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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

QUE SEJA O QUE TIVER DE SER




é penosa a largada e apetecida a chegada quando não é mais dolorosa que a partida     aflitivo contra-senso     mas natural tão natural como o frio num dia de inverno e o calor numa tarde de verão

o mundo parece ruir no coração firmado à angústia     constrição sem regeneração
quando se abala nunca se deve olhar para trás
tal albatroz-errante a perfumar nimbos oceânicos

tudo é jogo do mental     cara ou coroa da existência

permutar regalos mundanos pela reclusão silente     quietude liquefeita na chama de círio que alumia as trevas de noites duráveis

o azul de klein evoca o mar do entardecer quando o sol já cabeceia no horizonte e o veleiro vai trovejando nas águas
o ocre dos velhos paisagistas românticos no cume da serra que fala às estrelas
e aqui há que eleger     

sonhos da noite passada     dúvidas e irresoluções que fenecem no desabrochamento da flor da cerejeira 
expiram na lentidão do remanso sedentário todos os desígnios     a alucinação de um novo bem-querer do espírito a abjurar temporariamente a carne 
o clamor da serrania nos magníficos ossos da terra e nas veias de águas sacrossantas
o luar que o mar irradia cor de prata     a congregação do azul no trilho do infinito

não posso ter tudo     pouco me afecta ou preocupa
há que escolher
talvez o mar     talvez a serra
 que seja o que tiver de ser






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