, without recourse to a conscientious study of the similarity - that constitutes the reference of homeopathic practice.

Thus, the clinical experience of renowned homeopaths becomes useful.

The prescription of Hering's decimals (DH) follows the framework that associates constitutional remedies to certain systems, and organotropics - synonym of small remedies.

Organotherapie uses low potencies - 4 DH - in systemtropy, middle potencies - v.g. 12 a 15 DH – and high potencies – v.g. 30 DH – in constitutional therapeutics.

The remedies between 4 DH and 8 DH have a stimulant action. Between 12 a 15 DH, they have an enzymatic modulation action, both in a inhibition and stimulation sense. From 20 to 30 DH, they have an informative action.
Doses can be established in accordance with the following scheme:
- 1 DH a 8 DH – several times a day;
- 12 DH a 15 DH – once a day, preferably in the evening;
- 30 DH – three in three days time;
- higher potencies – once a week, once a month...

The number of drops or granules can range from 3 to 5 – here it will worth the experience of the homeopath.

In the French school's view, which draws on the hahnemanians centesimals, acute conditions - organic or lesional areas – it uses low dilutions (5 CH), in sub acute conditions - functional domain - the medium dilution (5 to 9 CH); and in chronic conditions - especially in the mental sphere – they are employed high dilutions (over 9 CH, most notably, the 30 and 200 CH)

The initiate in the healing art of homeopathy should begin by delivering low doses, or average, increasing potencies gradually in the light of accumulating clinical experience. It should also be aware of the fact that the continuous repetition of a substance might cause a serious drug disease - iatrogenic - the only way to cure or minimize symptoms is the use of antidotes substances.

Our advice, if you are starting in homeopathic practice, is beginning with low dilutions, increasing them gradually.

So, once found, the simillimum or the most appropriate remedy, therapy may be initiated with a dose of 6 CH – the less prone to complications, some authors refer to - increased progressively once the effect ends, for 12 CH, 15 CH and 30 CH.

The remedies may be in a form of drops, granules or globules. Them all are given sublingually, as a rule, twenty or fifteen minutes before, or half an hour after meals.

According to the degree of dinamization-dilution, the pluralistic rules advocate the following:
- If it's a 5 CH, twice, three or more times a day;
- If it's a 7 CH, three granules, once a day;
- If it's a 30 CH, three granules, two in two or three in three days time.

15 granules taken at once can replace a dose of globules - in the market with such a name:
- If it's a 15 CH, once a week.
- If it's a 30 CH, once a month.

Drops are shed sublingually or dissolved in pure water - 1 drop per tablespoon of water.

All these values conveyed by the pluralist school are indicative only - watch out that several practical have developed new rules for dosage, highlighting the Banerji protocols.

In the protocols, the patient has his task facilitated, notwithstanding that it may need to make some adjustments, either in dose or frequency with which it is repeated. Considering remedies, individually, it must be set a differential diagnosis, so that a similar might be found, a remedy that most closely resembles the patient's condition.

When the remedy found to be matched with a clinical case, dilution, dosage and frequency of repetition are merely indicative, it just need to adjust for reaction, improvement or worsening of the patient, there are a number of situations that require a reassessment of that.

Here, it is of fundamental importance to study both the pathogenesis of remedies or the principles that shape the healing art of homeopathy.

Some of the drugs have a dilution indication, and we must follow the rules above, for treatment in the dose and frequency relation – v.g. 5 or 6 CH and 4 or 8 DH, 3 drops 3 or more times per day, spacing as a function of improvement or re-evaluating the case for lack of it.

The protocols and some of the drugs, individually considered, may be advisable in some cases, reduce the number of drops, especially from 5 to 3 or 3 to 2. Only assessment and review of clinical cases might be taken as a therapeutic reference.

If treatment is administered in the form of drops, the bottle should be shaken vigorously 10 times with each new take. In the long-term treatment, discontinue the medication one day a week.

See »






http://www.homeoesp.org/

in:
ARTICLES » HOMEOPATHY » MATERIA MEDICA OF MAJOR REMEDIES,
and,
ONLINE BOOKS » MATERIA MEDICA OF MAJOR HOMEOPATHIC REMEDIES I e II



and



ONLINE BOOKS - NOVO REPERTÓRIO CLÍNICO HOMEOPÁTICO.

It is also advised to read the articles "Introduction to Homeopathy” and abridged version of the "Organon" of Hahnemann."



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The search for articles on the blog and the success of thousands of prescriptions urged us to simplify a search, so we have been organizing the already published articles in portuguese under a single TAG, alphabetically listed, allowing for a quicker consultation.

In this blog, the ARTICLES IN ENGLISH are gradually published without alphabetic order.

This edition has enabled instead, his updated, and an actions description, even partial, of remedies cited in the original repertory – it makes the comparison with the Clinical Repertory contained in the mentioned site.

Moreover, some diseases, we compound the therapeutic possibilities of a protocol with oral treatment, as shown in Heel - Ordinatio Antihomotoxic et Materia Medica - The Practical Therapy Antihomotoxic.

We observe that for a fully effective results, it might be added a complementary treatment to the oral treatment protocol, with specific remedies, of possible similarity or suitable for demobilization of any "barriers", notably with the particulars of the practical repertory.

It is obvious, from his analysis, that this repertoire is lacking both an extension or a more efficient systematization, we assume failure to act.

The main homeopathic remedies, some two hundred - with which we can solve virtually all clinical cases - have their provings, if somewhat briefly, that is, with the description of all its key symptoms, edited in our blog (see below) - use the searcher's blog on the top left corner.

However, we sometimes have to resort to small remedies and others, whose pathogenesis have been recently established. And it is entirely understandable, that therapists themselves or patients feel curious about the effects of multiple substances used in homeopathic medical practice.

These, which are set out in Article: MATERIA MEDICA HOMEOPATICA – MEDICAMENTOS ONLINE
»
www.josemariaalves.blogspot.com


To find some of yours pathogenesis in the web, in Portuguese and English, see in this site »
www.homeoesp.org

You can also use the search (Google) of our personal site, which refer to a page where homeopathy can possibly be references to the drug search.



JOSÉ MARIA ALVES
www.homeoesp.org









sexta-feira, 27 de maio de 2011

S. JOÃO DA CRUZ - BIOGRAFIA



Filho de Gonzalo de Yepes, tecelão e de Catalina Alvarez, nasceu no dia 24 de Junho de 1542, em Fontiveros, Ávila, Espanha, aquele que se veio a chamar S. João da Cruz.
No ano de 1548, a família muda-se para Medina del Campo, onde João estuda numa escola fundada para pobres.
Entre 1559 e 1563 estudou Humanidades no seio dos Jesuítas. Em 1563, ingressa na Ordem do Carmo, recebendo o nome de Frei João de São Matias. Faz a sua profissão religiosa e entre 1564 e 1568 estuda em Salamanca. No ano de 1567, quando termina os seus estudos teológicos, é ordenado sacerdote e celebra a sua primeira missa.

