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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

BRINCAR ÀS PALAVRAS COM PALAVRAS


Brincar às palavras com palavras,
Signos, sinais,
Que num conjunto imperfeito
São como todo o resto reais.
Folguedos.
Palavras que não são coisas nem seres,
Homens, mulheres, crianças, mas brinquedos.

Brinco convosco como quem brinca à beira do rio
Às pedrinhas redondas, macias, ágeis e alegres,
E no mar aos caranguejos tontos da maré vazia.
Para não estar só, não preciso de estar acompanhado,
Para não estar triste não necessito de rir,
Só quero, se querer tenho na corrida da vida,
Ir e vir, e brincar, com palavras, com gente, contigo,
Com frases, comigo.

Não sei o que digo, não me interessa
O que sou, vou ou deixo de ser, se a percepção da morte
Me dá uma pressa contínua até desfalecer.
Escrevo um amontoado de letras, de frases, de tretas,
Que a hora é de escrever.
Tanto faz o que penso – melhor seria não pensar –,
O que a mente soletra, a ingénua filosofia dita.
Escrevo palavras irreais, soltas, imparciais, fontes de estio,
Prostitutas gastas de ruelas retalhadas e sombrias.
Brinco e rebrinco, pulo no vazio,
E vou dizendo a brincar, como é sério
Este juntar de letras e frases sem pensar.


JOSÉ MARIA ALVES
http://www.homeoesp.org

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