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terça-feira, 22 de outubro de 2013

JÁ NÃO HÁ HOMENS COMO OS DE OUTRORA




dia de eleições     até os miseráveis sorriem não sabendo porque o fazem     sem consciência do que lhe irão fazer
povo dono do sofrimento     jugo que carrega tal junta de bois irmanada 
rebelde na fala     cobarde na gesto     são milhares nos covis escondidos os que mastigam suas mágoas e expelem queixas nas águas dos bebedouros profanados
que lhes interessa se ao contíguo dói corpo ou alma?
chove aguaceiro infiel amargurado sozinho como cisne que escolhe morro para o derradeiro canto     paz às suas penas
povo enlouquecido pelo consumo exigência de cosmética social     como pardal-ladro em beirado de luz negra coça-se com o bico corroído nas partes definhadas e engelhadas
gente que grita no delírio da ficção     vinte foram os anos de oiro falso     que será deles agora amedrontados e abúlicos psicopatas?     fantasia das arcas volantes e das profecias de videntes estremunhados pelo ópio da insipiência     obtusos marujos de água adocicada pelas doações universais     broncos     toscos básicos varredores da parada
a escuta dos genitais     generais sem armas     os ais respirados com sofreguidão     invenção projectada nas páginas de uma história impressa a ranço
inculto e patético            crédulo e ridículo
apático   acrítico             besta de carga
escravo                          servil
que sofre
gazela despedaçada por leões
ovelha cercada por lobos
boi atacado por chacais
triste povo que padece no coração da infâmia     injustiça sem revolta
já não há homens como os de outrora





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