Desiludido com as poucas virtudes da vida monástica da Ordem dos Carmelitas, procura na Ordem dos Cartuxos a vida de comunhão espiritual que ambicionava.
No ano de 1567 conhece Santa Teresa de Ávila, que o elucida quanto ao seu projecto de reforma da Ordem Carmelita aos padres, donde viriam a surgir os Carmelitas Descalços.
Muito jovem, envolveu-se no projecto da Santa e mudou o seu nome para João da Cruz.

Em 1568, com Frei António de Jesus Heredia, inicia a Reforma.

Em 1568 e 1569 é Mestre de noviços em Duruelo e Mancera. Em 1569 abre-se o Convento de Pastrana e João da Cruz procura nele suavizar na medida do possível, a dureza extrema da sua vida.
Em 1571 é nomeado Reitor do Colégio de Alcalá. E de 1572 a 1577 é Confessor e Vigário na Encarnação, em Ávila.
O seu desejo intenso de regresso ao misticismo dos Padres do Deserto, trouxe-lhe sérios dissabores, tendo inclusivamente sido preso na noite de 3 para 4 de Dezembro de 1577 numa prisão de Toledo durante oito meses. Terá sido no cárcere, que as suas poesias tiveram origem.
Libertado, é nomeado Prior de Calvano e em 1579, Reitor do Colégio de Baeza.
Em 1581, no Capítulo de Alcalá é nomeado terceiro Definidor, Provincial e Prior de Granada, sendo reeleito Prior desta cidade em Maio de 1583.

No ano de 1585, na cidade de Lisboa foi eleito segundo Definidor. No mesmo ano é também nomeado Vigário Provincial de Andaluzia.
Em 1588 no Primeiro Capítulo Geral realizado em Madrid é nomeado Primeiro Definidor Geral, Prior de Segóvia e Terceiro Conselheiro de consulta.
No Capítulo Geral de Madrid de 1591, cessam todos os seus cargos.

Abandona esta vida no dia 14 de Dezembro de 1591, por volta da meia-noite. Tinha então 49 anos.

Em 1618, em Alcalá, as suas obras são pela primeira vez editadas.

Em 1675 é beatificado pelo papa Clemente X e em 1726 é canonizado por Bento XIII.
Em 1926 é declarado Doutor Místico da Igreja por Pio XI.

Numa última consideração, diga-se, que em 1952 é proclamado patrono dos poetas espanhóis.

A partir da sua morte, S. João da Cruz alcançou uma inequívoca autoridade na Mística – tal como foi reconhecido por Pio XI.
A sua mensagem, instiga-nos a descobrir o “tesouro” da cruz, a importância da oração e do silêncio no caminho para o “cume”, e ainda a dádiva do perdão.
Pode dizer-se que com o Santo nasce uma forma revolucionária de ascender e conhecer Deus. Não é por intermédio da razão com todos os seus bem conhecidos artifícios lógicos, mas sim pelo amor, que o vamos conhecer – esse conhecimento não nos fornecerá quaisquer conceitos, mas antes um específico “sentimento de Deus”.



Começámos por editar neste blogue a POESIA COMPLETA do Santo – veja-se no final da página a ETIQUETA correspondente. Consideramos que os principais poemas são os que aparecem nas grandes obras: Cântico Espiritual, Noite Escura e Chama Viva de Amor. Indubitavelmente, S. João da Cruz é um dos maiores, senão o maior poeta espanhol de todos os tempos.

Caso o leitor pretenda estudar a obra do Santo, seguindo a ordem constante das suas Obras Completas, é bem possível que se desmotive ao tomar um primeiro contacto com a Subida do Monte Carmelo.
Como ensina o Padre Gabriel de Santa Maria Madalena – Obras Completas, Edições Carmelo – devemos em primeiro lugar tomar contacto com a sua doutrina através do Cântico Espiritual, sem que seja necessário lê-lo na sua totalidade, podendo uma primeira leitura limitar-se às 12 primeiras estrofes.
Deste modo, tomámos a liberdade de adaptar e resumir as primeiras canções da dita obra, preparando a alma para a leitura da mencionada Subida. Estas, constam de artigo também incluído na ETIQUETA supramencionada.

Da obra de S. João da Cruz resulta que para atingirmos a união divina, necessitamos de abandonar todos os nossos apegos, numa atitude de total desprendimento de tudo o que Deus não é.
“Quando a alma procura Deus, muito mais a procura o seu Amado a ela.”


O Cântico Espiritual pode ser considerada a mais bela de todas as obras do Santo, não obstante a Subida ao Monte Carmelo possa ser considerada a par com a Noite Escura, a obra fundamental de João da Cruz.
Consta de 40 estrofes e está dividido em três partes, tendo trinta das estrofes do Cântico sido escritas no cárcere em Toledo.
A Chama Viva de Amor é de todas, a mais ardente das obras.


Pela doutrina da Subida do Monte Carmelo, o Santo, intenta demonstrar o modo correcto de subir até ao cume do monte, ou seja, ao mais alto estado de perfeição e que consiste na união da alma com Deus.
Depois de ler ainda que parcialmente o Cântico Espiritual, o leitor já estará em condição de iniciar proveitosamente a leitura da dita Subida.

Em sua admirável obra recorda aos leitores com frequência, o cume daquele montanha e deseja que todos a subam.


É esse também o nosso desejo.


JOSÉ MARIA ALVES
www.homeoesp.org








CÂNTICO ESPIRITUAL - S. JOÃO DA CRUZ



Tal como já deixámos escrito no artigo referente à biografia do Santo – ver ETIQUETA no fim da página, S. JOÃO DA CRUZ – POESIA COMPLETA –, caso o leitor pretenda estudar a obra do Santo, seguindo a ordem constante das suas Obras Completas, é bem possível que se desmotive ao tomar um primeiro contacto com a Subida do Monte Carmelo.
Como ensina o Padre Gabriel de Santa Maria Madalena – Obras Completas, Edições Carmelo – devemos em primeiro lugar tomar contacto com a sua doutrina através do Cântico Espiritual, sem que seja necessário lê-lo na sua totalidade, podendo uma primeira leitura limitar-se às 12 primeiras estrofes.
Deste modo, tomámos a liberdade de adaptar e resumir as primeiras canções da dita obra, preparando a alma para a leitura da mencionada Subida.
Que tal arrojo nos seja desculpado.





CÂNTICO ESPIRITUAL
CANÇÕES ENTRE A ALMA E O ESPOSO


Esposa

1 –
Onde é que tu, Amado,
Te escondeste deixando-me em gemido?
Fugiste como o veado,
Havendo-me ferido;
Clamando eu fui por ti; tinhas partido!

2 –
Pastores que passardes
Lá por entre as malhadas ao Cabeço,
Se porventura achardes
Aquele que estremeço,
Que adoeço, lhe dizei, peno e feneço.

3 –
Buscando meus amores
Irei por esses montes e ribeiras,
Nem colherei as flores,
Nem temerei as feras
E passarei os fortes e fronteiras.

Pergunta às criaturas

4 –
Ó bosques e espessuras
Plantados pela mão do meu Amado,
Ó prado de verduras,
De flores esmaltado,
Dizei-me, se por vós terá passado?

Resposta das criaturas

5 –
Mil graças derramando
Prestes passou dos soutos pela espessura
E enquanto os ia olhando,
Só com sua figura
Vestidos os deixou de formosura.

Esposa

6 –
Ah! Quem poderá sarar-me?
Acaba de entregar-te sem rodeio;
Não queiras enviar-me
Mensageiro entremeio,
Que não sabem dizer-me o que eu anseio.

7 –
E todos quantos vagam
De Ti me vão mil graças relatando,
Mas todos mais me chagam
E mais me vai matando
Um não sei quê que ficam balbuciando.

8 –
Mas como perseveras,
Ó vida, não vivendo aonde deves,
Matando-te deveras
As setas que recebes
Daquilo que do Amado em ti concebes?

9 –
Porquê, tendo chagado
Meu pobre coração, o não saraste?
Depois de o ter roubado,
Porque assim o deixaste
E não tomas o roubo que roubaste?

10 –
Apaga-me a tristeza,
Que mais ninguém me pode aqui valer;
E veja tua beleza
Que é luz dos olhos meus
E para ela só os quero ter.

11 –
Mostra tua presença
Mate-me a tua vista e formosura;
Olha que esta doença
De amor, já não se cura,
Senão com a presença e com a figura.

12 –
Ó fonte cristalina,
Se eu, nesses teus semblantes prateados,
Visse, ó fonte divina,
Os olhos desejados
Que trago nas entranhas esboçados!...

13 –
Aparta-os, Amado,
Que o voo levanto.

Esposo

Volve já, ó pomba
Que o cervo vulnerado
Por sobre o outeiro assoma
Ao ar desse teu voo, e o fresco toma.

Esposa

14 –
Meu Amado, as montanhas,
Os vales solitários, nemorosos,
As insulas estranhas,
Os rios rumorosos
O sibilo dos ares amorosos;

15 –
A noite sossegada
Tocando já com o surgir da aurora,
A música calada,
A solidão sonora,
A ceia que recreia e enamora...

16 –
Caçai-nos as raposas,
Que a nossa vinha já se encontra em flor,
E tantas são as rosas,
Que em pinha as vamos pôr;
No cimo ninguém surja, por favor.

17 –
Detém-te bóreas morto,
Vem austro, que recordas os amores,
Aspira por meu horto,
E corram teus olores
E o Amado pascerá por entre as flores.

18 –
Ó ninfas da Judeia,
Enquanto nos rosais e dentre as flores
O âmbar nos recreia,
Morai nos arredores
Nem cheguem aos umbrais vossos rumores.

19 –
Esconde-te, meu Bem,
E volta a tua face para as montanhas;
Sem o saber ninguém,
E olha para as companhas
Da que por ilhas anda, as mais estranhas.

20 –
A vós, aves ligeiras,
Leões, cervos e gamos saltadores,
Montes, vales, ribeiras,
Águas, ares, ardores,
Mais os medos das noites, veladores.

21 –
Pelas amenas liras
E canto de sereias vos conjuro,
Que cessem vossas iras
E não toqueis no muro,
Para que a Esposa durma mais seguro.

22 –
E já entrou a Esposa
Para dentro do horto ameno desejado
E a seu sabor repousa
O colo reclinado
Sobre os braços dulcíssimos do Amado.

23 –
Sob a árvore de Adão
Ali comigo foste desposada,
Ali te dei a mão
E foste resgatada
Lá onde tua mãe fora violada.

24 –
Nosso leito florido
De covas de leões entrelaçado,
Em púrpura estendido,
De paz edificado,
De mil escudos de oiro coroado...

25 –
Discorrem as donzelas,
Sobre as tuas pegadas, no caminho;
Ao toque das centelhas
E ao temperado vinho,
Dão-te aromas de bálsamo divino.

26 –
Bebi do meu Amado
Na adega interior; quando saía
Por todo aquele prado
Já nada conhecia
E o rebanho deixei que antes seguia.

27 –
Ali me deu seu peito
E ciência me ensinou muito saborosa,
E a Ele, dom perfeito
De mim, Lhe fiz gostosa
E ali lhe prometi ser sua esposa.

28 –
De alma me consagrei
Ao seu serviço e todo o meu haver;
E já não guardo a grei,
Nem tenho outro mister:
Pois já somente amar é meu viver.

29 –
Se pois, no eido entretida
Não mais eu já for vista nem achada,
Direis que estou perdida,
Que andando enamorada
Perdidiça me fiz, e estou lucrada.

30 –
De flores e esmeraldas
Pela frescura das manhãs colhidas
Faremos as grinaldas
Em teu amor floridas
E num cabelo meu entretecidas.

31 –
Aquele só cabelo,
Que em meu colo voar tu advertiste,
Viste em meu colo, e, ao vê-lo,
Preso nele Te viste
E num só dos meus olhos te feriste.

32 –
E quando tu me olhavas,
Sua graça em mim teus olhos imprimiam:
Por isso mais me amavas
E nisso mereciam
Meus olhos adorar o que em Ti viam.

33 –
Não queiras desprezar-me,
Que se morena cor em mim achaste,
Já bem podes olhar-me,
Depois que Tu me olhaste,
Pois graça e formosura em mim deixaste.

34 –
A cândida pombinha
À arca com o ramo regressou
E já a rolazinha
Ao sócio que esperou
Junto às ribeiras verdes encontrou.

35 –
Em solidão vivia,
Seu ninho em solidão pôs escondido,
Na solidão a guia
A sós o seu Querido,
Também, na solidão, de amor ferido.

36 –
Gozemo-nos , Esposo,
Vamo-nos ver em tua formosura
Ao monte e cerro umbroso
Donde mana a água pura:
Entremos mais adentro na espessura.

37 –
E logo às mais erguidas
Cavernas do rochedo subiremos,
Que estão bem escondidas;
Ali logo entraremos
E o mosto das romãs saborearemos.

38 –
Ali me mostrarias
Aquilo que minha alma pretendia,
E logo me darias,
Ó vida e alegria,
Aquilo que me deste noutro dia:

39 –
Da brisa o aspirar,
Da doce filomela a voz amena,
O souto de encantar,
Pela noite serena,
Com chama que consuma e não dá pena.

40 –
Ninguém isto alcançava
E nem Aminadab aparecia
E o cerco sossegava
E à vista descendia,
Das claras águas, a cavalaria.





INTRODUÇÃO

1. – As canções iniciam-se no momento em que a alma começa a servir a Deus até que atinja o último estado de perfeição, que é o matrimónio espiritual.
Nesta obra, S. João da Cruz ocupa-se das três vias de exercício espiritual até que se alcance tal estado:
- a via purgativa;
- a via iluminativa; e
- a unitiva.

2. – As canções iniciais dirigem-se aos principiantes da via purgativa.
Seguem-se as dos iniciados – os aproveitados, na terminologia do Santo –, que respeitam à via iluminativa, onde ocorre o desposório matrimonial.
Depois, as da via unitiva, onde a alma já alcançou um verdadeiro estado de perfeição e se realiza no matrimónio espiritual.
As últimas canções são as do estado beatífico.



COMEÇA A DECLARAÇÃO DAS CANÇÕES DE AMOR ENTRE A ESPOSA E O ESPOSO (JESUS CRISTO)


1. - ANOTAÇÃO

A alma começa a entender claramente qual o seu objectivo neste mundo.
Percebe que a vida é breve, estreita a senda que conduz à vida eterna e que apenas o justo se salva. Que as coisas do mundo mais não são do que perigosas ilusões, que o tempo é incerto e que tudo acaba. A perdição fácil e difícil a salvação. Que desperdiçou a maior parte da sua vida com futilidades, desejos e inquietações, afastando-se de Deus que dela se esconde. Aí, começa a invocar o seu Amado dizendo:



CANÇÃO I

Onde é que tu, Amado,
Te escondeste deixando-me em gemido?
Fugiste como o veado
Havendo-me ferido;
Clamando eu fui por ti: tinhas partido!

2. – DECLARAÇÃO
Nesta primeira canção, a alma enamorada de Deus, queixa-se da sua ausência, o que obsta à união que tanto anseia, e assim diz:

Onde é que tu, Amado
Te escondeste...?

3. – Pede a alma a Deus que lhe mostre ou a encaminhe para o lugar onde se esconde.
Deus é verdadeiramente um Deus escondido (Isaías). Por outro lado a grande dúvida da sua presença manifesta-se nas palavras de Job – se a nós vier não o veremos, e se se for não o entenderemos.

4. – Perante tal incerteza, a alma pede encarecidamente a Deus a clara presença e visão da sua essência.

6. – Para que não vagueie em sendas infrutíferas, a alma terá de reconhecer que Deus está escondido no seu íntimo ser. Assim, querendo-o encontrar, convirá abandonar todas as coisas segundo a afeição e vontade, entrando em recolhimento dentro de si mesma.
Santo Agostinho afirmou que não encontrava Deus fora de si, porque mal o buscava; buscava-o fora quando Ele estava dentro.
Daqui decorre que Deus está escondido na alma.

7. – O Reino de Deus está dentro de nós (Lucas) e nós somos o templo desse Deus (S. Paulo).
Ele está em nós do mesmo modo que nós não podemos estar sem Ele.

8. – Grande é o contentamento da alma quando entende que Deus nunca dela se ausenta, esteja ou não no estado de graça.
Deseja Deus e adora-o na tua alma, porque se o fizeres fora de ti perder-te-ás.
Mas, nunca olvides que embora estando dentro de ti, está escondido.

9. – Se Deus está dentro de nós, como é que o não vemos?
Ele está escondido e para o encontrar havemos também de entrar escondidos no seu esconderijo.
Diz o Santo, que para o podermos encontrar devemos esquecer todas as nossas coisas, afastando-nos de tudo, inclusivamente das criaturas, escondendo-nos no nosso retiro interior do espírito, fechando a porta atrás de nós, abandonando a nossa vontade e recitando as nossas orações em segredo.

10. – Disse Isaías à alma, “anda, entra em teus retiros, cerra tuas portas sobre ti e esconde-te um pouco por um momento”.
A alma “cerra as portas” a todas as suas potências e a todas as criaturas, escondendo-se por este momento da vida temporal quem quiser atingir a união.
Desta forma, veremos Deus.

11. – A fé são os pés com que a alma se dirige a Deus e o Amor é o guia que a encaminha.

12. – Deus é inacessível e escondido, e por mais que te pareça que o tens e o sentes e o entendes, sempre o hás-de ter por escondido e o hás-de servir escondido, escondidamente.

deixando-me em gemido?

13. – Chama-lhe Amado, porquanto Deus acode com maior presteza à alma que o ama. E a alma pode em verdade chamar-lhe Amado, quando está apenas com Ele, não estando apegada a nada que não seja Ele.
Não o estando totalmente, deverá perseverar na oração, porque de Deus nada se alcança que não seja por intermédio do amor.

14. – A ausência do Amado causa um contínuo gemido ao amante. Este, nada amando fora dele, nenhum alívio recebe e a vida torna-se bastas vezes insuportável.

Fugiste como o veado

15. – Nos cantares, a Esposa (Alma) compara o Esposo ao veado, por ser algo estranho e solitário e por ter a virtualidade de se esconder e aparecer, tal como nas visitas que faz às almas e nas ausências que as faz sentir após as visitas, para as submeter a regime de provação e ensinar.

Havendo-me ferido

16. – O desejo ardente de ver o Amado faz com que aumente a paixão quando a alma o vê abandoná-la sem que nem muito nem pouco se deixe compreender.

17. – As feridas de amor são provocadas por toques escondidos de amor, e que ao modo de dardos de fogo ferem e trespassam a alma, abrasando-a em fogo e chama de amor.

18. – A alma por amor reduz-se a nada, nada sabendo senão amar, e julgando intolerável o rigor que o Amor usa para com ele. Não porque a tenha ferido, mas porque a deixou penando e muito sofrendo.

19. – Por isso, diz a alma: deixando-me assim ferida, morrendo com feridas de amor por ti, te escondeste com a ligeireza de um veado.
Esta dor aumenta nela a ânsia de ver Deus.

Clamando eu fui por ti: tinhas partido!

20. – Nas feridas de amor a cura só pode ser realizada por quem feriu. Daí, clamar a alma pelo Amado.

21. – A Esposa ficou ferida por não ter encontrado Deus e vai penando na sua ausência, já que a Ele se havia entregue e não encontrou a esperada correspondência amorosa.

22. – Este pesar e sentimento de ausência de Deus costuma ser tão grande nos que se vão aproximando do estado de perfeição, que se o Senhor lhes não acudisse, acabariam por morrer.



CANÇÃO II

Pastores que passardes
Lá por entre as malhadas ao Cabeço,
Se porventura achardes
Aquele que estremeço,
Que adoeço, lhe dizei, peno e feneço.

1. – DECLARAÇÃO
Nesta canção a alma com algum desespero procura aproveitar-se de mediadores para que dêem conhecimento ao seu Amado de sua dor e sofrimento. Assim lhes diz:

Pastores que passardes

2. – A alma chama pastores aos seus desejos, afectos e gemidos, dado que a apascentam de bens espirituais. No entanto, só os afectos e desejos que nascem do verdadeiro amor chegam a Deus.

Lá por entre as malhadas ao Cabeço,

3. – As malhadas são os coros de anjos, pelos quais de coro em coro vão os nossos gemidos e orações a Deus.

Se porventura achardes

4. – Com isto quer o Santo dizer: se por minha boa sorte e ventura chegardes à sua presença, de forma a que Ele vos possa ver e ouvir.
Atente-se que Deus acode às nossas súplicas não em função dos nossos desejos, mas em tempo oportuno.

Aquele que estremeço

5. – É aquele a quem a alma quer mais do que tudo.

Que adoeço, lhe dizei, peno e feneço.

6. – A alma apresenta três necessidades: doença, pena e morte. E padece de três maneiras segundo as suas três potências: entendimento, vontade e memória.
Acerca do entendimento diz que adoece, porque não vê Deus – saúde da alma.
Acerca da vontade diz que pena porque não vê Deus – deleite da vontade.
E acerca da memória diz que fenece, porque recordando a falta de entendimento e dos deleites da vontade, teme perdê-lo o que se consubstancia na sua morte.

7. – Estas três necessidades e penas estão fundadas nas três virtudes teologais: fé, caridade e esperança, respeitando o entendimento à primeira, a vontade à segunda e por último, a memória à terceira.



CANÇÃO III

Buscando meus amores
Irei por esses montes e ribeiras,
Nem colherei as flores
Nem temerei as feras
E passarei os fortes e as fronteiras

1. – DECLARAÇÃO
A alma apercebe-se de que para encontrar o Amado não lhe bastam gemidos, orações ou ajuda de terceiros, como ficou exposto nas canções anteriores.

Buscando meus amores

2. – A alma convence-se de que para atingir Deus tem de se esforçar para além da simples oração e da intercessão de outrem

3. – Terá de sair do reduto da sua própria vontade e do seu próprio gosto.

Irei por esses montes e ribeiros

4. – Dirigirá o seu esforço para as virtudes, exercitando a vida contemplativa, mortificar-se-á e não abandonará nunca os exercícios espirituais.
Entende que o caminho por onde se busca Deus é o de praticar em Deus o bem e mortificar em si o mal.

Nem colherei as flores

5. – Não colherá as flores que encontrar no caminho para Deus.
Não porá o seu coração na riqueza e bens que o mundo lhe oferece, não admitirá os contentamentos e deleites da carne, nem deverá ater-se aos gostos e consolos do espírito.

Nem temerei as feras
E passarei os fortes e fronteiras.

6. – Mencionam-se aqui os três inimigos da alma: mundo (feras), demónio (fortes) e carne (fronteiras).

10. – À alma convém no seu percurso, não colher as flores, ânimo para não temer as feras e forças para passar por fortes e fronteiras, indo pelos montes e ribeiras da virtude.



CANÇÃO IV

Ó bosques e espessuras
Plantados pela mão do meu Amado,
Ó prado de verduras,
De flores esmaltado,
Dizei-me, se por vós terá passado?

1. – DECLARAÇÃO
Depois de entender o modo como deve começar o caminho, não se detendo em deleites e gozos e das forças necessárias para vencer as tentações e dificuldades, no que consiste o exercício do conhecimento próprio, a alma, nesta canção, trilha a vereda do conhecimento das criaturas indo ao conhecimento do Amado, que as criou.
Depois do exercício de conhecimento próprio, o conhecimento das criaturas é o primeiro na ordem do percurso espiritual que aspira a Deus.

Ó bosques e espessuras

2. – O Santo chama bosques aos quatro elementos, terra, água, fogo e ar, e espessuras à imensidão das criaturas.

Plantados pela mão do meu Amado,

3. – Não obstante Deus faça muitas coisas por mão alheia, como pela dos Anjos e dos homens, a criação é obra totalmente sua.

Ó prado de verduras,

4. – Aqui, refere-se ao céu, cujas coisas, tais como planetas e estrelas, não fenecem nem murcham com o tempo.

De flores esmaltado.

6. – O prado de verduras está também de flores esmaltado, entendendo por flores os anjos e as almas santas.

(...)




JOSÉ MARIA ALVES
www.homeoesp.org





quinta-feira, 19 de maio de 2011

PORQUE EXISTE ALGUMA COISA EM VEZ DE NADA?


Porque existe alguma coisa em vez de nada? Esta é talvez a questão maior da filosofia, objecto de pensadores de todos os tempos e geradora de uma profunda angústia existencial. Princesa da metafísica, tem recebido múltiplas respostas, que ressoam mas não permanecem. Por existir um ser pensante é que a pergunta é formulada, de contrário reinaria o silêncio absoluto, sem desespero, inquietações e dúvidas.
Leibniz, responde-lhe com recurso ao conceito de mónada, substância simples, sem forma, sem partes, sem janelas e portas, mas sensível ao universo e ao poder de Deus.
Para este filósofo nada se produz sem uma causa evidente, suficiente – o que consubstanciará o grande princípio do porquê.
Partimos assim, da prova da existência de Deus. E podemos fazê-lo por força da fé, da teologia mística e da razão com argumentos diversos do exposto. Ao fazê-lo ocultamos parte da questão formulada. Se Deus existe, o que resta indagar é o que está para além dele ou até, ele mesmo. Ou seja, a justificação da existência do mundo na sua pluralidade, por via de existência na essência divina, criação ou de causa fortuita. Em rigor, a existência do mundo, seja Deus, uma sua manifestação ou algo diverso dele, mas tocado em todos os seus pontos pela sua presença, poderá ou não implicar o acto da criação.
Podemos perguntar-nos: Deus existe? E se existe porque é que existe? E se existe, para além do mais, é ele o próprio mundo? Ou criou-o? E se o criou, o que é que o levou a fazê-lo?
Se existe, onde podemos encontrar a sua causa?


quarta-feira, 18 de maio de 2011

O ETERNO-INFINITO



A matéria é um mundo complexo de energia e de luz.
Se me fosse dado um novo sentido ou o aperfeiçoamento dinâmico da visão, veria que a matéria é uma condensação de luz, em diversos padrões, num deslocamento incessante a uma velocidade estonteante.
A vida, em essência, é um fenómeno uno, com inúmeros participantes, partículas de um Eterno-Infinito num conjunto infindável de mundos, cujo único sentido é a existência.


O NASCIMENTO DA FILOSOFIA



Segundo Aristóteles, a filosofia nasce do espanto que os homens sentem perante o mundo.
Contudo, a sua essência é a ignorância dos grandes mistérios. Do mistério da morte e de todos os que com ele convivem.
Assim, a filosofia surge essencialmente, porque os homens estão inelutavelmente condenados à morte.


terça-feira, 17 de maio de 2011

QUEM SOU EU? DA ALMA...



Quem sou eu?
Um acidente na longa evolução, um filho das estrelas e irmão dos planetas, o resultado da vontade de um ser superior, um ente obrigado ao aperfeiçoamento para que se possa furtar à roda dos nascimentos e da morte ou destinado ao paraíso e à presença de Deus?
Um ser composto de três princípios: o físico de origem terrestre – o corpo, um verdadeiro objecto –, o astral – corpo subtil – e o espiritual de origem divina – o espírito?
Estará assim o mundo dividido entre espírito e matéria?
Possuo uma alma? E essa alma é imortal? Existe desde sempre ou foi criada? Se o foi, em que momento ocorreu a sua criação?
Donde venho carrego pois, comigo, essa alma?
Para onde vou, apenas irá essa alma vazia de todo o conteúdo cerebral, do ego enquanto sede do prazer e da dor?
Quem sou eu? – pergunto-me com constância nas noites de insónia e aguda inquietação.
O que restará de mim no meu decesso? Uma alma com energia independente da material, cuja essência é determinada pela existência, inteligência e felicidade absolutas?
Não podemos excluir o facto de que a minha alma – a existir - e o universo, não sejam outra coisa que não Deus.
Nesta perspectiva, pesquisar a alma é pesquisar Deus.
Continuemos essa pesquisa...


quarta-feira, 11 de maio de 2011

A MULHER DE DEUS









Conta uma testemunha ocular de Nova York:

Num dia frio de Dezembro, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de 10 anos, descalço, estava em pé em frente de uma loja de sapatos, olhando a montra e tremendo de frio.
Uma senhora aproximou-se do rapaz e disse:
- Você está com um pensamento tão profundo, a olhar essa montra...
- Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos - respondeu o garoto.
A senhora tomou-o pela mão, entrou na sapataria e pediu ao empregado para que lhe desse meia dúzia de pares de meias. Também perguntou se poderia ceder-lhe uma bacia com água e uma toalha. O empregado atendeu-a rapidamente e ela levou o menino para a parte detrás da loja e, ajoelhando-se lavou os seus pequenos pés, secando-os com a toalha.
Nesse tempo, o empregado já havia trazido as meias. Calçou-as nos pés do garoto e comprou-lhe um par de sapatos.
Depois entregou-lhe os outros pares de meias e carinhosamente disse-lhe:
- Estás mais confortável agora.
Como se virou para sair, o menino segurou-lhe na mão, olhou o seu rosto com grossas lágrimas nos olhos e perguntou-lhe:
- A senhora é a mulher de Deus?






De histórias que valem a pena ler...




O QUE SIGNIFICA "SER ADOPTADO"







Os alunos de uma professora do primeiro ano estavam a examinar uma fotografia de família.
Uma das crianças da foto tinha os cabelos de cor bem diferente dos outros. Alguém sugeriu que essa criança tivesse sido adoptada.
Uma menina disse com espontaneidade:
- Sei tudo sobre adopção, porque eu fui adoptada.
Outro aluno, questionou-a:
- O que significa "ser adoptado"?
- Significa - disse a menina - que tu cresceste no coração da tua mãe, e não na barriga!

De histórias que valem a pena ler...




AJUDAR A CHORAR...










Um menino com apenas quatro anos tinha um vizinho idoso a quem a esposa falecera recentemente.
Vendo-o chorar, foi até junto dele e sentou-se ao seu colo, sem nada dizer.
A mãe assistiu, e logo após o regresso do filho, questionou-o:
- O que é que disseste ao velhinho, meu filho?
O menino respondeu:
- Nada mãe. Só o ajudei a chorar.


De histórias que valem a pena ler...






segunda-feira, 9 de maio de 2011

O MUNDO - ILUSÃO OU REALIDADE?



Julgamos não saber como o mundo é em si. A realidade, tal como surge aos nossos sentidos, talvez não seja a verdadeira realidade, mas a representação que se produz no nosso cérebro, como teia de aranha compacta que nos permite aperceber dos seus distorcidos reflexos. Com isto, não afirmamos que o mundo é pura ilusão, que esconde um puro nada ou que o “eu” é a fonte de toda a realidade, extinguindo-se esta com a aniquilação daquele, ou ainda, que é uma ideia pura.
Podemos não confiar nos nossos sentidos. O mesmo se diga da razão, já que não descortinamos forma desta se fundamentar a si própria, a menos que usemos a acrobacia do homem que atolado num pântano saiu do mesmo puxando-se pelas suas tranças. Podemos não acreditar em Deus. Podemos acreditar nesse ente supremo, nem que seja por motivos meramente pragmáticos, em virtude da fé numa crença de esperança permitir uma vida mais suportável. Podemos defender que o mundo existe por necessidade ou que não sendo necessário, é o melhor dos mundos possíveis na concepção de Deus.
No entanto, a natureza manifesta-se sob uma infinidade de formas e na mutação constante dos entes. Provavelmente, por trás dessa multiplicidade e mutabilidade, esconde-se um fundo último e imutável, como a tela do cinema onde projectamos imagens. Se assim for, é praticamente impossível distinguir a aparência da realidade a menos que possamos penetrar na infinitude do Ser real, que mais não é do que a nossa Mente.
Quem a conhece, no estado de plena liberdade, sem o cérebro e o seu conteúdo, conhece tudo o que há para conhecer. E é ela, que eu procuro sem procurar.


"A ESPLÊNDIDA CIDADE" DE RIMBAUD E NERUDA



“Um pobre e esplêndido poeta, o mais atroz dos desesperados, escreveu esta profecia:«Ao amanhecer, armados de uma ardente paciência, entraremos nas esplêndidas cidades.” Eu creio nessa profecia de Rimbaud... Sempre tive confiança no homem. Não perdi jamais a esperança. Por isso talvez tenha chegado até aqui com a minha poesia, e também com a minha bandeira. Em conclusão, devo dizer aos homens de boa vontade, aos trabalhadores, aos poetas, que todo o porvir foi expresso nessa frase de Rimbaud: só com uma ardente paciência conquistaremos a esplêndida cidade que dará luz, justiça e dignidade a todos os homens.
Assim a poesia não terá cantado em vão.” – Pablo Neruda, Discurso do Prémio Nobel.

Só dois poetas com o excelente carácter de Rimbaub e Neruda poderiam ter assentido em tal premonição, não obstante tenham olvidado a natureza impermanente da humanidade. Só uma paciência eterna nos permitiria entrar nas esplêndidas cidades de luz. Numa atitude que não é pessimista, antes realista, diremos: Entremos já armados de uma mente inocente na nossa esplêndida morada de Paz.


OS ÚLTIMOS PASSAGEIROS DA NOITE



O fundamento da razão era a razão
Os lábios da verdade molhados por uma saliva espessa
Olhos ensanguentados da vigília
Espraiavam-se nos pensamentos da cachoeira amarela

A ilusão do tempo
Deslumbrada
Percorria os quarteirões da falsa continuidade
Mutação das ampulhetas
Em mecanismos extravagantes

Lerda
Assomava à janela
A insónia
Temperada pela silhueta negra
Dos últimos passageiros da noite


AMOR DESERTO



As luzes amarelas da cidade
Conviviam com a das estrelas
E a dos automóveis inquietos

A atmosfera estava quente
Oprimindo o peito destroçado
Dos amantes abandonados

Amor deserto

Uma mulher encostara-se a um candeeiro
Na penumbra do desejo
Materializado em rápido sexo

Um carro
E outro
Um que pára
Um que escolhe não voltar para casa
Sem o perfume volátil da erecção
Em curto amar


O LAGO DOS DESEJOS



Descia na direcção do Lago dos Desejos
Entre giestas e rochas doridas
Pelas borrascas da invernia

A vereda enlameada
Com a neve a derreter na confiança
Da nitidez do crepúsculo

Flores amarelas salpicavam
A alma atulhada de pecadilhos soltos
Nas extensas sombras da efemeridade

O sol já estava por detrás dos montes violáceos
Transportando a melancolia do anoitecer
Ao sopro fascinante da Primavera

E de tudo emergia
Uma eterna energia


TEMPESTADE



Veio a tempestade com a sua purificação
Arrastando barcos para além do mar
Corpos desmembrados do espírito
Casas destelhadas dos jardins
E um bando de aves
Sobrevoava graciosamente os céus em formação

Chaminés incendiaram-se
Ventos protegeram os corações empedernidos dos burgueses
Carregando para os covais
O caixão das almas dos pobres

A cidade dormia à superfície
Acordada nos subúrbios subterrâneos
Onde se gera a violência
Das luzes anónimas

Por baixo
As formas suavam incandescentes
Ao som de um quarteto envolto em nebuloso fumo
De vozes estranhas
Roucas
Recalcadas da fama
Numa busca miserável
De sossego e paz


E A BENÇÃO VEIO...




Os pés descalços
Lavravam a poeira da vereda
Ladeada de silvas
E de terra queimada

Árvores pálidas
No rosto marcado pelo desespero
Das distantes colinas

As curvas da estrada
Estavam silenciosas no vale
Onde dois abetos se entrelaçavam

Paisagem doce

Dela sobressaía
A casa da meditação
O quarto dos fundos
Da reclusão voluntária

E a Benção veio


QUANDO TUDO CESSOU



O homem caminhava na margem
Fria do rio colorido pelas penas
Das aves selvagens

Carregava consigo o fardo de séculos
De ossos perfumados pela fútil agitação
De conversações anacrónicas

Ao Norte as montanhas
Eram tensão e luta
Com pensamentos a resvalar nos rochedos

Os campos brilhavam
O Sol espreitava por toda a parte
As sombras desapareciam

Havia vida nas gotas de orvalho
Em todos os movimentos da brisa
Até na mais pequena das plantas

O homem parou
Um tronco de figueira estéril
Uma corda antiga
Entrançada à mão
Na angústia pérfida dos dias

Tudo findou
O próprio dia morreu
Na asfixia do ar paralisado
Ninguém o chorou
Tudo cessou


PELA MÃO DAS RIMAS



Seguíamos cansados
Exaustos
Pela mão das rimas
No passo das estrofes

Mas
Aquela coisa incerta
Era nova
E o silêncio novo
A cada instante

As nuvens aproximavam-se
Existíamos sem que nunca tivéssemos existido
Éramos sem que nunca tivéssemos sido

Estranho
Aquele azul sem nuvens
A terra imóvel
As montanhas incendiadas
O infinito da mente

Falámos do medo
Daquele medo que é fruto do passado
Do que nascerá no futuro
Do medo que já vive no porvir
Falámos da benção
E da pesada barcaça mal calafetada
E do barqueiro sem proa
E do Sol
E do medo do medo


FRAGMENTO LUMINOSO



Um fragmento luminoso
Atravessava a escuridão do caminho
Com as árvores negras
Fantasmagóricas
A inclinarem os seus braços ondulantes
Para o eterno caminhante

O dia aproximava-se
Ensolarado e límpido
Alma de vestal
Emoldurada na chama viva
Consumida na beleza momentânea do regato

O rio cintilante
De natureza inquieta
E o rochedo imenso
Do coração multicolorido
Na rosa vermelha do porão
Da bela feiticeira

Inelutável morte

A chuva miúda caía
Com um corvo a esvoaçar


AMOR DA TERRA ESCURA


O quarto inundara-se de luar
A noite não adormecia
Pingos de chuva escorriam lânguidos
Nas vidraças das janelas

Os galhos da árvore grande do jardim
Beijavam os beirados
Dos olhos abertos e exauridos

A luz ténue do astro nocturno
Era o amor da terra escura


A VELHA BEATA



Raia a alba na porta da velha igreja
Coberta de brinquedos de neve

Por entre as flores dos canteiros laterais
Vislumbravam-se ilhas de terra fecunda

O ar do bosque longínquo
Fresco e odorizado
Como pássaro vagueante
Trazia o auge da Primavera fria

O velho álamo despertava
Gritando de alegria
Ao vento Sul

Uma folha amarela
Desceu vagarosa
Da árvore doente
E a velha beata
De braços enlaçados à cinta
Aguardava
A glória do altar
Do sacrifício


NOITE DA ALMA



Noite da alma em solidão

No auge das marcas gravadas no asfalto corroído por rodados de aço
A palavra transcendia-se
Na contradição do que é belo em forma de mulher

Despertara envolto em neblina
Imberbe S. Sebastião
Sem qualquer capacidade explosível

Uma centopeia no vidro sujo da janela
Inclinada para o mundo interior
E a erudição de três versos num papel amarrotado
Ali junto aos pés da cama espalhada entre flores

Nas montanhas uma dor intensa
Penetrante
Regatos fragmento de fantasia
De ilusão
E no céu
Aquela tremenda confusão
De nuvens
A obscurecer o Sol


QUANDO O DESEJO ENSANDECE



Ao anoitecer
Uma estrada rumo ao mar
Um rio na gruta da montanha
A explosão da fúria da carne

Ao anoitecer
Quando o desejo ensandece


A ESSÊNCIA DO CONTROLO



Sentara-se na cadeira rubra
Cinicamente

O desespero mentia
Em verde tonalidade

O povo ouvia
Protegido por vasta grade de ferros
O colorido da dor

Ali continuou
Impassível como escombro
Enfadonho e destruidor
Intangível
Repressivo

Ele
Era a essência do controlo
A arrastar-se nas luzes da fama
Coroado pelo prestígio
Dos projectores ensanguentados

Ele
Belo e pungente
Com as longas patas
Expostas às profundezas
Da sublimação

Era o arbítrio
Migratório dos grandes pássaros brancos
Imagem insaciável da falsa eternidade

Ele
Era a miragem
Da ignorância
Do corrimão sujo e negro da fuligem
Do parlamento


AZUL INFINITO



Voámos no céu azul
Com a mente confinada à espada de aço maduro
Sem nenhum mistério entender
Sem ninguém que nos possa valer

O azul é infinito
No céu e no mar

Pouco mais há para conhecer


OSSOS DA MEMÓRIA



Os ossos da memória
Vergavam o cérebro no vazio
Da avidez e da inveja
Dos edifícios calcinados
Na mudança frívola da autoridade
Calcada da avenida
Aniquilada pela dissolução
Do patético rol das lembranças

Ao anoitecer
A chama da atenção
Alimentava o fogo da criação
Nos escombros das necrópoles
De portais escancarados aos vivos

Havia uma sensação de amor
Recordações de corolas murchas
No solo arenoso da alma
E na atmosfera húmida
Envolta em insuportável imensidão
De mecanismo gasto e ressequido

Entes pálidos flutuavam
Moribundos do pensamento
Pela brisa escura soprados
Dos mais profundos enigmas

A memória movimentava-se
Agora com lentidão
Na essência da morte
E no cárcere do tempo
Cinzas do passado
Extinguia-se


VER SEM VER




Mecânico o pensamento com sua grotesca aparência
Parecia superar as barreiras do aniquilamento
Vendo sem coisa alguma ver
Na parcelar abundância

A profundidade estridente
Encerrava mortalmente a visão da estrada íngreme
Sinuosa
E em fúria
Uma única nuvem no céu


UMBRAL DA PORTA



O umbral da porta
Onde plantamos o arroz
Tal pérola que surge do mar
Guarda no regaço o beijo
Que frio escorre nas veias

Uma lapa cavernosa
Um coração latente que me é dado
Uma noiva lavada
O amor que é certo
Que a chuva não ouve já
E a minha penumbra enfada

Assim seja
Seja ela o amor
Seja ela a amada
Ó mísero judeu
A quem o chão negou o pó
A quem a névoa
Arrancou o coração

No céu azul
São belas as entradas
Na minha alma
Subtis as amadas


E TU MULHER...


Queda de água
Deixa que te beije
Que plante no teu seio
A maior das rosas

Não há palavras
De que servem as palavras
Para que servem as palavras
Na paisagem destruída?

Habito a tua voz
Tanta ternura
Calou-se o grito de guerra
E tu mulher
Nua
Deitada
És o incêndio
Que consome o poema


A VELHA ROMENA



Está um frio terrível
No café
Entra a velha romena
Vende revistas
Pede esmola
Dou-lhe uma moeda
Contrariado
Lembra-me que é Natal
(É natale siô)
A dona oferece-lhe uma sopa
É Natal
Uma sopa e um pão
Não sou tão bom quanto penso
Quanto pareço
E a vida não tem sentido
Apetece-me chorar


O ECONOMICISTA


O economicista das mangas pretas
Espécie de orçamentólogo
Comentava o forro laxativo
Da despesa pública ectodérmica

À sua direita um eclesiástico
Sem cura aparente
Ectoparasita
Entrava em eflorescência no eirado

O sacristão embatucado
Atónito
Recolhia as esmolas do dia
Enquanto o canal televisivo
Caixa de emoções e desventuras
Em hoste rocambolesca
Lia continuamente as sondagens
No perde-ganha do percevejo-do-monte

Em sintonia seringada
De sermão vicioso e
Prosaísmo demagógico
O populacho pró-germânico
Rendeu-se à supra-sensível
Panaceia redutora
De quem apenas quer dormir
Sossegado
Sossegado


REMORSO E CULPA



Remorso e culpa
Curvaram-se ao trono

Enredam-se nos troncos
As lianas
Pergunta-se em silêncio
A eternidade

Se fosses a Lua
Amar-te-ia
Do crepúsculo ao amanhecer
Seria teu escravo
Na vida
Depois da morte me chamar

Se fosses a Lua
Amar-te-ia
Nos lençóis purificados dos lábios
Doces de mel e pólen
A assomar na falésia
De meu sonho extinto
Na floresta imensa


NOITE ESCURA



Noite escura
A rua começa a encher-se
De esquinas
E o mar crucificado
Entre sorriso e pranto
Oferece a sua dor aos deuses

Tanto eu amei
Tanto eu vivi
Fui amado
Odiado
Pelo rubi que carrego

Sempre o mesmo tédio

Sem asas não voltarei a amar
Sem o sonho que sobe a colina
Ao adormecer
Com as árvores a fitar o corpo
Não voltarei a sonhar


BARCOS DOIRADOS NO HORIZONTE





Barcos doirados no horizonte
O trevo das ondas florido
A brisa de leste
A golpear o pescoço

A eira e o canto da mocidade
Já não repousa no teu peito

A criação dos mundos
Respira ofegante nas trevas
E o sinal dos tempos foi exibido
Nas garras sagradas

A água dos oceanos engoliu-se a si
O sábio da negra muralha
Esquecido de tudo
Até de si
Limpo de mancha
Olha o nenúfar embriagado
Que há cem mil anos vive




segunda-feira, 2 de maio de 2011

OSAMA BIN LADEN NÃO "MORREU"



Há homens cuja perigosidade é muito menor em vida do que na morte.